
Uma ação policial realizada na manhã desta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, resultou na prisão de um homem de 31 anos por maus-tratos a animais da fauna doméstica, após a constatação da prática de rinha de galos no município de Pedra do Indaiá, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. A ocorrência foi registrada por volta das 9h, após o recebimento de denúncia anônima relatando a atividade irregular.
De acordo com as informações apuradas, os policiais se deslocaram até uma residência localizada na zona urbana do município com o objetivo de averiguar a denúncia. No local, durante a fiscalização, foi constatado que galos eram mantidos em condições inadequadas, sem acesso à água e alimentação, além de estarem alojados em espaços sujos, insalubres e de dimensões reduzidas.
Durante a vistoria, os militares identificaram que alguns dos animais apresentavam mutilações nas esporas, lesões visíveis na pele e ferimentos na região da crista, características comuns em aves utilizadas em rinhas. As condições observadas confirmaram a prática de maus-tratos e a utilização dos animais para fins ilegais.
Além dos galos, os policiais localizaram diversos materiais comumente empregados em rinhas, como seringas, medicamentos, esporas artificiais, biqueiras de borracha e uma arena utilizada para treinamento e combate entre os animais. Todo o material reforçou a materialidade do crime constatado durante a fiscalização.
Durante a conversa com os policiais, o responsável pelo local confirmou que participava de rinhas de galos, admitindo o envolvimento direto na prática ilegal. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao autor, que assinou o Termo Circunstanciado de Ocorrência ainda no local da fiscalização.
Além da responsabilização criminal, o homem foi autuado administrativamente pelos órgãos competentes. A atividade irregular foi imediatamente suspensa, e todos os materiais utilizados na prática da rinha foram destruídos e destinados ao Aterro Sanitário, conforme os procedimentos legais previstos.
Ao todo, quatro galos combatentes foram apreendidos durante a ação. Os animais foram encaminhados à Fazenda Laboratório da UNIFOR/MG, onde passarão por avaliação veterinária, receberão tratamento adequado e serão submetidos a um processo de recuperação e ressocialização, visando minimizar os danos físicos e comportamentais causados pelos maus-tratos.
A prática de rinha de galos é considerada crime ambiental, enquadrada como maus-tratos a animais, conforme a legislação brasileira. Além de ilegal, a atividade submete os animais a sofrimento intenso, ferimentos graves e, em muitos casos, à morte.
As autoridades reforçam a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas, que contribuem para a identificação e interrupção de crimes ambientais e de maus-tratos contra animais. Informações podem ser repassadas aos canais oficiais das forças de segurança, garantindo o sigilo do denunciante.
O caso segue registrado e será acompanhado pelos órgãos competentes para o cumprimento das medidas legais cabíveis.







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