A morte brutal do cão Orelha, um animal comunitário conhecido que vivia na Praia Brava, em Florianópolis (SC), transformou-se em um movimento de mobilização social em diversas capitais brasileiras neste domingo (1º). Milhares de pessoas saíram às ruas em protestos que exigem justiça, responsabilização e endurecimento das leis contra maus-tratos a animais.
Atos em São Paulo e outros estados
Em São Paulo, centenas de manifestantes ocuparam o Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, a partir das 10h da manhã, em um dos protestos mais visíveis e representativos da mobilização. Pessoas carregaram cartazes com pedidos de justiça pela morte do animal, levaram seus próprios pets e entoaram a hashtag #JustiçaPorOrelha, que também tem repercutido nas redes sociais.
O protesto na capital paulista integrou uma série de atos realizados em diferentes regiões do país, refletindo a amplitude da comoção pública provocada pelo episódio. Em muitos casos, além da cobrança por punição aos responsáveis, os manifestantes também defenderam revisão das políticas de proteção animal e punições mais severas previstas em lei, como a Lei Sansão (14.064/20), que aumentou penas para maus-tratos a cães e gatos.
Ato em Belo Horizonte
Em Belo Horizonte (MG), dezenas de pessoas se reuniram pela manhã na Feira Hippie, na rua Guajajaras, para exigir justiça pelo caso de Orelha. A passeata, marcada para iniciar às 10h, contou com faixas, cartazes e a presença de tutores com seus animais de estimação. Organizações e protetores independentes participaram do ato, que também teve como objetivo fortalecer a conscientização sobre políticas públicas de proteção animal.
Mobilização em outras cidades brasileiras
O movimento ganhou traço nacional: atos semelhantes aconteceram ou estavam programados para ocorrer em várias capitais, entre elas:
Brasília – no sábado (31), com a “Cãominhada da Justiça”, organizada pela Associação Apdog;
Florianópolis (SC) – no Trapiche da Beira Mar Norte, local do primeiro protesto organizado;
Rio de Janeiro – com dois atos marcados, um no Aterro do Flamengo pela manhã e outro em Copacabana à tarde;
Porto Alegre (RS) – com ato no Parque da Redenção;
Belém (PA) – protesto na Praça da República reuniu protetores e moradores;
São José dos Campos (SP) – manifestação em frente ao Parque Vicentina Aranha;
Além desses, atos foram registrados ou anunciados em outras capitais e municípios, intensificando a demanda por respostas institucionais e maior rigor legal contra maus-tratos.
O caso que mobiliza o país
Orelha era um cão comunitário que vivia há cerca de 10 anos em Praia Brava, sendo acolhido por moradores e frequentadores da região. Em 4 de janeiro, ele foi encontrado com ferimentos graves após ser agredido violentamente por um grupo de adolescentes, conforme investiga a Polícia Civil de Santa Catarina. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia para interromper seu sofrimento.
Quatro adolescentes são apontados como principais suspeitos do crime. Investigações da Polícia Civil já resultaram na apreensão de celulares e roupas de dois deles, que retornaram dos Estados Unidos recentemente.
Repercussão e pautas do movimento
Os protestos não se limitaram a pedir punição pelos envolvidos no caso específico. A mobilização ganhou um viés mais amplo, questionando a eficácia das leis de proteção animal no Brasil, exigindo a aplicação rigorosa da legislação existente e, em alguns grupos, até defendendo a redução da maioridade penal para casos de violência contra animais.
Além disso, artistas, ativistas e publicações nas redes sociais impulsionaram o tema, tornando a hashtag #JustiçaPorOrelha um dos focos de debates e discussões públicas no país neste fim de semana.
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