Uma denúncia publicada pelo vereador Vítor Costa colocou novamente o Supermercado Rena no centro de uma nova acusação de assédio e discriminação no ambiente de trabalho – O relato fala em homofobia e exposição: a palavra “gay” teria sido escrita em destaque, com caneta vermelha, na ficha do funcionário, como marca depreciativa – A denúncia também menciona imposição de práticas religiosas. Segundo a fala, orações teriam sido exigidas no local de trabalho, mesmo sem concordância do empregado – Existem outros dois casos, um em 2020, de suposto caso de racismo contra uma cliente e em 2021 de uma ex-funcionária de assédio moral.
O ponto mais sensível aparece no episódio ligado à licença-paternidade por adoção. O relato atribui a um superior uma frase de deboche, em tom de humilhação. Na mesma publicação, Vítor Costa afirma que a Justiça reconheceu dano moral e condenou a empresa ao pagamento de indenização, ao tratar a conduta como discriminação.
Após a repercussão, a Casa Rena S.A. divulgou com uma “Nota de Repúdio”, negou concordância com o entendimento judicial e informou que seguirá recorrendo.
No texto, a empresa diz repudiar qualquer forma de discriminação e sustenta que o caso seria “isolado e controverso”, ainda com possibilidade de recursos aos tribunais superiores – A nova acusação ganha peso por causa de um histórico que já circula em decisões e notícias trabalhistas envolvendo a mesma rede, em episódios anteriores de constrangimento no trabalho.
Em 2021, veio a público um caso em que a empresa foi condenada a pagar R$ 9 mil por danos morais, após um processo que se arrastava desde 2017 e terminou com reversão do contexto de justa causa, segundo a cobertura da época – Naquele episódio, o caso começou após suspeita sobre divergência de peso e preço de um saco de pão, o que levou a abordagem interna, desdobramentos com a gerência e a demissão, conforme a narrativa publicada.
A conexão entre os casos não está no fato específico, e sim no padrão alegado: relatos de constrangimento, exposição e métodos de cobrança que ultrapassariam limites aceitáveis no ambiente de trabalho.
Além das denúncias recentes, há registro público de reclamação com teor semelhante de suposto racismo no Reclame Aqui. Em 02/09/2020, uma cliente negra relatou que, ao fazer compras sozinha com o filho de 11 anos na unidade de Juatuba, sentiu-se vigiada por um segurança e exposta no caixa quando a operadora chamou o vigia para conferir a quantidade de cervejas, situação que, segundo ela, não ocorria quando estava acompanhada do marido branco. Na resposta, em 22/09/2020, a Casa Rena afirmou que repudia discriminação, disse que a “ronda” do vigia integra rotina de segurança sem abordagem a clientes e justificou a conferência no caixa como procedimento interno para compras acima de 12 unidades, além de afirmar que mantém funcionários negros em diferentes cargos e que faria contato para esclarecer o episódio.
No caso atual, a denúncia de Vítor Costa pede resposta rápida. A cobrança envolve apuração, responsabilização e medidas para impedir repetição de condutas discriminatórias. A nota do Rena tenta conter o impacto ao reafirmar “valores” e “conduta ética”, enquanto sustenta que não há decisão definitiva e que pretende reverter o entendimento.
O desfecho agora depende de documentos, eventuais manifestações formais das partes e confirmação dos elementos citados publicamente, além do andamento do processo na Justiça do Trabalho.
O espaço permanece aberto para que os citados e interessados se manifestem sobre o teor desta matéria. Caso haja posicionamentos oficiais, o conteúdo será atualizado.
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