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Cleitinho apoia decisão de Dino de passar pente-fino em penduricalhos dos salários do Judiciário, Legislativo e Executivo

O despacho do ministro Flávio Dino abriu uma nova fase no debate sobre supersalários no serviço público. A decisão, assinada em 05/02/2026, trata o teto constitucional como regra obrigatória e enquadra a proliferação de verbas indenizatórias como ponto central da distorção remuneratória – Imediatamente a publicação da decisão de Dino (veja ao final da matéria), o senador Cleitinho Azevedo, ainda pré-candidato ao governo de Minas, saiu apoiando a iniciativa do membro do STF. 

A medida cautelar determina que Executivo, Legislativo e Judiciário, em todas as esferas da federação, revisem em 60 dias corridos o fundamento legal de verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas. O texto também fixa consequência direta: parcela sem previsão expressa em lei deve ser suspensa ao fim do prazo.

Além do pente-fino, Dino exigiu transparência formal. Chefias dos Poderes e dirigentes de órgãos autônomos deverão publicar ato motivado discriminando verba por verba, com valor, critério de cálculo e base legal específica. No caso da magistratura e do Ministério Público, a decisão pede atos nacionais com efeito vinculante sobre toda a estrutura institucional.

A decisão também reconhece uma omissão legislativa de alcance nacional. O despacho oficia Presidência da República, Senado e Câmara para adoção de medidas políticas e legislativas voltadas à regulamentação do §11 do art. 37, com padrão nacional para definir quais indenizações podem, de fato, ficar fora do teto.

No mérito jurídico, Dino sustenta que indenização não pode virar atalho remuneratório. O texto diferencia ressarcimento legítimo de despesa funcional de vantagens disfarçadas, cita o uso recorrente de “penduricalhos” e aponta impacto sobre legalidade, moralidade e eficiência administrativa.

A repercussão política ganhou tração com o apoio público do senador Cleitinho. A manifestação classificou a decisão como pauta suprapartidária e cobrou adesão de direita, esquerda e centro. Também vinculou o tema à pressão sobre o Legislativo para aprovar norma que elimine brechas para supersalário.

Na fala, Cleitinho tratou os penduricalhos como “escárnio”, citou exemplos de pagamentos acima do teto e defendeu que a revisão pode gerar economia bilionária aos cofres públicos. O pronunciamento também apontou expectativa de confirmação da linha de Dino pelo plenário do STF e avanço de proposta legislativa para encerrar adicionais considerados abusivos.

Com isso, o caso deixa de ser apenas uma controvérsia técnica sobre rubricas salariais e passa a operar como disputa política nacional sobre gasto público, legitimidade institucional e justiça remuneratória. A decisão ainda será submetida ao referendo do plenário do Supremo, etapa que pode consolidar ou recalibrar o alcance da liminar.

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