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Depois do anúncio de Cleitinho, Gleidson pode doar medula ao irmão Matheus após recidiva de leucemia

A recidiva de leucemia de Matheus Azevedo Ramalhão, irmão mais novo do senador Cleitinho, do deputado Eduardo Azevedo e de Gleidson Azevedo,  prefeito de Divinópolis, ganhou novos desdobramentos nesta última sexta-feira (06), com o anuncio de Gleidson de que será ele o doador – A doença foi revelada no Senado quando ao final de seu pronunciamento Cleitinho falou publicamente sobre a doença do irmão, e agora seguiu para as redes sociais da família, com a revelação de Gleidson, de que será quem vai doar.  

No plenário, Cleitinho Azevedo revelou que a doença voltou após um período de remissão. A fala trouxe emoção e um apelo por respeito ao momento. O senador também relembrou o transplante de 18 anos atrás. Na ocasião, a medula veio dele mesmo irmão, fato que marcou a trajetória familiar.

No trecho mais direto, veio a promessa pública:“Eu dou a minha medula para você, quantas vezes precisar.”Assim, Cleitinho sinalizou disposição para novo procedimento.

Depois, em conversa breve na manhã de quarta-feira (04), o senador apontou o caminho clínico antes de qualquer decisão. “A leucemia tem várias variáveis.”

A frase veio acompanhada de um ponto central: exames definem o tipo e orientam a conduta. “A gente faz um exame agora no Matheus, pra saber se foi a mesma.”

Ontem,  sexta-feira (06), o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, irmão gêmeo de Cleitinho, publicou uma foto ao lado de Matheus, já em tratamento em um hospital da cidade. Na legenda, o prefeito associou o momento à fé e ao histórico de superação da família. “Deus nunca faz nada pela metade.”

Em seguida, a postagem retomou o transplante antigo e mudou o eixo do possível doador. “Agora é a minha vez de cumprir a promessa.”

A mensagem ainda conectou o vínculo dos gêmeos ao simbolismo de “metade”. “Como o Gleidson e o Cleiton é uma coisa só, agora falta o Matheus receber a outra metade.”

No aspecto médico, recidiva significa retorno da leucemia após fase de remissão completa. Por isso, a equipe reabre a investigação e refaz a classificação da doença. Esse protocolo costuma começar com hemograma e avaliação clínica. Em seguida, médicos pedem exames da medula para confirmar subtipo e atividade da doença.

Geralmente entram mielograma, imunofenotipagem e estudos genéticos. Esses dados orientam risco, resposta esperada e escolha do tratamento mais adequado. Quando a recidiva se confirma, a conduta pode incluir quimioterapia e terapias específicas. Além disso, médicos avaliam transplante conforme idade, resposta e risco de nova recaída.

Se o transplante entra no plano, a compatibilidade precisa guiar a decisão. A equipe testa HLA e compara doadores aparentados e bancos de medula. Irmãos podem ter compatibilidade completa, porém isso não é automático. Por isso, a disponibilidade pública não substitui o critério médico e a triagem laboratorial.

Nesse contexto, a postagem de Gleidson funciona como sinal de prontidão familiar. Ao mesmo tempo, a definição de doador depende do que os exames confirmarem. A família manteve o foco em tratamento e acompanhamento. O caso segue em evolução, com expectativa de novas informações após resultados e orientações médicas.

O espaço está aberto para manifestação da família e atualização do quadro, caso haja divulgação de dados oficiais sobre o tratamento, e se assim o desejarem.

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