Divinópolis se despediu de Romildo Moreira, que morreu no sábado (07), aos 83 anos. O nome de Romildo atravessou décadas da vida pública local, com atuação no rádio esportivo, presença nos bastidores políticos e trajetória empresarial no comércio da cidade.
No rádio, Romildo construiu reconhecimento como comentarista esportivo na Rádio Minas. A atuação ocorreu em um período de forte mobilização do futebol local, quando o irmão Marcelo Moreira presidia o Guarani e a rivalidade com o Juventus movimentava a cidade, sob liderança de Aroldo Calixto no clube rival.
Além da comunicação, Romildo também teve participação ativa na política. Trabalhou como assessor do ex-deputado Geraldo da Costa, integrou a campanha de Galileu Machado e exerceu função de assessor de gabinete do ex-prefeito Demetrius Arantes, mantendo presença em momentos importantes da articulação política regional.
No setor empresarial, foi proprietário da loja Mineirinha, voltada à venda de utilidades para casa e brinquedos. A atividade comercial reforçou o vínculo com o cotidiano de famílias divinopolitanas, em uma fase em que o comércio de bairro tinha papel central na economia local.
Nos últimos anos, Romildo residia no Espírito Santo, em Iriri. Diante de questões de saúde, retornou a Divinópolis para tratamento.
A história de Romildo também se conecta a um dos sobrenomes mais tradicionais da cidade. Ele era filho do fundador do Café Divinópolis, marca que, até o encerramento das atividades, foi administrada por André Moreira, já falecido. Dudu, após o fechamento da empresa, seguiu no segmento com a marca UNO.
A morte de Romildo Moreira encerra a trajetória de uma figura que circulou por áreas estratégicas de Divinópolis, rádio, política e comércio, e deixa registro de participação direta em capítulos relevantes da memória local.
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