Dez policiais penais que atuavam na Cadeia Pública de Ceará-Mirim, na Grande Natal, foram afastados de suas funções por decisão judicial. A medida ocorre no contexto de uma investigação que apura suspeitas de agressão contra o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, atualmente preso por tentativa de feminicídio.
O afastamento dos servidores foi confirmado. O processo tramita em segredo de justiça, e os policiais permanecem fora das atividades enquanto as investigações seguem em andamento.
Denúncia foi feita após transferência para unidade prisional
Igor Eduardo Pereira Cabral denunciou as supostas agressões no início do mês de agosto, após ser transferido para a Cadeia Pública de Ceará-Mirim. Segundo o relato apresentado às autoridades, ele teria sido agredido fisicamente por policiais penais logo após dar entrada na unidade.
De acordo com a denúncia, o detento teria sido colocado em uma cela isolada, algemado e sem roupas, momento em que teria sofrido socos, chutes e cotoveladas. Ele também relatou o uso de spray de pimenta e ameaças verbais durante a ação.
Secretaria confirma apuração dos fatos
A Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte informou que instaurou procedimentos internos para apurar o caso. A pasta confirmou que acompanha a investigação e que medidas administrativas foram adotadas para garantir a transparência e a legalidade do processo.
Igor foi encaminhado para registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil e submetido a exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia, com o objetivo de verificar possíveis lesões decorrentes das agressões denunciadas.
Ex-jogador está preso por tentativa de feminicídio
Igor Eduardo Pereira Cabral está preso preventivamente desde o dia 26 de julho, acusado de tentar matar a então namorada em um condomínio localizado em Natal. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele desferiu mais de 60 socos contra a vítima dentro de um elevador.
A mulher sofreu múltiplas fraturas no rosto e precisou passar por cirurgia de reconstrução facial. O caso teve grande repercussão e levou o Ministério Público a denunciar Igor por tentativa de feminicídio, com a denúncia aceita pela Justiça.
Policiais permanecem afastados enquanto investigações continuam
Com a denúncia formalizada, a Justiça determinou o afastamento imediato dos dez policiais penais citados no caso. Durante esse período, eles permanecem fora das funções operacionais até a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela corregedoria do sistema prisional.
As autoridades informaram que novas diligências estão sendo realizadas, incluindo a análise de depoimentos, laudos periciais e possíveis imagens internas da unidade. O caso segue sob apuração, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento do processo.
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