
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na sexta-feira, 7 de fevereiro, um homem de 21 anos suspeito de participação no homicídio da própria irmã, de 39 anos, ocorrido na zona rural de Itaúna, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. A prisão foi resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil após a localização do corpo da vítima em uma lagoa na região do Calambau.
O crime foi descoberto no dia 30 de janeiro, quando o corpo da mulher foi encontrado submerso em uma lagoa situada na zona rural do município. A área foi isolada para os trabalhos periciais, que tiveram início ainda no mesmo dia, com a coleta de vestígios e a análise das circunstâncias da morte.
Durante a perícia realizada no local, foi constatado que a vítima apresentava diversas perfurações provocadas por instrumento perfurocortante, o que confirmou a ocorrência de homicídio. As características das lesões indicaram violência intensa, afastando qualquer possibilidade de morte acidental.
Na ocasião da localização do corpo, o ex-companheiro da vítima foi conduzido à delegacia como suspeito inicial. Entretanto, diante da ausência de elementos suficientes para a lavratura de prisão em flagrante, ele foi ouvido e posteriormente liberado.
Com a instauração do inquérito policial, a Polícia Civil de Itaúna intensificou os levantamentos investigativos, concentrando esforços na reconstrução dos últimos deslocamentos da vítima e na identificação de pessoas que estiveram com ela nas horas que antecederam o crime.
Um dos pontos decisivos da investigação foi a análise de registros de tráfego. Os investigadores identificaram que um veículo pertencente ao irmão da vítima passou por um radar instalado na rodovia MG-431, no sentido Pará de Minas, em frente à Universidade de Itaúna, às 1h42 do dia 30 de janeiro.
O registro indicava que o veículo seguia em direção à região do Calambau, local onde o corpo foi encontrado horas depois. A informação reforçou as suspeitas sobre a participação do irmão no homicídio e direcionou as diligências subsequentes.
Intimado a prestar esclarecimentos, o suspeito compareceu à unidade policial na tarde da sexta-feira, 6 de fevereiro. Em um primeiro momento, ele negou qualquer envolvimento no crime, apresentando uma versão inicial dos fatos.
Ao longo do depoimento, contudo, os policiais civis identificaram contradições relevantes nas declarações do investigado. Confrontado com dados técnicos e informações colhidas durante a investigação, ele acabou confessando participação no homicídio.
Segundo o relato apresentado, o investigado saiu de casa com a vítima por volta da meia-noite, utilizando seu próprio veículo. Antes de seguir para a zona rural, ambos teriam passado por um posto de combustíveis e, em seguida, acessado a rodovia MG-431 em direção ao Calambau.
Ainda conforme a versão do suspeito, em determinado momento do trajeto, um indivíduo não identificado teria entrado no veículo e acompanhado os dois até a lagoa, onde a vítima foi morta. Após o crime, o investigado afirmou que retornou para casa.
Durante os trabalhos de inteligência, a Polícia Civil confirmou que o investigado esteve na região do crime no horário aproximado da morte, o que corroborou os dados obtidos por meio do radar e de outras diligências realizadas.
Com base nos elementos reunidos ao longo do inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito ainda na sexta-feira. O pedido foi encaminhado ao Poder Judiciário, que deferiu a medida.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido no mesmo dia. Durante a ação policial, o aparelho celular do investigado e o veículo utilizado no deslocamento até a zona rural foram apreendidos e encaminhados para perícia.
Os materiais apreendidos passarão por análises técnicas, com o objetivo de identificar novos elementos que possam contribuir para o esclarecimento completo do homicídio e para a confirmação da dinâmica do crime.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento, com foco na apuração da possível participação de outras pessoas, conforme indicado na versão apresentada pelo suspeito durante o interrogatório.
Após a prisão, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça enquanto o inquérito policial segue em tramitação.
O caso gerou forte repercussão em Itaúna, especialmente pela relação de parentesco entre autor e vítima, fato que aumentou o impacto social do crime no município.
A Polícia Civil destacou que a elucidação do caso envolveu a análise de dados técnicos, diligências de campo e cruzamento de informações, ressaltando a importância do trabalho investigativo contínuo.
Crimes ocorridos em áreas rurais apresentam desafios adicionais para as investigações, devido à menor circulação de pessoas e à dificuldade de obtenção de testemunhas diretas, o que torna o uso de dados técnicos ainda mais relevante.
A Polícia Civil reforça que denúncias anônimas e informações repassadas pela população podem ser fundamentais para o esclarecimento de crimes graves e para a responsabilização dos envolvidos.
O inquérito segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Itaúna, que continuará os trabalhos até a completa apuração dos fatos e eventual identificação de outros possíveis envolvidos.
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