A agenda oficial de entrega das obras do Hospital Regional de Divinópolis, realizada na terça-feira (10), começou com um episódio de confronto simbólico entre oposição local e governo estadual. O vereador Vitor Costa, do PT e presidente da legenda no município, afirmou que foi ao local com um “buquê de bananas” para entregar ao governador Romeu Zema, em tom de deboche político, numa referência a episódio antigo em que o chefe do Executivo mineiro apareceu comendo banana com casca; “mas fui barrado, não deixaram eu entregar o mimo para ele”.
Segundo o relato do parlamentar, ele não conseguiu entrar com o material porque foi barrado, segundo ele, por uma pessoa que se disse delegado de policia, atuando na segurança da solenidade. Ainda de acordo com Vitor, após ser impedido de acessar o espaço interno, ele pediu que as bananas fossem repassadas à equipe do governador. A cena, mesmo sem chegar ao palco principal, funcionou como ato de protesto e marcou o clima da recepção ao evento.
No vídeo publicado pelo vereador, a mensagem foi direta e agressiva. Vitor disse que levou o “buquê” para um governador que “adora comer banana com casca” e acusou o governo de tentar vender como inauguração aquilo que, na visão dele, ainda não representa hospital em funcionamento. No mesmo conteúdo, ele reforçou que a população esperou anos pela estrutura e sustentou que, sem equipe e operação assistencial plena, a entrega da obra não resolve o drama de quem precisa de leito e cirurgia.
A crítica central da oposição é política e de timing. Para Vitor Costa, o ato estadual teve caráter de vitrine, enquanto a inauguração real, com atendimento efetivo, dependeria da fase seguinte, equipagem, contratação e abertura de leitos. No discurso divulgado, ele atribui essa etapa ao governo federal e menciona a expectativa de 192 leitos para Divinópolis e região quando o hospital entrar em operação completa.
Do lado do governo, a narrativa apresentada na cerimônia foi de conclusão de uma etapa estrutural histórica, com transferência formal para a UFSJ e encaminhamento da gestão operacional no modelo definido para o hospital universitário. A divergência, portanto, não está apenas no fato administrativo, está no significado político do ato. Para a base estadual, a entrega consolida avanço. Para a oposição petista, sem porta aberta e paciente atendido, a solenidade ainda não pode ser tratada como vitória final.
O episódio das bananas, embora performático, expõe um ponto real da disputa em Divinópolis. Quem ficará com o crédito político da obra, quem responderá pelo início do atendimento e quem pagará o custo eleitoral se a operação atrasar. No tabuleiro local, o gesto de Vitor Costa não foi só provocação, foi tentativa de enquadrar a narrativa pública antes que a versão oficial se consolidasse.
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