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“Eu não fiz isso”: adolescente preso por chacina implorou à mãe por provas após outro homem confessar crime na Grande BH

O adolescente de 17 anos apreendido sob suspeita de envolvimento no ataque que resultou na morte de três mulheres em uma padaria do bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, escreveu três cartas à própria mãe nas quais afirma inocência e pede, de forma insistente, que a família reúna provas capazes de afastá-lo do crime. O jovem permaneceu internado por decisão judicial mesmo após o avanço das investigações.

Nas mensagens, às quais a reportagem teve acesso, o adolescente relata sofrimento emocional intenso e afirma que não suporta responder por algo que não cometeu. Ele reforça que nunca esteve na padaria no dia do ataque e diz que amava a ex-namorada, uma das vítimas. Em tom emocional, o jovem escreve que jamais teria coragem de matar alguém e pede que a verdade venha à tona.

Jovem pede que família reúna provas e divulgue versão

Em outra carta, o adolescente suplica que a mãe reúna testemunhos e registros que comprovem onde ele estava no momento do crime. Ele cita pessoas com quem conversou em uma mercearia próxima e pede que a família grave vídeos e publique nas redes sociais para reforçar sua versão.

Além disso, o jovem demonstra preocupação com a segurança dos familiares. Ele afirma que, se o autor do ataque ainda estiver solto, outras pessoas podem correr risco, o que amplia o clima de medo vivido pela família desde a apreensão.

Família aponta falhas na investigação e fala em erro judiciário

A família do adolescente sustenta que ele não participou do crime e afirma que a apreensão ocorreu sem provas técnicas suficientes. Segundo a mãe, imagens de câmeras de segurança mostram o jovem circulando de bicicleta em outro local no mesmo horário do ataque. Ela relata que pediu ao filho que fosse até uma mercearia comprar cigarros e que ele retornou poucos minutos depois.

De acordo com os familiares, a distância entre o local onde estavam e a padaria inviabilizaria o deslocamento dentro do intervalo de tempo apontado pela investigação inicial. Além disso, comprovantes de pagamento indicam que o adolescente permaneceu no estabelecimento até depois do horário em que os disparos aconteceram.

Defesa critica decisão e reforça ausência de reconhecimento

O advogado Gilmar Francisco dos Santos, responsável pela defesa, classificou a apreensão como um erro grave e afirmou que protocolou pedido de liberdade provisória. Segundo ele, a decisão judicial se baseou apenas no fato de o adolescente ser ex-namorado de uma das vítimas, sem sustentação probatória sólida.

O defensor destacou ainda que a sobrevivente do ataque afirmou, tanto no registro da ocorrência quanto em depoimento à polícia, que não reconheceu o adolescente como autor dos disparos, o que fragiliza a linha de acusação inicial.

Novo suspeito é preso e confessa autoria do ataque

Na terça-feira (10), a Polícia Militar de Minas Gerais prendeu um homem de 30 anos que confessou ser o autor do triplo homicídio. A prisão ocorreu após informações relacionadas a uma tentativa de homicídio registrada no dia seguinte ao ataque.

Durante a abordagem, os policiais encontraram uma arma de fogo artesanal, munições, placas balísticas, touca tipo ninja, capacete branco, telefone celular, uma carta manuscrita e uma motocicleta branca. Os itens correspondem às características relatadas por testemunhas do crime.

Testemunha reconhece características do suspeito

Uma jovem que sobreviveu ao ataque confirmou às autoridades que as características físicas do homem preso, assim como os objetos apreendidos, coincidem com os utilizados pelo autor do crime. Esse reconhecimento fortaleceu a nova linha de investigação e levou a Justiça a reavaliar a situação do adolescente apreendido.

Justiça reconhece dúvida e avalia proteção à família

Na decisão que determinou a liberação do adolescente, a magistrada responsável destacou que a confissão do novo suspeito, aliada às provas materiais, criou um estado de dúvida que favoreceu o jovem naquele momento processual. Apesar da liberação, a investigação continua.

A juíza também determinou que o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte avalie a inclusão do adolescente e de seus familiares, que relataram ameaças após a repercussão do caso.

Investigação segue em andamento

Mesmo em liberdade, o adolescente continua formalmente investigado até a conclusão do inquérito policial. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que novas diligências seguem em curso e que a perícia da arma apreendida permanece em andamento.

O caso segue sob segredo de Justiça, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente, enquanto familiares aguardam que a apuração esclareça definitivamente os fatos e afaste qualquer responsabilização indevida.

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