O caso envolvendo o vereador Diego Gomes Vieira (PRD), de Praia Grande (SP), ganhou contornos ainda mais dramáticos nesta domingo (15). Novas informações confirmam que o parlamentar, investigado por exploração sexual de menores, é o mentor da Lei Municipal Felca (nº 2.282/2025), criada especificamente para combater o aliciamento e a violência contra crianças e adolescentes no ambiente digital.
A Lei Felca: O escudo usado como fachada?
Sancionada em outubro de 2025, a lei leva o nome do youtuber Felca, que ficou famoso nacionalmente por denunciar casos de exploração infantil na internet. Entre os objetivos da lei criada pelo vereador, estavam:
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Incentivar a denúncia de abusos digitais;
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Educar pais e jovens sobre o grooming (aliciamento virtual);
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Fortalecer a rede de proteção contra a pornografia infantil.
Mensagens temporárias e fotos explícitas
A investigação da Polícia Civil detalha um comportamento predatório. Segundo o depoimento da mãe de uma das vítimas, o vereador de 31 anos utilizava o Instagram para enviar mensagens que sumiam automaticamente (visualização única), tentando evitar que os pais tivessem acesso ao conteúdo.
Contudo, os adolescentes conseguiram registrar as conversas. Os prints revelam:
Ofertas diretas: Propostas de dinheiro em troca de sexo oral para um jovem de 16 anos.
Exibicionismo: Envio de uma foto do próprio órgão sexual para um segundo adolescente, de 15 anos, incentivando o menor a retribuir o ato.
Os aparelhos celulares dos jovens foram apreendidos pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) e passam por perícia técnica.
O “Grooming” na vida real
A advogada das vítimas, Mayra Solani, já acionou o Ministério Público (MP-SP) e busca agora outros adolescentes que possam ter sido vítimas do mesmo “modus operandi”. O caso é tratado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) como suspeita de exploração sexual por meio de redes sociais.
Defesa alega “Denunciação Caluniosa”
Em nova nota, o advogado Marco Antonio da Silva, que representa Diego Vieira, afirmou que o parlamentar nega categoricamente as acusações. A defesa sustenta que ainda não teve acesso integral aos autos e que as medidas legais serão tomadas para “preservar a honra” do vereador, classificando o episódio como uma armação política e caluniosa.
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