
Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos, réu confesso pelo assassinato da estudante de Psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, foi transferido na quarta-feira, 18 de fevereiro, do Presídio Floramar, em Divinópolis, para o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A transferência foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, que informou que a movimentação de detentos integra a rotina de gestão do sistema prisional e segue critérios de segurança e organização administrativa.
Ítalo estava custodiado em Divinópolis desde o dia 12 de fevereiro, quando foi preso em Carmo do Cajuru ao tentar fugir escondido entre vagões de um trem de carga.
Ele passou por audiência de custódia no dia 13 de fevereiro. Na ocasião, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e determinou a transferência imediata para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde ocorreu o crime.
A mudança de unidade foi efetivada nesta quarta-feira após os trâmites internos do sistema prisional.
Vanessa Lara foi assassinada no dia 9 de fevereiro, após sair do estágio em uma unidade do Sistema Nacional de Emprego, em Juatuba. Ela seguia para Pará de Minas, cidade onde residia, quando foi abordada e levada para uma área de mata.
Segundo as investigações, a jovem sofreu violência sexual e foi morta por asfixia. O corpo foi localizado no dia seguinte.
De acordo com informações das forças de segurança, familiares relataram que o suspeito teria confessado o crime por telefone e demonstrado intenção de fugir.
Ítalo foi localizado em Carmo do Cajuru após denúncia anônima indicar que ele estaria escondido em um trem de carga. Durante a abordagem, ele tentou fugir, mas foi contido pelos policiais.
Conforme dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o acusado cumpria pena em regime fechado na Comarca de Patrocínio por crimes como tráfico de drogas, furto, roubo e estupro.
Em setembro de 2025, decisão do Superior Tribunal de Justiça desclassificou o crime de tráfico para uso de drogas, o que resultou na extinção de uma das penas.
Em dezembro do mesmo ano, a Justiça concedeu progressão para o regime semiaberto domiciliar, com alvará de soltura cumprido no fim de 2025.
Após o novo crime, a Justiça determinou o retorno ao regime fechado e a manutenção da prisão preventiva.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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