Um caso de extrema brutalidade chocou as autoridades de segurança e a população de Dourados, no Mato Grosso do Sul, nesta segunda-feira (16). Uma mulher e seu companheiro acabaram presos em flagrante pela Polícia Civil após confessarem uma série de agressões covardes contra um bebê de apenas 1 ano e 8 meses. A criança, que deu entrada em uma unidade de saúde com ferimentos graves, foi vítima de um ataque fútil: os responsáveis alegaram que perderam a paciência porque o menino “não parava de chorar”.
A Farsa Desmascarada na Unidade de Saúde
A ocorrência teve início quando o casal levou o bebê à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Na triagem médica, os profissionais de saúde identificaram um cenário de horror: a criança apresentava diversas lesões pelo corpo, incluindo uma fratura no fêmur esquerdo, mordidas nas costas e hematomas severos no rosto. Inicialmente, os responsáveis tentaram apresentar uma versão fantasiosa para justificar os ferimentos, mas a equipe médica, treinada para identificar sinais de maus-tratos, constatou imediatamente que as lesões eram incompatíveis com qualquer acidente doméstico comum.
Diante da suspeita clara de crime, a Guarda Municipal realizou as primeiras diligências no hospital e acionou a Polícia Civil. Durante o interrogatório preliminar, a frieza dos autores estarreceu os agentes. Eles admitiram que agrediram o bebê com chutes no rosto, morderam suas costas e chegaram a arremessar a criança com violência contra a cama.
Investigação e Local do Crime
As investigações apontaram que as sessões de tortura ocorreram na residência do casal. Enquanto a criança sofria com as dores das agressões, a mãe e o padrasto mantinham o ambiente de violência. A prisão da mulher ocorreu ainda dentro da UPA, enquanto ela acompanhava o filho internado, em uma tentativa de manter a aparência de cuidado. O padrasto também foi localizado e detido logo em seguida.
Consequentemente, o casal responderá por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal, com agravantes pela relação de parentesco e pela incapacidade de defesa da vítima. De fato, a Polícia Civil agora trabalha para levantar se o bebê já vinha sofrendo agressões sistemáticas anteriormente, o que poderia elevar a tipificação do crime para tortura castigo.
Estado de Saúde e Proteção ao Menor
Até o fechamento desta edição, o bebê permanecia internado sob cuidados médicos intensivos e vigilância constante. O Conselho Tutelar foi formalmente notificado para assumir a proteção da criança e decidir sobre sua guarda provisória assim que receber alta hospitalar. Portanto, este caso serve como um alerta trágico sobre a importância de profissionais de saúde e vizinhos denunciarem qualquer sinal de violência doméstica contra menores. Por fim, a justiça sul-mato-grossense deve decidir nos próximos dias sobre a manutenção da prisão preventiva dos agressores, que seguem à disposição do sistema prisional.
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