O desfecho administrativo envolvendo a delegada Ana Paula Lamego Balbino ganhou um novo capítulo que promete intensificar as discussões sobre o caso em Minas Gerais. Esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu confesso pelo assassinato brutal do gari Laudemir de Souza Fernandes, a delegada obteve uma nova prorrogação de seu afastamento das funções públicas. Ela está fora de combate desde o dia 13 de agosto do ano passado, curiosamente apenas 48 horas após o crime que chocou a Região Oeste de Belo Horizonte.
O Novo Atestado e a Justificativa Legal
Conforme as informações oficiais confirmadas pela Polícia Civil de Minas Gerais, a nova licença médica foi concedida à delegada no último dia 9 de fevereiro. Este novo atestado garante mais 60 dias de afastamento, sob a justificativa de “tratamento de saúde”, conforme previsto nos termos da legislação vigente. De fato, a oficialização deste novo período deve surgir nos próximos dias através de publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).
Desde o início do imbróglio, a delegada tem mantido sua ausência dos quadros ativos da corporação, alegando condições que a impossibilitam de exercer o cargo. Todavia, a proximidade da primeira licença com a data do crime e as sucessivas renovações geram questionamentos por parte da opinião pública e de familiares da vítima.
Dados do Portal da Transparência: R$ 96 mil líquidos
Um dos pontos que mais gera repercussão nesta atualização são os valores recebidos pela servidora durante o período de inatividade. De acordo com o levantamento realizado no Portal da Transparência de Minas Gerais, entre os meses de agosto e dezembro de 2025, Ana Paula Lamego Balbino recebeu o montante de R$ 96,4 mil líquidos.
Estes valores referem-se aos vencimentos regulares do cargo de delegada, que permanecem sendo pagos integralmente durante o período de licença médica remunerada. Consequentemente, a soma dos salários em meio ao afastamento prolongado torna-se um combustível para o debate sobre os protocolos de saúde e remuneração de altos funcionários da segurança pública em situações de crise pessoal ou familiar.
Silêncio da Defesa e Contexto do Crime
O crime que deu origem a este afastamento ocorreu em agosto de 2025, quando o gari Laudemir foi morto durante o exercício de seu trabalho. Renê da Silva Nogueira Júnior, marido da delegada, é o principal réu no processo que tramita na justiça mineira. A reportagem buscou contato com a defesa da delegada Ana Paula para que ela pudesse comentar a nova licença e os valores recebidos, porém, até o fechamento desta edição, os advogados preferiram não se manifestar.
Portanto, o Caso Laudemir segue sob os holofotes não apenas pelo andamento do processo criminal contra o executor, mas também pela conduta administrativa da Polícia Civil em relação à sua servidora de alto escalão. Por fim, a expectativa agora gira em torno de uma possível perícia revisora que possa atestar a real capacidade laborativa da delegada após o término deste novo ciclo de 60 dias.
O post CASO LAUDEMIR: Delegada afastada recebe R$ 96 mil de salário e ganha nova licença médica de 60 dias apareceu primeiro em DiviNews.