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Drogaria ‘DrogaPires’ contesta denúncia e divulga vídeo após caso de “pés sujos de barro” em Ermida; Divinews concede Direito de Resposta

A polêmica envolvendo um trabalhador rural e uma drogaria de Ermida ganhou novo capítulo neste sábado (21), com direito de resposta formal e vídeos anexados pela defesa do estabelecimento. O caso repercutiu após uma matéria anterior relatar que o homem teria sido impedido de entrar na farmácia por estar com os pés sujos de barro.

Segundo o relato divulgado na reportagem publicada na sexta-feira (20), a filha afirmou que a situação teria constrangido o pai no momento em que ele buscava comprar remédios. A narrativa descreveu, ainda, que ele teria deixado o local sem concluir a compra, por se sentir humilhado.

Ainda na noite de sexta-feira (20), a proprietária do estabelecimento entrou em contato com a reportagem solicitando a remoção do conteúdo. Ela alegou que os fatos narrados não eram verídicos. A reportagem orientou que a versão fosse encaminhada ao jurídico, para formalização do direito de resposta.

Na manhã deste sábado (21), a representante da empresa, a advogada Gabriela Aparecida de Castro Dutra, enviou ao portal uma “Nota de Direito de Resposta”, acompanhada de vídeos. Em um deles, o homem aparece dentro do estabelecimento, se aproximando do balcão e fazendo o pedido, em cenário diferente do que havia sido descrito inicialmente.

Na nota, a defesa sustenta que não houve impedimento de entrada. O texto afirma que a fala sobre barro teria ocorrido em tom empático, como exemplo de acolhimento a trabalhadores da roça, e que as imagens do circuito interno confirmariam atendimento normal.

A nota também registra que o atendimento não teria prosseguido por falta de receita médica física para compra do medicamento. Além disso, o documento diz que a repercussão gerou linchamento virtual e ameaças de vandalismo, e que os responsáveis por ofensas e disseminação de conteúdo considerado falso podem responder civil e criminalmente.

Após ser informada de que a nota e os vídeos seriam publicados, uma das filhas enviou novos áudios à reportagem. Ela reafirmou a versão inicial e disse que o pai não mentiria. Em seguida, às 15h28, relatou que ele entrou na drogaria após limpar os pés e comprou o produto desejado, mas seguiu questionando o contexto do diálogo antes da compra.

Até o fechamento desta atualização, às 18h30, a filha que prometeu encaminhar um áudio do pai narrando o episódio não havia enviado o material. Com isso, o portal publica a íntegra do direito de resposta e informa que o vídeo com as imagens do atendimento dentro da farmácia segue anexado, com os dois registros reunidos em um único arquivo.

Nota de resposta na íntegra

NOTA DE RESPOSTA (DIREITO DE RESPOSTA , LEI 13.188/15)

Ref: Matéria sobre suposto impedimento de entrada em farmácia de Ermida

A proprietária do estabelecimento, diante da matéria publicada em 20/02/2026, vem a público esclarecer a grave distorção dos fatos apresentada e restabelecer a verdade, amparada pelas imagens do circuito interno de segurança:

Contextualização do Diálogo: Diferente do que foi propagado, o comentário sobre o barro no chão ocorreu em um contexto de acolhimento e exemplo. A proprietária mencionou ao cliente que, embora alguns trabalhadores da roça por vezes hesitem em entrar para não sujar o local, ela faz questão de atendê-los normalmente dentro da farmácia. Foi um comentário empático, reforçando que a sujeira trazida pela chuva não é um problema para o estabelecimento.

Imagens Inquestionáveis: As câmeras de segurança registram que o senhor não foi barrado. Ele entrou, permaneceu no balcão e foi atendido com proximidade pela proprietária, que inclusive se debruça sobre o balcão para conversar com ele de forma amigável , postura incompatível com qualquer sentimento de “nojo” ou discriminação.

Distorção Narrativa: Houve uma inversão completa da realidade. Uma fala de inclusão (“pode entrar, o barro não incomoda”) foi transformada em uma acusação de exclusão. A conversa fluiu normalmente até o momento em que se constatou que o cliente não possuía a receita médica física necessária para a compra do medicamento.

Repúdio e Medidas Legais: É lamentável que um gesto de atenção e uma conversa cotidiana tenham sido usados para macular a reputação de uma profissional que sempre serviu à comunidade de Ermida sem distinções. As imagens, que já estão preservadas para fins judiciais, falam por si só e desmentem a acusação de humilhação.

Diante do linchamento virtual e das ameaças de vandalismo motivadas por esta notícia distorcida, informamos que os responsáveis pelas ofensas e pela disseminação de informações sabidamente falsas serão responsabilizados civil e criminalmente.

Divinópolis, 21 de fevereiro de 2026.

Lorena Barcelos , Farmacêutica Responsável
Defesa: Gabriela Aparecida de Castro Dutra , OAB/MG 162.510

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