A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) emitiu um alerta epidemiológico após confirmar as três primeiras ocorrências de mpox no estado em 2026. O registro mineiro surge em meio a um panorama nacional que já contabiliza 48 casos da doença, com a imensa maioria concentrada em São Paulo. Em território mineiro, o balanço atualizado até o dia 16 de fevereiro aponta 19 notificações, resultando em três confirmações oficiais e outros nove casos que permanecem sob investigação suspeita.
O Perfil dos Pacientes e a Origem do Vírus
Os diagnósticos confirmados referem-se a três homens, com idades entre 30 e 49 anos. Embora as notificações tenham ocorrido em Belo Horizonte e Contagem, os pacientes não residem permanentemente no Brasil. De fato, dois deles moram nos Estados Unidos e um em Portugal, indicando que a infecção provavelmente ocorreu fora do território nacional. Felizmente, nenhum dos infectados precisou de hospitalização, seguindo em recuperação estável.
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, buscou tranquilizar a opinião pública ao afirmar que os números estão dentro da curva epidemiológica esperada pela pasta. Segundo o gestor, o risco de óbito é considerado praticamente nulo quando o tratamento e o isolamento são iniciados de forma imediata. Portanto, a estratégia do Estado permanece focada na vigilância ativa e no diagnóstico célere para interromper possíveis cadeias de transmissão local.
Modos de Transmissão e Sintomas
A transmissão da mpox exige atenção, mas as autoridades reforçam que ela não ocorre de forma desenfreada como em outras viroses respiratórias. O contágio acontece prioritariamente por meio do contato físico direto com secreções ou lesões de pele de pessoas infectadas, seja por via sexual ou não. Além disso, o vírus pode ser transmitido por fluidos corporais como saliva e sangue, ou ainda pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.
Todavia, é importante destacar que a infecção por gotículas respiratórias é menos comum e exige um contato muito próximo e prolongado. O período de incubação do vírus pode variar de poucos dias até três semanas. Consequentemente, a recomendação é que qualquer pessoa que apresente lesões suspeitas na pele, acompanhadas de febre ou gânglios inchados, procure imediatamente uma unidade de saúde.
Vigilância e Recomendações
Até o momento, Minas Gerais não registrou nenhum óbito relacionado à doença em 2026. Por outro lado, a Secretaria de Saúde mantém o monitoramento constante dos casos suspeitos para evitar que a doença se espalhe entre residentes que não viajaram. A orientação principal é evitar o contato direto com pessoas que apresentem sintomas visíveis até que as lesões estejam completamente cicatrizadas. Por fim, o Divinews continuará acompanhando as atualizações da SES-MG para informar a população sobre qualquer alteração no cenário de risco em nossa região.
O post ALERTA DE SAÚDE: Minas Gerais confirma os primeiros casos de mpox em 2026; saiba onde foram registrados apareceu primeiro em DiviNews.