O caso do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, teve desdobramentos decisivos nesta terça-feira. Certamente, a 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitou a denúncia do Ministério Público. Dessa forma, os quatro jovens maiores de idade tornaram-se réus pelos crimes de estupro e cárcere privado. De acordo com os promotores, o relatório policial evidenciou a extrema violência e a brutalidade dos atos praticados. Portanto, a gravidade do episódio mobilizou não apenas a justiça, mas também a cúpula do governo estadual devido ao perfil dos envolvidos.
Dois suspeitos se entregam às Autoridades
De fato, a pressão policial resultou na rendição de parte do grupo. Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, entregou-se na 12ª DP (Copacabana) acompanhado de sua defesa. Logo após, João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos, apresentou-se na 10ª DP (Botafogo). Embora dois acusados já estejam sob custódia, Bruno Felipe Allegretti e Vitor Hugo Simonin permanecem foragidos. Inclusive, a polícia acredita que a intenção dos demais também seja a entrega voluntária em breve. Afinal, a Justiça do Rio já havia negado todos os pedidos de habeas corpus solicitados pela defesa.
Investigação sobre o menor e filho de subsecretário
Além disso, o caso envolve um adolescente ex-namorado da vítima. Por ser menor de idade, o inquérito contra ele foi desmembrado para a Vara da Infância e da Juventude. Primordialmente, a polícia aguarda a decisão sobre o mandado de apreensão por fato análogo ao crime. Surpreendentemente, um dos réus foragidos, Vitor Hugo Simonin, é filho de um subsecretário estadual. Consequentemente, o governo do Rio emitiu notas de repúdio, reafirmando que não compactua com a barbárie. Assim sendo, a Secretaria da Mulher já oferece apoio psicológico e jurídico integral à vítima e sua família.
Relembre o caso de Barbárie em Copacabana
Em suma, o crime ocorreu no dia 31 de janeiro, após a vítima ser convidada para um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro. Segundo o depoimento, o ex-namorado sugeriu algo “diferente”, o que foi recusado pela jovem. Contudo, ao entrar no quarto, ela foi surpreendida pelos outros quatro rapazes. Dessa maneira, a adolescente relatou ter sido forçada a atos sexuais sob agressões físicas, incluindo socos e chutes. Inclusive, laudos periciais confirmaram lesões graves compatíveis com violência física e sexual. Por outro lado, a defesa de um dos réus nega o crime e contesta as provas apresentadas pela investigação.
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