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Primo é preso após matar mulher trans em Divinópolis; discussão por cachorro teria motivado o crime

A prisão do homem de 34 anos suspeito de matar a própria prima, uma mulher trans de 42 anos, mobilizou as forças de segurança em Divinópolis desde a manhã de segunda-feira, 2 de março. O crime ocorreu em um apartamento no bairro Sidil e teve desdobramentos ao longo de todo o dia, culminando com a captura do autor na manhã desta terça-feira, 3 de março, nas proximidades da MG-050.

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, a vítima foi identificada como Flávia Cunha, natural de Abaeté. Ela morava em Brasília e estava em Divinópolis havia pouco mais de um mês para auxiliar nos cuidados da avó, de 81 anos, no imóvel onde o crime aconteceu.

Um homem sendo levado por policiais em uma abordagem na rua, com uma parede azulejada ao fundo.

Foto – MPA

A ocorrência foi registrada por volta das 7h50 de segunda-feira, na Avenida Paraná, no bairro Sidil. Conforme os levantamentos iniciais, Flávia foi atingida por diversos disparos de arma de fogo na cozinha do apartamento.

No local, a perícia encontrou cápsulas deflagradas de calibre 9 milímetros. A cena indicava execução dentro do imóvel, sem sinais de arrombamento, o que reforçou desde o início a suspeita de que o autor tivesse vínculo com a vítima.

Ainda nas primeiras diligências, os militares identificaram que o suspeito era primo da vítima e também frequentava o apartamento da avó. A partir dessa constatação, o trabalho policial passou a concentrar esforços na identificação do trajeto de fuga.

Segundo a PM, imagens de câmeras de segurança mostraram que o homem deixou o prédio a pé, seguindo pela Rua Paraná e descendo por vias próximas. O rastreamento foi feito de forma minuciosa, com análise de diversos pontos de monitoramento.

As equipes apuraram que ele percorreu ruas como São Paulo, Espírito Santo, Paraíba e Guaporé. Em determinado momento, as imagens indicaram que ele entrou em um lote vago que dá acesso a uma área de mata densa no quarteirão formado pelas ruas Pará, Rio de Janeiro, Guaporé e Paraíba.

Diante dessa informação, a Polícia Militar montou um cerco na região e solicitou apoio de equipes especializadas com cães farejadores. O objetivo era localizar o suspeito ainda na mata ou identificar possíveis objetos descartados.

Durante a primeira varredura, os militares encontraram uma munição intacta do mesmo calibre utilizado no crime, o que reforçou a hipótese de que o autor havia passado pelo local.

Uma mulher sorrindo com cabelos longos e lisos, usando brincos elegantes e um colar delicado, em um ambiente de café com vitrines ao fundo.

Apesar do cerco, o suspeito não foi localizado naquele momento. A avaliação da corporação foi de que ele conseguiu sair da mata antes do fechamento completo das rotas de fuga, utilizando trechos sem cobertura de câmeras.

Mesmo assim, o efetivo não foi desmobilizado. As equipes seguiram em rastreamento contínuo durante toda a segunda-feira e madrugada de terça-feira, ampliando a checagem de informações e denúncias.

Na manhã desta terça-feira, uma denúncia via 190 indicou que o suspeito estaria caminhando às margens da MG-050, nas proximidades de um posto de combustíveis na região final da Avenida JK, em Divinópolis.

As equipes mais próximas foram acionadas e se deslocaram rapidamente até o ponto indicado. O homem foi abordado enquanto seguia a pé, com mochila nas costas, em direção a um ponto de ônibus.

Segundo a Polícia Militar, ele informou que pretendia embarcar para Abaeté, cidade onde possui familiares e onde também nasceu a vítima. O suspeito não ofereceu resistência no momento da prisão.

Após ser detido, o homem acabou indicando aos policiais onde havia escondido a arma utilizada no crime. Conforme a corporação, ele relatou ter enterrado o armamento na mesma área de mata que já havia sido alvo de buscas.

Os militares retornaram ao local indicado e, em poucos minutos, localizaram a pistola calibre 9 milímetros enterrada no ponto exato informado. A arma foi apreendida e encaminhada para a Polícia Civil e para perícia técnica.

Em coletiva concedida no 23º Batalhão, o comando da unidade detalhou as diligências realizadas e confirmou que o suspeito confessou a autoria dos disparos.

Segundo a versão apresentada por ele, a discussão teria começado após a vítima ter colocado seu cachorro para fora do apartamento. Ele afirmou que foi questionar a atitude da prima e que, durante o desentendimento, ela teria se apoderado de uma faca.

Ainda de acordo com o relato do autor, ele teria atirado alegando legítima defesa. No entanto, a Polícia Militar considerou a versão contraditória, destacando que o suspeito teria desligado câmeras internas antes dos disparos, o que levanta dúvidas sobre a dinâmica apresentada.

O homem possui histórico criminal por lesão corporal e vias de fato, além de ter deixado o sistema prisional recentemente, no mês de janeiro deste ano.

A Polícia Civil informou que o inquérito vai apurar todas as circunstâncias do homicídio, incluindo a motivação real do crime. Por se tratar de uma mulher trans, também será analisada a hipótese de eventual crime motivado por preconceito, embora, até o momento, a principal linha investigativa aponte para desentendimento familiar.

Flávia Cunha tinha 42 anos e estava em Divinópolis para cuidar da avó idosa. A idosa não presenciou o crime, que ocorreu na cozinha do apartamento.

O caso gerou grande repercussão na cidade e mobilizou moradores do bairro Sidil, que acompanharam as movimentações policiais desde as primeiras horas após o ocorrido.

Com a prisão do suspeito e a recuperação da arma, o procedimento foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil de Minas Gerais, que dará sequência às investigações e aos trâmites legais.

O autor foi conduzido ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Informações sobre velório e sepultamento da vítima ainda não haviam sido divulgadas até o fechamento desta matéria.

O Portal G37 de Notícias seguirá acompanhando o caso e trazendo novas informações assim que confirmadas pelas autoridades responsáveis.

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