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Bastidores fervem: Domingos Sávio acena a Simões e Roscoe e avalia lançar o filho a federal, clã Azevedo reage com pressão

Nem sempre o que aparece no noticiário é a verdade nua e crua, e que está decidido alguma coisa na política. Em Minas, a regra voltou a valer. O que manda é bastidor – Noticias são plantadas para mandar recado, ou para fazer ensaios, em um jogo de ação e reação, reação e ação;  E fazer “tutu”,  mineires de medo e coação.  É assim que funciona.

E o bastidor, hoje, coloca o deputado federal Domingos Sávio, que mira uma vaga no Senado, entre a cruz e a espada. O motivo é simples: ele falou em apoio ao vice-governador Mateus Simões e, se Simões não “vingar”, ele cita Flávio Roscoe como alternativa, ou ambos em uma mesma chapa.

Esse movimento criou atrito direto com o clã Azevedo, especialmente com o senador Cleitinho Azevedo, que já se lançou como pré-candidato ao governo de Minas. A leitura, no campo de Cleitinho, é de bypass. Ele perde prioridade no tabuleiro quando o PL flerta com outros caminhos – Por tal flerte, segundo a fonte, foi que Gleidson Azevedo, procurou um veículo de comunicação do interior, para dizer que poderia mudar de ideia, não ser mais candidado a deputado federal e sim ser pré-candidato ao Senado. É o “tutu”, linguajar mineiro que significa “botar medo”. No caso, em Domingos Sávio, que não teria mais o apoio de Cleitinho que passaria a apoiar o irmão. Bastidores fervem: Domingos Sávio acena a Simões e Roscoe e avalia lançar o filho a federal, clã Azevedo reage com pressão

Domingos, além disso, comanda o PL no estado e tenta organizar uma legenda rachada. Uma ala quer o palanque com Simões. Outra prefere Cleitinho. Outra sonha com candidatura própria, com Roscoe ou outro nome “de fora”. Enquanto isso, a imprensa nacional joga holofote em novas peças.
Anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro colocaram Roscoe no radar e ainda trataram Simões como alguém que poderia “puxar para baixo” o palanque.

E aí veio o estopim que incendiou o bastidor

No ato “Acorda Brasil”, convocado por Nikolas Ferreira, Pablo Gontijo, filho de Domingos, apareceu cercado por figuras da direita, e rumores cresceram sobre uma possível candidatura dele a deputado federal.

Nesse xadrez, o detalhe pesa

Uma candidatura do filho de Domingos a federal pisaria no mesmo terreno eleitoral em que o grupo Azevedo trabalha o projeto do prefeito de Divinópolis, Gleidson – Segundo fonte ouvida pelo Divinews, a sequência teria provocado reação imediata – Na segunda-feira (02), o clã Azevedo teria ensaiado pressão política. O recado circulou em formato de “ameaça de rota”: Gleidson poderia desistir da Câmara e passar a mirar o Senado.

Se isso se confirmasse, o movimento faria duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro, blindaria o campo federal do grupo, evitando concorrência direta com um novo nome forte da direita. Segundo, criaria um instrumento de barganha e de resposta contra Domingos, caso ele realmente “abandone” Cleitinho e priorize Simões ou Roscoe.

É aqui que entra o ponto mais importante.

Quando um aliado sinaliza que pode trocar de palanque, o outro aliado cobra preço. Nem sempre em público. Quase sempre em reunião fechada. Daí a informação de bastidor que correu com força. Uma reunião entre Domingos Sávio e Cleitinho em Brasília entrou na agenda para “alinhar”, traduzindo: medir danos, repartir espaço e evitar que a direita mineira vire um festival de candidaturas que se anulam.

O curioso é que, no plano público, todo mundo fala em união. No plano real, cada um tenta garantir o próprio futuro.

A Itatiaia registrou Cleitinho admitindo, inclusive, compor chapa com Roscoe e disse estar “à disposição” do presidente da Fiemg, ainda sem conversa fechada. O Tempo, por outro lado, tratou a candidatura de Cleitinho como “problema” para Mateus Simões, e descreveu a pressão sobre o vice-governador para não dividir a direita.

Domingos, no meio, tenta segurar o PL no eixo

Ele conversa com Roscoe e também cita outros nomes, como Medioli, enquanto pede “prudência” e tenta evitar que a legenda vire refém de uma ala só. No fundo, Minas virou o segundo maior laboratório eleitoral do país. A direita tem nomes, votos e palco. Mas ainda não tem uma costura estável.

E quando falta costura, sobram boatos, recados e blefes. Nessa fase, a política parece confusa por fora, mas ela obedece a uma lógica por dentro: quem ameaça, valoriza o passe. Quem reage, também.

O jogo, portanto, não gira só em torno de quem vai ao governo. Ele gira em torno de quem controla o palanque presidencial, quem domina a vaga ao Senado, e quem fica com a fila de federais em 2026.

E Domingos Sávio, hoje, sente o peso de tentar agradar todo mundo. Porque, em Minas, todo mundo tem voto. Mas ninguém quer ser escada.

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