O governador Romeu Zema inaugurou nesta sexta-feira (17), em Divinópolis, o gasoduto da Gasmig. Durante o discurso, Zema celebrou a entrega, mas transformou o evento em palco para críticas duras contra governos anteriores, estatais mineiras, burocracia pública e opositores da privatização. O pronunciamento ocorreu ao lado da secretária de Estado de Desenvolvimento, Mila Corrêa, da vice-prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, além do presidente da Gasmig, Carlos Eduardo, e dos deputados Domingos Sávio e Eduardo Azevedo.
Zema iniciou a fala afirmando que nunca prometeu obras para Divinópolis em sua campanha, mas que, “apesar de nada ter prometido, estamos entregando”. Ele citou o hospital regional e destacou que a região receberá novas subestações da Cemig entre dezembro de 2025 e 2026. Para Zema, energia e gás natural deixarão de ser gargalos históricos do Centro-Oeste mineiro.
O discurso ganhou tom mais crítico quando o governador descreveu o estado da Cemig antes de assumir o governo. Ele afirmou que recebeu uma empresa “sucateada” e que investimentos foram desviados para projetos fora de Minas, como Light (RJ), Renova (BA) e Belo Monte (PA). Em suas palavras, “tudo isso gerou prejuízo de 14 bilhões”.
Zema também atacou diretamente a burocracia das estatais. Ele comparou a dificuldade de realizar obras à situação de “ter o telhado de casa caindo” e precisar abrir licitação para resolver. “Empresa estatal funciona desse jeito. Uma lentidão, um custo maior”, afirmou o governador, antes de criticar a interferência política nas companhias.
O ponto mais polêmico da fala veio quando Zema afirmou que o Estado “não deve ser sócio de empresas”, insistindo na privatização da Cemig e da Copasa. Ele questionou políticos contrários à privatização e declarou: “Eu fico indignado quando vejo políticos contra privatização. Acho que é porque não entendem como isso é um peso no desenvolvimento.”
Em outro trecho de forte repercussão, Zema acusou adversários de manipular a população para fins eleitorais: “O Brasil não avança porque nós temos aqui esses políticos que se aproveitam da ignorância das pessoas e ficam falando.”
O governador também criticou o argumento de que a população deveria ser consultada sobre privatizações e afirmou que decisões técnicas devem ser tomadas pelos representantes eleitos. “Nós elegemos bons representantes para tomarem boas decisões”, disse ele.
Zema reforçou que seu governo atua com “gestão igual privada” e não com “gestão de apadrinhamento”. Ele destacou que não tem parentes ocupando cargos nas estatais e disse temer o retorno de práticas políticas anteriores após o fim de seu mandato.
No final do discurso, Zema exaltou indicadores econômicos de Minas Gerais, afirmando que o Estado gerou mais de um milhão de empregos desde o início de sua gestão. Ele também mencionou obras estruturantes, como Linha 2 do Metrô, Rodoanel Metropolitano e duplicações rodoviárias, dizendo que todas seguem com recursos reservados “independentemente de quem for eleito”.
O governador encerrou com críticas ao período em que prefeituras mineiras ficaram sem repasses estaduais, afirmando que prefeitos “adoeceram e até se suicidaram” diante do colapso financeiro provocado por gestões anteriores. Segundo ele, o Estado hoje representa “o oposto do que recebeu” e se transformou em “canteiro de obras”.
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