As investigações sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana avançaram significativamente nesta quarta-feira (04). Victor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, entregou-se às autoridades na delegacia do bairro após passar os últimos dias foragido. De acordo com a Polícia Civil, Victor Hugo é filho de José Carlos Simonin, que foi exonerado do cargo de subsecretário de Direitos Humanos do Rio de Janeiro nesta terça-feira devido à repercussão do caso. O jovem chegou à unidade policial acompanhado de sua defesa e, seguindo orientações jurídicas, manteve-se em silêncio durante todo o procedimento inicial.
Transferências e audiências de custódia
Logo após prestar depoimento formal, o suspeito foi encaminhado ao Hospital Fluminense para exames de praxe e, em seguida, deve seguir para o sistema prisional. Nesse sentido, o caso já conta com três maiores de idade sob custódia. Vale ressaltar que João Gabriel Xavier Bertotto e Matheus Veríssimo Joel Martins, ambos de 19 anos, entregaram-se na manhã de ontem e já foram transferidos para o presídio de Benfica, na Zona Norte. Dessa maneira, o grupo aguarda agora a realização das audiências de custódia, onde a Justiça decidirá pela manutenção da prisão preventiva.
O crime e as provas técnicas
Segundo os autos da investigação, o crime ocorreu no dia 13 de janeiro dentro de um apartamento na Zona Sul carioca. A vítima denunciou que sofreu abusos sexuais cometidos pelo grupo de jovens durante um encontro. Posteriormente, o exame de corpo de delito realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmou as agressões, servindo como prova técnica fundamental para o pedido de prisão dos envolvidos. Dessa forma, a materialidade do crime sustenta a tese da acusação e pressiona os demais envolvidos a buscarem o caminho da rendição espontânea.
Busca pelo último foragido
Embora a maioria dos acusados já esteja presa, a polícia ainda busca por Bruno Felipe dos Santos Alegrete, de 18 anos. Contudo, os investigadores acreditam que ele deve se entregar nas próximas horas, dado o isolamento do grupo e a pressão midiática sobre o caso. Consequentemente, a Secretaria de Segurança do Rio mantém as diligências ativas para garantir que nenhum suspeito permaneça em liberdade. Por fim, o Divinews seguirá monitorando as audiências em Benfica. Assim que novos desdobramentos sobre o menor envolvido no caso surgirem, traremos a atualização completa.
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