A Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (Acom), em uma colaboração estratégica com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) Campus Dona Lindu, deu início a um abrangente estudo de caracterização populacional e epidemiológica em 2026. O levantamento tem como objetivo central dissecar o perfil dos pacientes atendidos pela entidade, que hoje é a principal referência oncológica para 53 municípios da região. De acordo com os coordenadores do projeto, o conhecimento profundo sobre quem são esses pacientes e como a doença se manifesta localmente é fundamental para o aprimoramento das políticas públicas e das estratégias de cuidado personalizado.
Dessa maneira, a pesquisa focará nos tipos de câncer com maior incidência e demanda por tratamento na região Sudeste, como os de mama e de pele, além de analisar o cenário dos pacientes em cuidados paliativos. Segundo Ivana Coutinho, gerente do Centro Oncológico de Divinópolis, identificar as variáveis sociodemográficas e clínicas permite que a assistência seja mais assertiva. Vale ressaltar que o estudo pretende analisar dados retrospectivos abrangendo o período entre 2020 e 2025. Nesse sentido, compreender a distribuição espacial dos casos ajudará a identificar se determinadas cidades apresentam carências específicas de diagnóstico ou prevenção.
Metodologia e rigor científico no NEP
Além disso, o estudo será desenvolvido dentro do Núcleo de Estudos e Pesquisa da Acom (NEP), utilizando uma abordagem quantitativa, descritiva e transversal. Dessa forma, a equipe de pesquisadores trabalhará na análise minuciosa de prontuários e registros clínicos para consolidar evidências científicas robustas. Consequentemente, a expectativa é que os dados resultem na elaboração de um artigo científico de impacto, previsto para ser publicado no segundo semestre do próximo ano. A coordenação do projeto conta com a expertise de profissionais da Acom e de professoras pesquisadoras da graduação de enfermagem da UFSJ.
Integração entre universidade e comunidade
Durante o lançamento da iniciativa, a professora Flávia de Oliveira, da UFSJ, destacou que a união entre a academia e os serviços de saúde é um motor de transformação social. Embora a Acom já realize um trabalho assistencial de excelência, a chancela científica da universidade traz uma nova camada de profundidade ao atendimento. Afinal, as evidências geradas servirão de bússola para futuras campanhas de prevenção e para o planejamento de investimentos em tecnologia diagnóstica na região.
Desafios e fomento à saúde pública
Conforme os dados preliminares apontam, o câncer continua sendo um dos maiores desafios globais devido ao envelhecimento populacional e fatores ambientais. Portanto, ter um “mapa” local detalhado coloca o Centro-Oeste mineiro à frente na gestão da saúde oncológica em 2026. Por fim, o Divinews reforça o papel vital da Acom como pilar de esperança para milhares de famílias mineiras. Assim que os primeiros resultados parciais forem divulgados, traremos uma análise detalhada sobre o que mudou no panorama do câncer em nossa região nos últimos cinco anos.
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