Novos detalhes revelados pela Polícia Militar trazem contornos ainda mais cruéis para o feminicídio de Mariana Camila de Oliveira Santos, de 30 anos, ocorrido na madrugada deste domingo (8) em Santa Luzia. O suspeito, antes de iniciar sua fuga do bairro Baronesa, confessou o ato para a própria mãe de maneira irônica e brutal. Segundo o Sargento Edgar de Miranda, em entrevista à Rádio Itatiaia, o agressor descreveu o assassinato da companheira como apenas um “homicídiozinho”.
Briga começou após consumo de drogas e retorno do trabalho
O histórico do crime aponta que a tensão no imóvel da Rua China começou muito antes do ataque fatal. Relatos da mãe do autor indicam que o casal chegou do trabalho no final da tarde de sábado e o homem saiu para consumir entorpecentes. Ao retornar, por volta das 5h da manhã, uma discussão violenta teve início. Pouco tempo depois, o suspeito desferiu cerca de 30 facadas contra Mariana, deixando-a agonizando no quarto do casal.
Frieza extrema na confissão para a própria mãe
A dinâmica da fuga revela a personalidade calculista do criminoso. Ao ser questionado pela mãe sobre o que havia ocorrido dentro da casa, o homem respondeu com desprezo: “Não, só cometi um homicídiozinho ali”. De acordo com a Polícia Militar, ele ainda empurrou a genitora para abrir caminho, trocou de roupa rapidamente e evadiu-se do local. A vítima foi encontrada pelos militares já sem vida, com o óbito confirmado pelas equipes do Samu que chegaram logo em seguida.
Crianças presenciaram a barbárie e buscaram socorro
O crime foi presenciado por três crianças que residiam no imóvel: dois filhos de Mariana e um filho do autor. O casal não possuía filhos em comum. Em meio ao desespero, uma das crianças teve o discernimento de ligar para o 190, enquanto outra desceu as escadas do prédio para pedir ajuda imediata aos vizinhos. A coragem dos menores foi fundamental para o acionamento rápido das viaturas, embora a gravidade das feridas tenha impedido qualquer chance de salvamento.
Perícia confirma quase 30 perfurações no corpo da vítima
Os trabalhos periciais realizados no quarto onde Mariana caiu confirmaram a brutalidade relatada pelos policiais. Foram contabilizadas quase 30 perfurações, demonstrando um ataque focado em não dar chances de defesa à mulher. O Sargento Miranda classificou a ocorrência como um crime bárbaro e cruel, ressaltando que a resposta das forças de segurança foi imediata para garantir que o autor não permanecesse impune após o deboche relatado pela família.
Prisão do autor e desdobramentos judiciais
Após a fala cínica e a tentativa de desaparecer, o homem de 33 anos acabou localizado e preso em flagrante pelas equipes policiais. Ele agora está à disposição da Justiça e deve responder por feminicídio qualificado. O depoimento da mãe do autor e os relatos das crianças serão peças-chave para a condenação. O caso choca não apenas pelo número de facadas, mas pela total ausência de remorso demonstrada pelo assassino logo após o crime no bairro Baronesa.
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