
Uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), lotada em São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi presa na terça-feira (10) sob suspeita de peculato. A prisão ocorreu após o marido dela, um advogado, ser detido em flagrante enquanto conduzia uma viatura descaracterizada da corporação na pista exclusiva do Move, na região da Pampulha, na capital mineira.
Após a prisão, a delegada foi encaminhada para a Casa de Custódia da Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça. O caso passou a ser acompanhado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil, responsável pela apuração de eventuais irregularidades envolvendo servidores da instituição.
Segundo informações divulgadas pela corporação, a investigação teve início em fevereiro deste ano após o recebimento de denúncias anônimas e de uma manifestação formal encaminhada à Ouvidoria do Estado de Minas Gerais. Os relatos indicavam que o advogado utilizava com frequência um veículo oficial da Polícia Civil para deslocamentos pessoais e para ir ao trabalho.
Diante das informações recebidas, equipes policiais iniciaram diligências para verificar a veracidade das denúncias. A partir do levantamento de dados e do monitoramento da rotina do veículo, foi organizada uma operação para realizar a abordagem.
A ação ocorreu na avenida Antônio Carlos, uma das principais vias de acesso à região da Pampulha. Durante a fiscalização, os policiais abordaram um Toyota Corolla, modelo 2022, que trafegava pela faixa exclusiva destinada ao sistema de transporte coletivo Move.
No momento da abordagem, o condutor se identificou como advogado e apresentou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Após a conferência das informações e do registro do automóvel, os policiais confirmaram que o carro fazia parte da frota oficial da Polícia Civil de Minas Gerais.
As autoridades também verificaram que o motorista não possuía vínculo com a administração pública nem autorização para conduzir o veículo oficial da corporação.
Diante da situação, o advogado foi preso em flagrante. O caso foi imediatamente comunicado às autoridades responsáveis pela investigação interna da Polícia Civil.
A partir da prisão do advogado e da confirmação de que o veículo estava vinculado à delegada, as investigações avançaram e levaram à prisão da servidora pública, suspeita de permitir o uso indevido do bem público.
De acordo com a legislação brasileira, o crime de peculato ocorre quando um servidor público se apropria ou permite o uso irregular de bens pertencentes à administração pública.
A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação e que todas as circunstâncias relacionadas ao uso do veículo oficial estão sendo apuradas tanto na esfera criminal quanto administrativa.
O inquérito deverá reunir elementos como registros de utilização do veículo, imagens de câmeras de segurança e depoimentos que possam esclarecer a frequência com que o carro era utilizado pelo advogado.
Além da investigação criminal, a delegada poderá responder a procedimento administrativo interno, que avalia a conduta funcional de servidores da instituição.
Até o momento, a defesa dos envolvidos não havia se manifestado publicamente sobre o caso.
A Polícia Civil reforçou que a instituição mantém mecanismos de controle e fiscalização e que denúncias envolvendo servidores são apuradas de forma rigorosa pela Corregedoria.
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