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Quatro policiais civis são denunciados por envolvimento com organização criminosa ligada a roubo de carga

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou três investigadores e um escrivão da Polícia Civil, ligados ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), por envolvimento com organização criminosa que praticava furto e roubo de carga no estado. Eles são acusados de atrapalhar investigações, negociar propina e repassar informações privilegiadas. 

No dia 3 deste mês, os quatro policiais civis foram presos na segunda fase da operação Carga Pesada, realizada em Belo Horizonte e em Ribeirão das Neves. A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional Patos de Minas, em conjunto com a Polícia Militar e a Corregedoria da Polícia Civil.  

A primeira fase da operação ocorreu em 2025 contra os integrantes da organização criminosa, cuja base ficava no município de Patrocínio, no Alto Paranaíba. Na ação, 24 pessoas foram presas. Além disso, foram aprendidos 23 veículos, 38 aparelhos celulares, quatro armas, munição, computador, 36 mil reais, joias e 51.900 pesos argentinos. 

Os quatro policiais civis são acusados de se associaram para favorecer a organização criminosa que gerou mais de R$ 5 milhões em prejuízos a empresas e produtores de café. De acordo com as investigações, eles usavam a função pública para exigir vantagem indevida, omitir atos de ofício e inserir declarações falsas em documentos públicos, entre outros crimes. 

A pedido do MPMG, a Justiça determinou a conversão da prisão temporária dos acusados, presos na segunda fase da operação Carga Pesada, em prisão preventiva. Segundo a decisão, a liberdade deles pode comprometer a instrução processual, mediante ocultação ou adulteração de provas, alinhamento de versões e intimidação indireta de testemunhas. 

Relembre o Caso

Operação prende mais de 20 pessoas ligadas a organização criminosa de roubo de café que causou prejuízo superior a R$ 5 milhões

Ação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Militar cumpriu mandados nos municípios de Patrocínio, Uberaba, Ibiá, Alfenas, Caruaru (PE) e Itaitinga (CE)

Nesta terça-feira, 24 de junho, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais realizou a operação Carga Pesada, para o cumprimento de 25 mandados de prisão, 22 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de apreensões/sequestros de veículos, indisponibilidade de imóveis e bloqueios de valores financeiros.

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A ação teve como objetivo desarticular organização criminosa responsável pela prática de delitos patrimoniais (roubos majorados, com circunstâncias que tornam o crime mais perigoso, e furtos qualificados), adulterações e lavagem de capitais. O grupo se dedicava à subtração de cargas de alto valor, em especial, de café, gerando sérias consequências econômicas para empresas e produtores.

Os crimes eram cometidos com emprego de grave ameaça exercida com armas de fogo e de fraude para desvio das cargas, com auxílio de motoristas integrantes da organização.

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A organização criminosa possuía base operacional em Patrocínio, região do Alto Paranaíba, e causou prejuízo apurado que ultrapassa R$ 5 milhões, em um esquema que operava em larga escala, com impacto financeiro significativo.

Os mandados foram cumpridos nos municípios de Patrocínio, Uberaba, Ibiá, Alfenas, Caruaru (PE) e Itaitinga (CE). A operação foi coordenada pelo Gaeco Regional Patos de Minas, em conjunto com a 10ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais e o 10º Departamento da Polícia Civil de Minas Gerais.

Resultados

Como resultado da operação 24 pessoas foram presas e foram apreendidos 23 veículos, 38 aparelhos celulares, quatro armas de fogo (dois calibre 38, um calibre .40 e um calibre 9mm), um carregador calibre 380, 260 munições calibre 38, 96 munições calibre .40, oito munições calibre 9mm, seis munições calibre 380, uma munição calibre 36, um computador, R$ 36.709 em espécie, joias diversas e 51.900 pesos argentinos.

Durante o cumprimento dos mandados, foram também apreendidos três relógios, um tablet, cadernos com anotações manuais, documentos de cartório, diversos documentos de veículos e imóveis, autorização para transferência de propriedade veicular, máquinas de cartão de crédito, pendrives, cheques, documentos com indícios de uso em fraudes, e cópias de CRLVs.

Os materiais serão analisados para aprofundamento das investigações sobre a estrutura e a movimentação financeira da organização criminosa. Além disso, foram decretadas indisponibilidades de bens, bloqueio de valores e restrição a imóveis ligados aos investigados.

Na operação foram empregados 119 policiais militares, 19 policiais civis, 20 agentes do Gaeco, 46 viaturas e dois helicópteros.

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Operação Carga Pesada II, que investiga crimes de roubo e furto de cargas, prende quatro agentes públicos e cumpre mandados de busca e apreensão em BH e Ribeirão das Neves

Três investigadores e um escrivão ligados ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) foram presos temporariamente na manhã desta terça-feira, 3, durante o cumprimento de mandados de prisão (4) e de busca e apreensão (4) referentes à “Operação Carga Pesada II”. Os mandados estão sendo cumpridos em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, na região metropolitana.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga uma organização criminosa ligada ao roubo e furto de cargas e a operação tem como finalidade apurar e desarticular associação criminosa supostamente integrada por agentes públicos, pertencentes à Polícia Civil de Minas Gerais.

Conforme apurado, há indícios de que os investigados teriam, em tese, praticado crimes contra a administração pública, mediante o recebimento de vantagens indevidas de integrantes de organização criminosa denunciados na primeira fase da “Operação Carga Pesada”.

A operação está sendo conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Patos de Minas), do MPMG, em atuação conjunta com a Polícia Militar de Minas Gerais e a Corregedoria da Polícia Civil. 

O grupo investigado na fase inicial da operação é apontado como responsável por crimes como roubo e furto de cargas, desvios patrimoniais e adulteração de veículos.

Carga Pesada
Em junho do ano passado a primeira fase da operação cumpriu 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão nos municípios mineiros de Patrocínio, Uberaba, Ibiá, Alfenas, Caruaru (Pernambuco) e Itaitinga (Ceará).

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