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Prefeitura de Divinópolis admite “medição 10x” em contratos de máquinas e confirma exoneração após operação do GAECO (vídeo)

A Operação Ghost Machine, deflagrada nesta quinta-feira (12) pelo GAECO Regional Divinópolis e pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, ganhou novo capítulo político dentro do próprio Centro Administrativo – Em entrevista coletiva na Prefeitura, o assessor especial do prefeito, Fernando Henrique, e o secretário de Governo, Matheus Tavares, traçaram a versão oficial do Executivo sobre como a apuração começou e por que a gestão afirma ter colaborado com o Ministério Público desde o início.

Segundo os representantes, o prefeito passou a receber denúncias no começo de 2025. Parte chegou de forma anônima. Parte teria vindo de servidores da própria Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos. A Prefeitura relatou que houve uma apuração preliminar e que uma sindicância anterior, feita meses antes, não conseguiu constatar ilícitos. Mesmo assim, as novas denúncias levaram a gestão a agir – O Divinews apurou que existe uma divergência de data, na coletiva foi dito que o secretário foi exonerado em abril, e não em fevereiro, como foi relatado na coletiva de imprensa.

A decisão, de acordo com Fernando Henrique, foi dupla. Trocar o comando da secretaria e, no mesmo ato, levar as informações ao Ministério Público para investigação completa. A fala foi direta ao explicar a limitação do Executivo. A Prefeitura afirma não ter aparato técnico e investigativo para confirmar crimes, como o MP e as polícias conseguem fazer. Por isso, optou por formalizar a notícia.

No roteiro apresentado, a troca do secretário marcou uma virada administrativa. A gestão afirma que, com Matheus à frente da pasta, foi possível manter e ampliar serviços e, ao mesmo tempo, reduzir gastos. O número citado na coletiva virou o principal argumento político da Prefeitura. A gestão afirma ter alcançado economia de quase R$ 20 milhões em menos de um ano, com revisão de contratos, redução de itens considerados desnecessários e novas licitações.

Esse ponto foi usado como sinal de que havia algo fora do normal na rotina anterior. A leitura da Prefeitura é que, se o serviço continuou e melhorou com menos gasto, a conta anterior merece suspeita. Questionados sobre como haveria favorecimento se as contratações são por licitação, os representantes apontaram a explicação que entenderam da coletiva do Ministério Público e da nota oficial.

A hipótese principal não seria vício formal na licitação. Seria fraude na execução, especialmente nas medições do serviço prestado, com pagamento maior do que o realizado. Fernando Henrique resumiu a lógica que, segundo ele, foi descrita na investigação. Uma empresa faria o serviço X, mas a medição registraria 10X, elevando pagamento e abrindo margem para retorno ilícito.

A Prefeitura também confirmou que algumas empresas investigadas ainda prestam serviço. Segundo Matheus Tavares, novas licitações ocorreram e essas mesmas empresas venceram por menor preço, dentro da regra do processo licitatório. O secretário afirmou que a gestão passou a conferir empenho por empenho, serviço por serviço, como forma de travar distorções. O discurso reforça que o problema estaria no controle da execução, não no rito do edital.

Outro ponto sensível foi tratado com objetividade. A Prefeitura afirmou que recebeu recomendação para exoneração de uma servidora que ainda estava no cargo e que o decreto já foi assinado, com desligamento imediato. A coletiva confirmou o que o GAECO divulgou, 4 prisões preventivas, sendo 2 servidores e 2 empresários. A Prefeitura disse não ter sido informada oficialmente dos nomes e reforçou que a investigação segue sob sigilo.

Sobre os servidores presos, a Prefeitura indicou que abrirá procedimento administrativo disciplinar. A gestão afirmou que o Ministério Público apura o crime e que o município precisa apurar a conduta administrativa. A fala apontou para possível desfecho duro, caso as provas se confirmem. A Prefeitura sinalizou que o caminho administrativo pode culminar em demissão, seguindo o rito interno e o direito de defesa.

Houve questionamento sobre contaminação de outros setores. Fernando Henrique disse que o município tem Controladoria Geral e que ela deve ampliar auditorias, com foco nos contratos ainda vigentes e na forma de fiscalização da execução. A Prefeitura também afirmou que não houve qualquer pressão política para travar a investigação. O Executivo sustenta que levou os fatos e manteve portas abertas para documentos, oitivas e informações.

Na prática, a coletiva teve uma intenção clara. A Prefeitura buscou se posicionar como autora da provocação institucional que deu origem ao caso e como gestora que revisou contratos e reduziu gastos. Ao mesmo tempo, a entrevista expôs um risco. Se a tese da “medição inflada” se confirmar, o dano não é apenas penal. Ele é administrativo, financeiro e político, porque envolve contratos, fiscalização e controle interno.

A Operação Ghost Machine agora entra na fase de análise de material apreendido e aprofundamento de provas. O que a Prefeitura tenta sustentar é que a gestão atual não apenas reagiu, mas acionou o sistema para investigar.

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