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Moradoras da Rua Goiás, na ACASP, reclamam dos travestis, por baixarias na via pública

A ACID foi novamente palco, na manhã desta quarta-feira (19), de uma sessão ordinária da Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (ACASP), que reuniu autoridades, representantes da sociedade civil e membros da entidade para discutir temas que afetam diretamente o dia a dia do cidadão divinopolitano. O encontro foi marcado por fortes manifestações sobre problemas no trânsito, reclamações de perturbação de sossego e, sobretudo, pela necessidade de esclarecimentos sobre o funcionamento do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD), que passou a concentrar as ligações de emergência e alterou a dinâmica de atendimento das forças de segurança na cidade.

Durante a reunião, uma moradora da Rua Goiás relatou transtornos provocados por profissionais do sexo que permanecem diariamente no local. Segundo ela, gritos, brigas, ameaças e desordem têm tirado a tranquilidade dos moradores e gerado um ambiente de medo e insegurança. A denunciante afirmou compreender a realidade das trabalhadoras, mas reforçou que a situação se tornou insustentável para a vizinhança, pedindo maior presença policial na área.

O representante da Polícia Militar, Thiago, que compôs o conselho técnico da reunião, explicou a limitação legal para a abordagem policial em situações desse tipo, destacando que a PM não pode agir sem denúncia de infração, uma vez que a simples presença das pessoas no local não caracteriza crime. Ele reforçou que todos têm o direito constitucional de ir e vir e que uma ação sem amparo poderia caracterizar abuso. O policial citou ainda um caso recente ocorrido na Avenida Getúlio Vargas, em que uma tentativa de homicídio resultou na prisão dos envolvidos devido ao flagrante. Thiago orientou que os moradores registrem o Boletim de Ocorrência no momento da irregularidade, o que possibilita uma ação mais rápida e amparada pelas normas legais.

Outro ponto de destaque foi a queixa levantada por Pádua Fernandes sobre o atendimento das ligações locais realizadas pelo 190, que estariam caindo diretamente na central de Belo Horizonte. Ele solicitou esclarecimentos sobre a atuação do CIAD, novo sistema que passou a unificar o fluxo de chamadas emergenciais.

Thiago explicou que a centralização busca agilizar o atendimento, aumentar a eficiência do despacho policial e ampliar a presença física dos militares nas ruas, já que parte do efetivo antes ocupado com atendimento telefônico passa a atuar diretamente nas ocorrências.

O Corpo de Bombeiros também se pronunciou, reforçando que a mudança faz parte de uma política estadual que vem sendo implantada gradualmente com foco na modernização e otimização de recursos. O representante da corporação destacou que, com a centralização, “mais de uma dezena de militares do COBOM vão para as ruas em atendimentos de resgate, salvamentos e socorros, enriquecendo as informações coletadas e reduzindo significativamente o número de trotes”.

Além das discussões sobre o CIAD, outras demandas foram apresentadas pelos participantes, como a instalação de redutores de velocidade na Avenida Coronel Jovelino Rabelo e pedidos para que a Polícia Militar intensifique rondas a pé no comércio, a fim de coibir pequenos delitos e situações envolvendo moradores de rua. A Polícia Penal também informou estar reforçando protocolos e procedimentos internos para atender ao aumento natural de ocorrências com a chegada do fim de ano.

Após as deliberações e manifestações, o presidente da ACASP, Breno Clementino, encerrou a reunião, agradecendo a participação dos presentes e reforçando a importância do diálogo permanente entre a comunidade e as forças de segurança.

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