
A Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (ACASP) realizou, na manhã desta quarta-feira, 19 de novembro, mais uma reunião ordinária na sede da ACID, reunindo autoridades, representantes de forças de segurança e membros da sociedade civil. A sessão foi marcada por debates envolvendo problemas que afetam diretamente a rotina dos moradores de Divinópolis, entre eles perturbação do sossego, questões de trânsito e esclarecimentos sobre os canais de atendimento das instituições de segurança.
Durante o encontro, uma moradora apresentou denúncia sobre transtornos causados por travestis que atuam na Rua Goiás. Segundo ela, gritaria, brigas e ameaças têm sido constantes, gerando insegurança para quem reside ou transita pelo local. A denunciante ressaltou que compreende o trabalho exercido por essas pessoas, mas afirmou que o comportamento tem se tornado insustentável, solicitando reforço policial para a área, especialmente no período noturno.
Em resposta, o representante da Polícia Militar presente na reunião explicou que, pela legislação vigente, não é possível realizar abordagem policial sem ocorrência registrada ou denúncia prévia de infração. Ele enfatizou que todos têm direito de ir e vir e que uma ação sem respaldo legal pode ser interpretada como assédio. Para ilustrar, citou um caso recente na rua Getúlio Vargas em que uma tentativa de homicídio envolvendo pessoas na mesma situação acabou resultando em prisões devido ao flagrante delito.
Outro ponto debatido pelos participantes foi o fluxo de chamadas encaminhadas ao número 190. Representantes observaram que as ocorrências estão sendo direcionadas para a central de Belo Horizonte, o que gerou questionamentos sobre o funcionamento do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD). A Polícia Militar esclareceu que o objetivo da centralização é agilizar o atendimento e aumentar o efetivo disponível nas ruas, já que os militares deixam de atuar na triagem das ligações e passam a responder diretamente às ocorrências.
O Corpo de Bombeiros também se manifestou sobre a centralização dos atendimentos, destacando que a medida faz parte de uma política de governo voltada para a otimização dos recursos humanos e operacionais. Segundo o representante, a mudança permite que mais bombeiros atuem nas ruas em salvamentos, resgates e atendimentos de urgência, além de reduzir trotes e melhorar a precisão das informações repassadas às equipes.
Outros temas também foram levados à discussão, como a solicitação de instalação de redutor de velocidade na avenida Coronel Jovelino Rabelo, que tem registrado situações de risco para moradores e motoristas. Representantes do comércio também pediram reforço policial a pé na região central para coibir infrações cometidas por moradores de rua durante o horário comercial. Além disso, a Polícia Penal apresentou informações sobre os protocolos de segurança adotados para o período de fim de ano, quando há maior fluxo de pessoas nas áreas comerciais.
Após as deliberações e esclarecimentos do Conselho Técnico, o presidente da ACASP, Breno Clementino, encerrou a reunião reforçando o compromisso da entidade em intermediar demandas da comunidade e colaborar com a manutenção da segurança em Divinópolis. Ele também destacou a importância da participação popular para fortalecer o diálogo com as instituições.
A ACASP é uma entidade civil sem fins lucrativos, criada em 1999, com objetivo de apoiar os órgãos de segurança pública do município. Seus membros atuam de forma voluntária, oferecendo suporte e promovendo debates sobre temas relevantes para a cidade. Moradores podem se associar e contribuir com o trabalho por meio do site oficial da entidade, ajudando a manter iniciativas que visam uma Divinópolis mais segura e organizada.




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