Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) em um ambiente familiar ao lado do deputado federal Euclydes Pettersen. A gravação gerou questionamentos porque o senador já havia declarado que sua relação com o deputado era exclusivamente partidária. Para opositores, a imagem contrariaria essa versão. Fato é que a oposição contra Cleitinho quer explorar o assunto, após a suspeita de envolvimento de Pettersen no caso Conafer, entidade investigada pela Polícia Federal por fraudes relacionadas ao INSS – Procurado pelo Divinews, com exclusividade, na noite desta última quinta-feira (20), Cleitinho contextualizou o registro e explicou o motivo de ambos aparecerem juntos em um momento descontraído.
Nesta última quinta-feira (20), o editor do Portal, Geraldo Passos enviou tal vídeo ao senador Divinews para que ele desse seu contraditório sobre o que ele disse anteriormente e o que mostra a imagem, ou seja, a dualidade de informações. Cleitinho atendeu imediatamente e forneceu uma esclarecedora explicação sobre o contexto do vídeo e a relação partidária com o deputado. E ainda, falou sobre as tentativas de associá-lo subliminarmente às investigações federais. Em suas palavras, classificou a situação como “uma covardia que estão fazendo comigo”.
Cleitinho afirmou que não tem qualquer ligação com o esquema investigado. Disse de maneira direta: “Eu não tenho nada a ver com isso.” Explicou que as investigações da Polícia Federal mostram que o suposto envolvimento de Pettersen com a Conafer remonta ao início do seu [Pettersen] mandato como deputado federal, em 2019. Relatou que jamais teve conhecimento das nomeações feitas pelo deputado naquele período. Declarou: “Eu nem conhecia o Euclides. Fui conhecer ele em 2022.”
O senador reforçou que não teve contato com assessores investigados. Informou que, segundo o relatório, os servidores envolvidos trabalhavam com Pettersen entre 2019 e 2021, período em que o senador ainda não tinha qualquer vínculo com ele. Cleitinho afirmou: “Eu nunca tive com ninguém do INSS, com ninguém de Previdência, com ninguém de sindicatos, como esse tal de Conafer.”
Cleitinho sustentou que Pettersen jamais o apresentou a qualquer pessoa ligada à entidade. Destacou: “Ele nunca me apresentou ninguém. Nunca me pediu algo.” Afirmou que nenhuma demanda relacionada à Conafer passou pelo seu gabinete. Segundo ele, o deputado sempre levou apenas prefeitos buscando emendas ou apoio administrativo, algo comum na rotina política.
Ao Divinews, o senador explicou ainda que a imagem do vídeo não tem relação com as investigações e muito menos sinaliza grandes intimidades, e que foi registrada em 2024, durante agenda de campanha municipal. Contou que Pettersen passou em sua casa para buscá-lo para compromissos em três cidades. Narrou: “Ele tomou café aqui em casa. Minha esposa conheceu ele, meus meninos conheceram. Era campanha para prefeitos do Republicanos. Isso é normal.”
Cleitinho afirmou que, antes do escândalo da Conafer, ele próprio divulgou parte das imagens hoje usadas para atacá-lo. Disse: “Esse vídeo tem nada demais. Tanto que essas imagens eu mesmo divulguei na época, nos meus stories, porque não tinha nada de errado.”
O senador também explicou outro trecho do vídeo, registrado no apartamento funcional de Pettersen em Brasília, segundo ele no dia anterior à votação para presidente do Senado e da Câmara. Disse: “Cheguei lá na sexta, e ele me chamou pra almoçar no sábado. Isso é normal entre políticos.”
Questionado sobre a repercussão nas redes e as insinuações de que havia proximidade indevida, Cleitinho disse que parte da campanha contra ele é por que tentam desgastá-lo antes de 2026, por ter já ter declaro a intenção de disputar o governo de Minas. Falou: “Estão vinculando isso para me desgastar politicamente. É nojento.”
O senador relatou que o caso repercutiu até dentro de sua própria casa. Contou que um de seus filhos enviou o vídeo perguntando o motivo de as redes estarem sugerindo que o pai era amigo de “bandido”. Disse: “Meu menino me mandou isso, perguntando: ‘Papai, o que é isso?’ Estão tentando te colocar como bandido.”
Cleitinho reforçou que, embora tenha se aproximado mais de Pettersen de 2023 para cá, sua relação sempre foi pautada por atribuições institucionais. Reforçou que o deputado é presidente estadual do Republicanos e que encontros, almoços e agendas são rotinas normais na dinâmica do partido. Disse: “Faço política com ele. Ele é presidente do partido. Isso é normal.”
O senador enfatizou esperar que Pettersen apresente suas explicações. Afirmou: “Agora ele precisa se esclarecer. Ele fez um discurso dizendo que vai provar tudo. É o que todos nós esperamos.” Acrescentou que, caso haja comprovação de irregularidades, sua posição já está declarada: “Se comprovar o erro, eu não apoio mais.”
Por fim, Cleitinho disse que jamais aceitou construir narrativas falsas e que seguirá firme, independentemente de pressões políticas. Finalizou ao Divinews: “Eu vou seguir. Se tiver clamor, eu vou candidato ao governo de Minas, e vou sem medo.”
vídeo em upload
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