Um homem identificado como Ismael Lopes, integrante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, foi violentamente agredido durante uma vigília pró-Bolsonaro. O episódio ocorreu enquanto ele fazia uma fala crítica direcionada ao senador Flávio Bolsonaro, após afirmar que o ex-presidente “abriu 700 mil covas durante a pandemia”, conforme registrado em vídeo. As declarações geraram revolta imediata entre apoiadores presentes, que partiram para a agressão física.
A situação começou quando Ismael buscou se aproximar do grupo para denunciar o uso político da fé cristã. Ele afirmou que o objetivo era “acabar com essa instrumentalização da fé” que, segundo relatou, vem sendo utilizada para defender figuras que atentaram contra a democracia. Durante a fala, destacou que “a igreja acolhe, mas o Estado é quem tem a obrigação de proteger o pobre, a mulher e todos os cidadãos”.
A reação dos participantes da vigília foi imediata. O ambiente se transformou em um tumulto violento. Segundo relatou, várias pessoas o cercaram, empurraram, desferiram socos e chutes. Um dos agressores tentou derrubá-lo e caiu, o que aumentou ainda mais a confusão. Pouco depois, alguém lançou spray de pimenta diretamente em seu rosto, deixando ferimentos visíveis.
Apesar da violência, Ismael continuou denunciando a manipulação religiosa usada em discursos políticos. Ele afirmou que Bolsonaro e seus aliados teriam cometido crimes contra o Estado Democrático de Direito, além de terem contribuído para mortes evitáveis durante a pandemia. “Não podem falar em nome de Deus”, disse, reforçando que considera antiético usar a religião para blindar discursos extremistas.
Ismael explicou que faz parte de um movimento evangélico presente em 19 estados, e que sua presença no local tinha como missão levar reflexão sobre a fé cristã e sua relação com a política. “O nosso povo crente é sincero e merece respeito, não manipulação irresponsável”, afirmou. Ele ressaltou que os evangélicos presentes não seriam culpados, mas vítimas de lideranças que, segundo seu relato, usam a fé para fins políticos.
As agressões chamaram atenção pela intensidade e pelo clima de animosidade entre grupos ideologicamente opostos. Para Ismael, a violência era possível e até esperada, mas não seria motivo para recuar. Disse ainda que continuará combatendo o uso indevido do nome de Deus para justificar discursos políticos de confronto.
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