
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta terça-feira, 25 de novembro, que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanecerá preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta no processo relacionado à trama golpista investigada pelo STF. Bolsonaro havia sido detido preventivamente no sábado, 22 de novembro, em razão de descumprimento de medidas cautelares anteriores, incluindo violação da tornozeleira eletrônica e convocação de apoiadores para uma vigília nas proximidades de sua residência.
A decisão de manter Bolsonaro na unidade da Polícia Federal diferencia a prisão preventiva do início formal da pena, mas os procedimentos seguem alinhados por determinação judicial. De acordo com a decisão, a movimentação convocada pelo ex-presidente poderia gerar tumulto e criar condições favoráveis para uma possível tentativa de fuga, levando ao reforço das medidas adotadas pelo ministro.

No mesmo dia, Moraes também determinou a execução das penas impostas ao general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, e ao general da reserva Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa durante o governo Bolsonaro. Ambos foram levados para as instalações do Comando Militar do Planalto, em Brasília, onde cumprirão as respectivas punições estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão pelo envolvimento na trama golpista, conforme decisão colegiada previamente proferida pelo STF. Já Paulo Sérgio Nogueira deverá cumprir pena de 19 anos, também por participação nos fatos investigados no mesmo processo. A decisão que determinou o início do cumprimento das penas reafirmou a competência do Supremo para conduzir a execução dos julgamentos decorrentes da ação penal.
A transferência dos ex-ministros seguiu protocolos militares e judiciais, com entrada diretamente no Comando Militar do Planalto após a formalização dos mandados. Não foram registradas alterações no esquema de segurança da unidade, que permanece responsável pela custódia dos militares condenados. A execução das penas ocorreu após análise dos recursos cabíveis e trânsito em julgado das decisões.
As medidas adotadas nesta terça-feira consolidam o avanço das etapas processuais relacionadas ao caso, que teve início com investigações sobre a articulação de ações contrárias à ordem constitucional. As decisões formalizadas por Moraes foram comunicadas às instituições responsáveis pela custódia dos réus e seguirão acompanhamento direto das autoridades competentes.
O Supremo Tribunal Federal continuará responsável pelos desdobramentos jurídicos da execução penal dos condenados, conforme prevê a legislação aplicável aos casos de competência originária da Corte. Os processos permanecem públicos e acessíveis por meio dos registros oficiais do STF.
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