A situação no Centro de Divinópolis piorou nas últimas semanas e expôs novamente a insegurança envolvendo moradores em situação de rua na Praça do Santuário. Um novo boletim de ocorrência relatou agressões contra fiéis e funcionários da Paróquia Santo Antônio. O caso gerou comoção e fez um dos religiosos afirmar que, caso nada mude, a igreja pode fechar suas portas em breve, mantendo apenas os horários de missa – O vereador Welington Well se manifestou a respeito.
Ele desabafou e mostrou tristeza com a escalada de violência. O religioso afirmou: “Do jeito que as coisas vão, em breve a igreja não terá condições de continuar aberta”. O Divinews confirmou o relato com base no vídeo divulgado pela própria comunidade católica.
Segundo avaliação da paróquia, a violência cresceu na região e as agressões se tornaram frequentes. Em apelo forte, o vereador pediu ajuda urgente. No vídeo, ele declarou: “Até quando vamos permitir que isso ocorra no Centro da cidade”. Em seguida, completou: “Essa igreja vai fechar. Eles não aguentam mais”.
No boletim, os frequentadores relataram empurrões, ameaças e tentativas de invasão. A sensação de medo tomou conta do entorno da igreja, que permanece diariamente cercada por barracas improvisadas, usuários de drogas e pessoas em comportamento agressivo. A comunidade afirma que o cenário se agravou nos últimos meses e que o poder público não atuou de forma eficiente.
Durante entrevista ao Divinews, o vereador Wellington Well destacou a diferença entre vulnerabilidade social e criminalidade. Ele afirmou: “Há que se separar o que de fato é morador de rua e o que são traficantes travestidos de morador em situação de rua”.
O parlamentar explicou que a cidade enfrenta duas realidades distintas. A primeira envolve pessoas realmente vulneráveis que buscam abrigo e comida. A segunda envolve criminosos que utilizam a condição aparente de rua como disfarce para vender drogas e praticar furtos. Ele ressaltou que o problema se agrava quando traficanes se misturaram à população de rua, transformando o Centro em um ambiente perigoso.
Welington Well também anunciou ao Divinews que lançará, em parceria com a vereadora Kell Silva, a campanha “Ruas visíveis, dê dignidade”. O projeto pretende conscientizar a população sobre o papel dos abrigos municipais e estimular políticas humanizadas com foco na autonomia e na cidadania. A campanha quer alertar sobre a importância de encaminhar pessoas para atendimentos adequados.
Durante a entrevista, Welington aprofundou a análise e reforçou que a prática de dar dinheiro na rua piora o problema. Ele declarou: “Dar esmola alimenta uma cadeia improdutiva de tráfico de drogas. Existem locais de abrigo para eles. Muitos se recusam a ir para lá”.
A fala reflete um debate antigo na cidade: parte significativa dos moradores em situação de rua rejeita abrigos por regras como horário de entrada, proibição de drogas e convivência obrigatória. O resultado é que as calçadas do Centro seguem ocupadas por grupos cada vez maiores, muitos deles envolvidos em crimes.
O histórico da população em situação de rua em Divinópolis mostra crescimento contínuo ano após ano. A ampliação de uso de drogas, especialmente o crack, também aumentou tensões no entorno da Praça do Santuário, da Avenida Primeiro de Junho e da Rua Goiás. A região vive ciclos de violência, furtos e conflitos com comerciantes e fiéis.
A igreja, que há décadas funciona como ponto de apoio, afirma que não consegue mais lidar com ameaças diárias. Fiéis dizem que a comunidade vive “refém” de situações de agressividade que ocorrem a qualquer hora do dia.
A igreja pediu uma força-tarefa. No vídeo o vereador conclamou: “Ministério Público, Polícia Militar, Prefeitura, Câmara e toda a sociedade. Precisamos dar uma solução para esse problema”. A comunidade católica teme que o fechamento durante o dia impeça missas, visitas e ações pastorais tradicionais.
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