
A Justiça manteve preso o empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, acusado de feminicídio no caso que envolve a morte de Henay Rosa Gonçalves Amorim. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no início da noite desta terça-feira (16), no fórum de Divinópolis, onde ocorreu a prisão em flagrante.
Durante a sessão, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, sem prazo estipulado para liberação. A audiência ocorreu em Divinópolis em razão de o suspeito ter sido preso no município, conforme determina o procedimento legal para análise imediata da custódia.
A decisão foi proferida pela juíza Marcilene da Conceição Miranda, da 2ª Vara Criminal de Divinópolis. No entendimento da magistrada, estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão cautelar, considerando a gravidade do crime imputado, a necessidade de garantia da ordem pública e o andamento das investigações.
Apesar de a audiência de custódia ter ocorrido em Divinópolis, o processo criminal será julgado na comarca de Itaúna. A definição se dá porque o fato investigado ocorreu naquele município, onde foi registrado o suposto acidente que resultou na morte da vítima, conforme as regras de competência territorial previstas na legislação.
Inicialmente, o caso foi tratado como um acidente de trânsito ocorrido na rodovia MG-050, em Itaúna. No entanto, após a análise de laudos periciais e outros elementos colhidos durante a investigação, a Polícia Civil passou a apurar a ocorrência como suspeita de feminicídio.
A conversão da prisão em preventiva tem caráter cautelar e não representa julgamento antecipado do mérito do processo. A medida busca assegurar o regular andamento das investigações e evitar riscos apontados pelas autoridades durante a fase inicial do caso.
Durante a audiência, também foi analisada a legalidade da prisão e as condições em que o acusado foi detido. Não foram constatadas irregularidades que justificassem a concessão de liberdade provisória.
Com a decisão, Alison de Araújo Mesquita permanece à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil conclui o inquérito. Após essa fase, o Ministério Público deverá analisar o material reunido para decidir sobre eventual oferecimento de denúncia.
O processo seguirá sob responsabilidade do Poder Judiciário da comarca de Itaúna, que conduzirá os próximos atos processuais, incluindo possíveis audiências e decisões futuras.
O caso segue em apuração, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações e deliberações judiciais.

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