A ação rápida e atenta de uma operadora da praça de pedágio da MG-050, no trecho de Itaúna, se tornou fundamental para desmontar a farsa criada pelo autor do feminicídio, Alison Araújo Mesquisa, ocorrido no último domingo (14). A funcionária percebeu que algo estava profundamente errado na forma como o veículo se aproximou da cabine. Essa percepção desencadeou toda a cadeia de alertas que permitiu à polícia reconstruir a verdade por trás da morte de Henay Amorim – Em Nota ao Divinews, a concessionária da rodovia explicou sobre o protocolo que empresa adota nas praças de pedágios.
O autor saiu de Belo Horizonte levando o cadáver da vítima no banco do motorista. Ele manteve o corpo ao volante, enquanto acelerava o carro com o pé e controlava o veículo com as mãos a partir do banco do carona. A cena macabra ganhou contornos ainda mais grotescos no momento em que o automóvel passou pelo pedágio. A operadora notou que o “motorista” não reagia e que o passageiro se inclinava de forma anormal para fazer o pagamento.
O comportamento chamou atenção imediata. A agente fez perguntas, observou a falta de respostas coerentes e acionou o Centro de Controle de Operações. A atitude seguiu o protocolo da concessionária, mesmo sem a funcionária ter autorização legal para reter veículos. Ela pediu que o condutor aguardasse, mas o homem acelerou e deixou a praça.
A partir desse ato, toda a investigação ganhou um novo caminho. As imagens registradas no pedágio, os horários e a estranha forma de condução do veículo se tornaram elementos cruciais para que a Polícia Civil confirmasse a farsa. Sem a iniciativa da operadora, o crime poderia ter sido tratado apenas como um acidente rodoviário, como a princípio parecia.
A concessionária AB Nascentes das Gerais reforçou, em nota enviada ao Divinews, que a colaboradora seguiu corretamente o protocolo e comunicou imediatamente o comportamento suspeito ao CCO. A empresa informou que entregou todas as imagens e registros à polícia e segue colaborando com a investigação.
O caso expõe a importância do olhar treinado e atento de funcionários que lidam diariamente com o fluxo de veículos nas rodovias. Esses profissionais não possuem função policial, mas desempenham papel essencial no monitoramento de situações anormais, que muitas vezes se tornam decisivas para a segurança pública.
A vítima seguia para Divinópolis, e a polícia ainda investiga se o feminicídio aconteceu na capital ou durante o trajeto. O autor tentou sustentar a versão de acidente após abandonar o carro, mas a sequência de incongruências, somada ao alerta do pedágio, desmontou o plano.
A Polícia Civil segue com diligências para concluir a investigação, mas já reconhece que a postura da operadora do pedágio se tornou a peça-chave que iluminou o caso. Sem o gesto dela, o crime poderia ter ficado encoberto por muito mais tempo.
NOTA DA CONCESSIONÁRIA (NA ÍNTEGRA)
A Via Nascentes informa que, na ocorrência em questão, a agente de pedágio, ao identificar uma atitude suspeita, adotou o protocolo padrão da concessionária, realizando algumas perguntas e comunicando imediatamente o Centro de Controle de Operações (CCO). Como os agentes de pedágio não possuem autoridade para reter veículos na praça, a colaboradora solicitou que o condutor aguardasse enquanto o apoio era acionado, porém o veículo deixou o local. A concessionária está colaborando com a investigação, disponibilizando à polícia as imagens e informações necessárias.
O post Feminicídio: Protocolo da Via Nascentes foi fundamental para tomada de decisão da operadora do pedágio da MG-050 que desvendou a morte de Henay Amorim apareceu primeiro em DiviNews.