
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na manhã desta quinta-feira (18), Cleidemar de Carvalho Alves, conhecido pelo apelido de “Lula”, investigado por um homicídio ocorrido no município de Itaúna, na região Centro-Oeste do estado. A prisão foi realizada na cidade de Barretos, no interior de São Paulo, em uma ação conjunta com a Polícia Civil paulista, após intenso trabalho de inteligência e cooperação entre as corporações.
De acordo com a Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva foi cumprido após a conclusão do inquérito policial que apurou o crime. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Itaúna, sob coordenação do delegado João Marcos do Amaral Ferreira, responsável pelo caso desde o início das apurações.
Segundo a PCMG, Cleidemar de Carvalho Alves, o “Lula”, foi indiciado por homicídio consumado qualificado, em razão do motivo fútil, do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e do risco gerado a outras pessoas que estavam no local no momento dos disparos. A prisão preventiva foi representada pela Polícia Civil e posteriormente decretada pela Justiça.
O crime ocorreu na noite de 31 de agosto deste ano, no interior de um bar localizado no bairro Cerqueira Lima, em Itaúna. Conforme apurado à época, vítima e investigado se conheciam e se envolveram em um desentendimento pouco antes do homicídio, ainda dentro do estabelecimento.
Durante a confusão, o investigado teria sacado uma arma de fogo e efetuado disparos contra a vítima, que foi atingida pelas costas. Testemunhas relataram que o ataque ocorreu de forma repentina, sem que a vítima tivesse possibilidade de defesa, enquanto outras pessoas estavam próximas, o que aumentou o risco coletivo no local.
Após ser baleada, a vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde. Apesar do atendimento médico, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu, confirmando a consumação do homicídio.
Logo após o crime, a Polícia Civil iniciou os levantamentos para identificar o autor dos disparos e esclarecer a dinâmica dos fatos. Depoimentos de testemunhas, análises técnicas e outros elementos colhidos durante as diligências foram fundamentais para a identificação de Cleidemar de Carvalho Alves como principal investigado.
Com o avanço das investigações, os policiais constataram que o suspeito deixou Itaúna logo após o crime, passando por diferentes cidades de Minas Gerais na tentativa de dificultar sua localização. A Polícia Civil manteve diligências contínuas e trabalho de inteligência para rastrear seus deslocamentos.
As apurações apontaram que, após circular por municípios mineiros, o investigado acabou se estabelecendo em Barretos, no estado de São Paulo, onde passou a se esconder. A confirmação do paradeiro ocorreu após cruzamento de informações e levantamentos realizados pela equipe da Delegacia de Itaúna.
Diante da localização do suspeito, a Polícia Civil de Minas Gerais solicitou apoio da Polícia Civil de São Paulo para o cumprimento do mandado de prisão. A ação integrada permitiu localizar Cleidemar de Carvalho Alves e efetuar a prisão na manhã desta quinta-feira.
Após ser detido, o investigado foi conduzido para os procedimentos legais e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deverá ser transferido para Minas Gerais para responder ao processo criminal relacionado ao homicídio ocorrido em Itaúna.
O delegado responsável pelo caso destacou que o trabalho investigativo foi mantido de forma ininterrupta desde a data do crime, com a adoção de medidas judiciais e diligências permanentes para evitar a fuga definitiva do suspeito e garantir sua responsabilização penal.
A Polícia Civil ressaltou ainda a importância da integração entre forças de segurança de diferentes estados, especialmente em casos que envolvem investigados foragidos, permitindo respostas mais eficazes no combate a crimes violentos.
O caso teve ampla repercussão em Itaúna à época do crime, principalmente por ter ocorrido em um local público e com a presença de outras pessoas, o que gerou preocupação entre moradores e comerciantes da região.
Com a prisão de Cleidemar de Carvalho Alves, o “Lula”, e a conclusão do inquérito policial, o processo segue agora para a fase judicial, quando os fatos serão analisados pelo Poder Judiciário com base nas provas reunidas ao longo das investigações.
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