A Justiça determinou a prisão do prefeito de Turilândia (MA), Paulo Curió (União Brasil), da vice-prefeita Tânia Mendes (PRD) e de vereadores da Câmara Municipal em uma investigação que apura um grande esquema de corrupção, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos do município entre 2021 e 2025. A informação foi confirmada por autoridades do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e está relacionada à Operação Tântalo II, deflagrada na última segunda-feira (22).
A Justiça determinou a prisão do prefeito de Turilândia (MA), Paulo Curió (União Brasil), da vice-prefeita Tânia Mendes (PRD) e de vereadores da Câmara Municipal em uma investigação que apura um grande esquema de corrupção, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos do município entre 2021 e 2025. A informação foi confirmada por autoridades do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e está relacionada à Operação Tântalo II, deflagrada na última segunda-feira (22).
Desarticulação da organização criminosa
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), revelou uma estrutura hierarquizada que operava no poder público municipal com envolvimento direto de agentes políticos, empresários e servidores públicos. Segundo o Tribunal de Justiça do Maranhão, a organização criminosa atuava com empresas de fachada para fraudar licitações e desviar recursos públicos, em especial das áreas de Saúde e Assistência Social.
O principal mecanismo fraudulento identificado pelo MP-MA era a chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas contratadas pela Prefeitura emitiriam documentos sem prestação efetiva de serviços, devolvendo entre 82% e 90%
Articulação da organização criminosos
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), revelou uma estrutura hierarquizada que operava no poder público municipal com envolvimento direto de agentes políticos, empresários e servidores públicos. Segundo o Tribunal de Justiça do Maranhão, a organização criminosa atuava com empresas de fachada para fraudar licitações e desviar recursos públicos, em especial das áreas de Saúde e Assistência Social.
O principal mecanismo fraudulento identificado pelo MP-MA era a chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas contratadas pela Prefeitura emitiriam documentos sem prestação efetiva de serviços, devolvendo entre 82% e 90% do valor recebido ao núcleo político do esquema, principalmente ao prefeito e seus aliados.
Prisões e mandados
Ao todo, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão em diversos municípios do Maranhão, incluindo bairros de São Luís, Barreirinhas, Pinheiro e outras localidades, conforme detalhado pela Justiça.
Entre os que já se apresentaram e foram detidos estão:
Paulo Curió — prefeito de Turilândia, apontado como líder do esquema;
Eva Curió — primeira-dama, responsável por gerenciamento financeiro do grupo;
Tânia Mendes — vice-prefeita;
Janaína Soares Lima — ex-vice-prefeita;
Marlon Serrão — marido de Janaína;
Wandson Jhonathan Barros — contador da prefeitura, considerado operador financeiro.
A Justiça também determinou o afastamento cautelar de autoridades públicas como a pregoeira municipal e a chefe do setor de compras, além de ordenar o bloqueio de R$ 22,3 milhões nas contas dos investigados e a suspensão de pagamentos e novas contratações com empresas envolvidas no esquema.
Envolvimento de vereadores e apoio político
Além dos gestores, vereadores e ex-parlamentares foram implicados na investigação. Segundo o Ministério Público, a Câmara Municipal funcionava como parte do núcleo político que beneficiava o esquema, com pagamento de propinas e falta de fiscalização sobre os atos do Executivo.
Parte dos vereadores teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica para evitar a paralisação total da administração municipal. No entanto, cinco parlamentares seguem foragidos, e a Justiça continua as buscas para capturá-los.
Empresas de fachada, lavagem de dinheiro e papel do posto Turi
A investigação aponta que diversas empresas foram utilizadas para simular a execução de serviços públicos que nunca ocorreram. Uma das principais foi o Posto Turi, ligado ao marido da ex-vice-prefeita Janaína Lima, que teria recebido cerca de R$ 17,2 milhões em contratos com o município, parte repassada para fins pessoais e outra parte redistribuída ao núcleo do esquema.
Empresas como Luminer Serviços Ltda., SP Freitas Júnior Ltda., Climatech Refrigeração, JEC Empreendimentos e Potencial Empreendimentos também foram identificadas como atuantes na emissão de notas fiscais falsas sem prestação real de serviços.
Consequências e investigação em andamento
Os presos foram encaminhados ao Complexo de Pedrinhas, na capital São Luís, onde cumprem prisão preventiva. A Justiça determinou ainda a suspensão de atividades econômicas de operadores financeiros ligados ao esquema, como o contador Wandson Jonath Barros.
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O Ministério Público segue com as investigações para determinar a totalidade dos prejuízos aos cofres públicos, a participação individual de cada investigado e eventuais desdobramentos do caso, não descartando ainda novas prisões e medidas judiciais.
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