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Henri Castelli sofre convulsão durante Prova do Líder e deixa o BBB 26

O ator Henri Castelli, de 47 anos, deixou o Big Brother Brasil 26 nesta quarta-feira (14) após sofrer duas crises convulsivas, uma durante a Prova do Líder, que exigia resistência extrema, e outra logo após retornar à casa, mesmo depois de atendimento médico.

Segundo a produção do programa, Henri permaneceu em observação médica após os episódios e, por orientação da equipe de saúde, precisou ser desclassificado do reality, priorizando sua segurança e bem-estar.

 Primeira convulsão ocorreu após mais de 10 horas de prova

Henri participava da Prova do Líder, uma das mais longas e desgastantes da temporada, quando sofreu a primeira convulsão, por volta das 9h da manhã, após mais de 10 horas de resistência.

Assim que o ator passou mal, a produção interrompeu a prova, prestou socorro imediato e acionou a equipe médica. O participante foi retirado do local e encaminhado a um hospital, onde passou por uma bateria de exames clínicos e neurológicos.

 Retorno à casa e nova crise convulsiva

Após avaliação médica, Henri chegou a ser liberado e retornou à casa do BBB 26. Ao reencontrar os colegas de confinamento, foi recebido com aplausos e demonstrações de carinho. O ator explicou brevemente o que havia acontecido, tranquilizou os participantes e tentou retomar a convivência.

No entanto, minutos depois, Henri sofreu uma segunda convulsão, o que gerou nova mobilização da produção. Ele foi hospitalizado novamente, e os médicos recomendaram sua saída definitiva do programa.

A decisão foi anunciada ao vivo pelo apresentador Tadeu Schmidt, durante o programa exibido às 23h45.

“O Henri não vai continuar no BBB. A gente lamenta”, disse o apresentador.

 Clima de choque e preocupação na casa

As crises deixaram os participantes visivelmente abalados. Muitos demonstraram preocupação, emoção e silêncio diante da gravidade da situação. O episódio interrompeu completamente o clima de competição e reforçou a importância do cuidado com a saúde física e mental dentro do confinamento.

 O que é uma convulsão?

A convulsão é caracterizada por contrações musculares involuntárias, movimentos desordenados e, geralmente, perda de consciência. De acordo com o Ministério da Saúde, ela ocorre por uma excitação anormal da camada externa do cérebro, funcionando como uma espécie de falha elétrica temporária no sistema nervoso.

A neurologista Taíssa Ferrari Marinho, especialista em epilepsia e neurofisiologia clínica, explica que a crise convulsiva é um dos tipos mais conhecidos de crises epilépticas justamente por ser muito visível.

“O paciente perde a consciência, não responde, cai no chão e apresenta movimentos rítmicos nos braços e nas pernas. A crise costuma durar entre um e dois minutos. Durante esse tempo, a pessoa não consegue se proteger, o que pode causar quedas e machucados”, explica a médica, pós-doutora pelo Instituto Neurológico de Montreal, da McGill University.

A neurologista Camila Hobi, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), complementa que a convulsão é uma alteração da atividade elétrica cerebral, que pode se manifestar de formas diferentes.

“Dependendo da região afetada, o paciente pode permanecer acordado ou perder a consciência. A crise tônico-clônica generalizada provoca abalos nos membros, possível liberação de esfíncteres e, após o episódio, sonolência ou confusão mental”, detalha.

 Por que convulsões acontecem?

As causas de uma convulsão são diversas e nem sempre estão relacionadas à epilepsia. Entre os principais fatores estão:

  • Traumatismo craniano;

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);

  • Infecções do sistema nervoso, como meningite;

  • Tumores cerebrais;

  • Falta de oxigênio no cérebro;

  • Hipoglicemia, especialmente em diabéticos;

  • Uso ou retirada abrupta de medicamentos;

  • Privação intensa de sono, desidratação e estresse físico;

  • Epilepsia, doença caracterizada por crises recorrentes.

Segundo Camila Hobi, nem toda convulsão indica epilepsia.

“Existem crises sintomáticas agudas que surgem após um evento novo no cérebro, como trauma, sangramento ou infecção”, explica.

 Como identificar uma crise convulsiva

De acordo com especialistas, a crise costuma começar de forma abrupta. Em muitos casos, há um barulho involuntário, conhecido como grito epiléptico, seguido de rigidez muscular, queda e movimentos descoordenados.

“Se a pessoa para de responder e começa a se debater, pode ser uma crise epiléptica. O ideal é chamar ajuda imediatamente”, orienta Taíssa.

 O que fazer  e o que evitar  durante uma convulsão

O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Epilepsia orientam:

O que fazer:

  • Manter a calma e acionar o SAMU (192);

  • Deitar a pessoa de lado para evitar sufocamento;

  • Afastar objetos que possam causar ferimentos;

  • Após a crise, permitir que a pessoa descanse.

O que evitar:
  • Não segurar a pessoa à força;

  • Não tentar impedir os movimentos;

  • Não colocar objetos ou a mão dentro da boca da vítima.

“Se a crise durar mais de dois minutos ou não cessar espontaneamente, o atendimento médico urgente é essencial”, alerta a neurologista.

Após a crise, é comum que a pessoa fique sonolenta, confusa e fraca, sensação que pode durar horas.

 Toda convulsão é epilepsia?

Não. A epilepsia é caracterizada por crises recorrentes, mas uma convulsão isolada pode ocorrer por fatores metabólicos, traumas, intoxicações ou doenças temporárias.

“É como um curto-circuito no cérebro. A atividade elétrica se desorganiza por um momento e gera a crise”, explica Taíssa.

 Primeira crise exige hospital

Especialistas reforçam que toda primeira convulsão exige avaliação hospitalar imediata. Em casos de pessoas já diagnosticadas com epilepsia, o atendimento pode variar conforme o histórico e a evolução do quadro.

 Epilepsia tem cura?

Na maioria dos casos, não há cura definitiva, mas existe tratamento eficaz com medicamentos. Em situações específicas, principalmente quando há uma lesão cerebral localizada, a cirurgia pode levar à cura.

“Saber como agir diante de uma convulsão pode salvar uma vida”, reforça a neurologista.

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