As contas de água e esgoto da Copasa ficaram mais caras em Minas Gerais a partir desta quinta-feira (22 de janeiro de 2026). O aumento médio de 6,56% já aparece nas faturas dos consumidores e varia conforme o perfil de consumo e os serviços contratados.
O reajuste resulta da revisão tarifária periódica, processo regulatório realizado a cada quatro anos. Diferentemente do reajuste anual, que apenas corrige valores com base em índices econômicos, a revisão redefine toda a estrutura de preços do serviço para um novo ciclo.
Segundo a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG), a revisão considera os custos eficientes da empresa, os investimentos necessários para ampliar e melhorar os serviços, além do desempenho real da Copasa no período anterior.
Além disso, a agência afirma que o objetivo do processo é garantir o equilíbrio financeiro da companhia sem perder de vista a eficiência operacional e a justiça tarifária, especialmente para os consumidores de menor renda.
A Arsae-MG também esclareceu que o aumento não tem relação com o processo de desestatização da Copasa, tema que segue em debate no governo estadual, mas que não interfere na revisão tarifária atual.
Vale destacar que o percentual divulgado representa uma média. Na prática, o valor final da conta pode variar para mais ou para menos, dependendo do volume consumido e da categoria do imóvel. A revisão também trouxe ajustes na Tarifa Social, com faixas de desconto ampliadas para famílias de baixa renda e instituições essenciais.
Com o reajuste em vigor, especialistas recomendam atenção ao consumo e reforçam a importância do uso consciente da água, tanto para reduzir o impacto no orçamento quanto para preservar os recursos hídricos.
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