A madrugada de sábado (24), por volta de 4h, virou assunto em Divinópolis após um chamado ao Copom relatar que uma mulher clamava por socorro em um prédio na Rua Esplendor, no bairro Bom Pastor. Viaturas foram até o local e encontraram o casal envolvido, além de uma familiar que chegou para prestar apoio, conforme descrição do registro policial.
A história ganhou uma reviravolta a partir do momento em que o Divinews teve acesso ao boletim de ocorrência. O documento não sustenta a versão inicial que circulou em tom de agressão consumada, e descreve um cenário de desentendimento do casal, com gritos e exposição na área frontal do imóvel, enquanto os policiais registraram sinais visíveis de ingestão de bebida alcoólica pela mulher.
No relato atribuído à envolvida, ela disse que estava na residência do namorado quando começou uma desintendimento de cunho passional. Ela afirmou que tentou deixar o local, mas encontrou impedimento, e acionou a mãe para buscar apoio. O boletim também registra que ela não apresentava lesões e não relatou ameaças naquele momento, ao mesmo tempo em que os policiais notaram sinais claros de embriaguez durante o atendimento.
A versão apresentada pelo namorado caminha em outra direção e muda o eixo do caso. Ele relatou que a companheira ingeriu bebida alcoólica de forma imoderada e que, após discussão, ela disse que sairia do local dirigindo um veículo. Ele afirmou que impediu o deslocamento para evitar um mal maior para ela própria e à terceiros, e que, logo depois, ela foi para a parte frontal do imóvel e começou a gritar, até a chegada das viaturas.
O boletim ainda menciona a presença de uma testemunha, identificada pelas iniciais M.F.O.D., mãe da mulher. Ela relatou que o casal enfrenta problemas no relacionamento de cunho passional e disse que foi ao local para auxiliar a filha, principalmente por ter conhecimento do estado de embriaguez. Ela também afirmou que a filha não apresentava qualquer lesão, reforçando o registro feito pelos militares no atendimento.
Um trecho do documento chama atenção por indicar o nível de alteração da mulher no momento da ocorrência. O registro informa que ela não teve condições de responder ao formulário de avaliação de risco devido ao estado de embriaguez e à dinâmica do evento, e que deixou o local na companhia da mãe, encerrando o atendimento sem indicação de agressão física constatada naquele instante.
O caso, porém, não se resume a uma linha simples de “culpado” e “inocente”, porque o próprio boletim descreve que ela tentou sair e ele a impediu, ainda que ele alegue intenção de evitar perigo no trânsito. Esse tipo de situação costuma alimentar debate sobre limites, controle e risco, sobretudo quando a relação já vive tensão passional, como a testemunha relatou.
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