A Polícia Civil de Goiás prendeu, na madrugada desta quarta-feira (28), o síndico Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele, suspeitos de envolvimento direto no homicídio da corretora mineira Daiane Alves Souza, de 34 anos. A vítima estava desaparecida desde dezembro de 2025, em Caldas Novas, no sul do estado.
O corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata do município, após diligências realizadas pela Polícia Civil. A localização encerra semanas de buscas e confirma o desfecho trágico de um caso que já era tratado como prioridade pelas autoridades.
Desaparecimento ocorreu dentro do prédio onde morava
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após ser vista pelas câmeras de segurança descendo pelo elevador do prédio onde residia até o subsolo. Desde então, familiares e amigos passaram a cobrar respostas, enquanto a investigação avançava em sigilo.
Desde o início, o síndico do edifício entrou no radar da polícia. Isso porque o Ministério Público de Goiás já havia denunciado Cléber Rosa de Oliveira, de 43 anos, por perseguição contra a corretora.
MP apontou perseguição, ameaças e controle psicológico
Segundo a denúncia do Ministério Público, Cléber perseguiu Daiane de forma reiterada, adotando comportamentos que incluíam ameaças à integridade física e psicológica, além de tentativas de restringir a liberdade de locomoção da vítima.
Ainda conforme o MP, as ações do síndico teriam provocado perturbação constante da privacidade de Daiane, configurando um cenário de violência psicológica contínua — um fator que agravou a linha de investigação.
Prisões reforçam suspeita de homicídio
Com a confirmação da localização do corpo, a Polícia Civil cumpriu os mandados de prisão contra o síndico e o filho dele. Ambos seguem à disposição da Justiça, enquanto os investigadores aprofundam a apuração sobre a dinâmica do crime, motivação e possível participação de terceiros.
A polícia ainda não divulgou detalhes sobre a causa da morte, que será confirmada após laudos periciais.
Caso reacende alerta sobre violência contra mulheres
O assassinato de Daiane Alves Souza reacende o alerta sobre a escalada da violência contra mulheres, especialmente em contextos de perseguição, assédio e abuso psicológico, que muitas vezes antecedem crimes mais graves.
Familiares da vítima cobram justiça e pedem que o caso não fique impune.
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