A poetisa Adélia Prado, aos 90 anos, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na manhã desta quarta-feira (28) no Hospital São Judas Tadeu, em Divinópolis (MG), e agora segue internada em uma unidade comum para continuar o tratamento e a reabilitação.
Segundo o boletim divulgado pela equipe médica, a escritora apresenta quadro clínico estável e evolução considerada satisfatória após um período de observação intensiva e cuidados multidisciplinares.
Queda em casa e internação
Adélia Prado foi internada no hospital no dia 19 de janeiro, após sofrer uma queda em sua residência em Divinópolis, que resultou em fraturas no fêmur, punho e cotovelo.
Ela precisou passar por duas cirurgias ortopédicas para tratar as lesões, e posteriormente apresentou complicações renais, que motivaram sua entrada na UTI, onde recebeu assistência 24 horas por uma equipe médica especializada.
Melhoras clínicas e acompanhamento médico
Antes da alta da UTI, os boletins médicos já apontavam que Adélia estava acordada, orientada, hemodinamicamente estável e sem necessidade de medicamentos vasoativos. Além disso, os médicos destacaram melhora da função renal, um dos aspectos preocupantes após o acidente doméstico.
Com a transferência para um quarto de internação comum, a poetisa continuará recebendo tratamento antibiótico, fisioterapia e reabilitação, com monitoramento contínuo da equipe multiprofissional do hospital.
Legado literário de uma voz maior da poesia brasileira
Nascida em 13 de dezembro de 1935, em Divinópolis, Adélia Prado é considerada uma das maiores poetisas brasileiras vivas, com uma carreira que ultrapassa cinco décadas e extensa obra reconhecida no país e no exterior.
A poetisa ficou internacionalmente conhecida por poemas e textos que exploram o cotidiano, a fé e a condição humana, misturando o sagrado e o mundano de maneira singular. Sua trajetória inclui livros consagrados como “Bagagem” (1976) e “O Coração Disparado” (1978), entre outros.
Recentemente, Adélia recebeu importantes reconhecimentos literários, incluindo o Prêmio Camões — o mais importante da língua portuguesa — e o Prêmio Machado de Assis em 2024, reforçando sua influência duradoura na literatura brasileira.
Estado atual e próximos passos
Embora ainda esteja internada, a evolução de Adélia Prado traz alívio e esperança a familiares, leitores e a comunidade literária, que acompanharam com preocupação sua internação após o acidente.
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