Durante quase uma década, Orelha, também chamado de Preto, conquistou o carinho de moradores, pescadores e comerciantes da Praia Brava, em Florianópolis. Todos cuidavam do cão, garantindo comida, abrigo e proteção. Ele se tornou um verdadeiro cão comunitário, símbolo de convivência e afeto entre pessoas e animais.
Em 16 de janeiro de 2026, Orelha sofreu agressões brutais. Moradores o encontraram gravemente ferido. A comunidade imediatamente levou o cão a um veterinário, mas os ferimentos eram graves demais. Orelha não resistiu e precisou passar por eutanásia. A morte gerou comoção, repercutiu nas redes sociais e mobilizou a Polícia Civil.
Polícia identifica suspeitos
A Polícia Civil de Santa Catarina identificou quatro adolescentes como responsáveis pelas agressões. Dois jovens receberam mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (26), enquanto os outros dois viajaram para os Estados Unidos. O delegado-geral Ulisses Gabriel afirmou que a viagem já estava planejada antes do crime, mas coincidiu com a repercussão, chamando atenção nacional.
Durante a operação, os policiais recolheram celulares, notebooks e outros eletrônicos, que passarão por perícia detalhada. A investigação avança rapidamente, e os adolescentes devem prestar depoimento nos próximos dias.
Outro cão também sofre maus-tratos
O mesmo grupo de adolescentes também agrediu outro cão, chamado Caramelo, que quase morreu após uma tentativa de afogamento. Felizmente, ele sobreviveu. O delegado Ulisses Gabriel adotou o animal, garantindo segurança e demonstrando a importância da proteção animal.
Coação e ameaças
Três adultos respondem por coação. Eles intimidaram um porteiro que trabalhava no prédio de um dos adolescentes para impedir que ele colaborasse com a polícia. Um dos adultos chegou a utilizar uma arma de fogo, que a polícia não encontrou. As autoridades reforçam que quem tentar obstruir a investigação enfrentará medidas rigorosas.
Repercussão e justiça
O caso provocou repercussão imediata em Florianópolis e em todo o país. O governador Jorginho Melo cobrou providências rápidas, e a polícia reforçou que os responsáveis enfrentarão a justiça.
Orelha se tornou símbolo da luta contra maus-tratos a animais. Sua história lembra que a sociedade precisa proteger os animais, garantir segurança e punir com rigor quem comete crueldade.
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