As buscas pela pequena Alice Maciel Lacerda Lisboa, de 3 anos, ganharam ainda mais intensidade nesta sexta-feira (30) no distrito de Bituri, zona rural de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. A criança, que é autista e não verbal, desapareceu na tarde de quinta-feira (29) e desde então mobiliza uma grande força-tarefa formada por bombeiros, policiais militares, Defesa Civil e voluntários.
Alice desapareceu enquanto estava sob os cuidados da avó, em uma área rural da cidade. A família percebeu o sumiço no período da tarde e acionou imediatamente as autoridades. Desde então, o cenário é de angústia, mobilização e esperança.
A mãe da menina, Karine Maciel Morais, de 24 anos, fez um apelo emocionado que comoveu moradores da região e repercutiu em todo o estado.
“Pelo amor de Deus, se alguém pegou a minha filha, devolva. Ela é autista, precisa de cuidados, fica comigo o tempo inteiro. Se não puder devolver, largue ela em algum lugar seguro e avise”, pediu a mãe, visivelmente abalada.
Karine também destacou o impacto do desaparecimento na família. Segundo ela, Alice tem um irmão gêmeo, com quem convive diariamente, e que sente profundamente a ausência da irmã.
Buscas mobilizam mais de 100 pessoas
Desde o registro do desaparecimento, mais de cem pessoas participam das buscas, entre profissionais e voluntários. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais ampliou a operação e passou a utilizar drones equipados com câmeras térmicas, além de cães farejadores, para tentar localizar a criança em áreas de difícil acesso.
As buscas acontecem de forma ininterrupta, inclusive durante a noite e a madrugada. No entanto, os trabalhos enfrentam dificuldades significativas. A região possui topografia acidentada, matas fechadas e encostas íngremes, além de chuva intermitente, fatores que comprometem a eficiência das câmeras térmicas e tornam o deslocamento mais lento.
Mesmo diante dos obstáculos, as equipes seguem avançando no perímetro onde Alice foi vista pela última vez, ampliando gradualmente a área de varredura.
Comunidade mobilizada e pedido por informações
Moradores da zona rural, vizinhos e pessoas de cidades próximas se uniram às equipes oficiais, ajudando nas buscas e na divulgação do caso. A família pede que qualquer informação, por menor que pareça, seja repassada imediatamente às autoridades.
Por se tratar de uma criança autista e não verbal, o tempo é considerado um fator crítico. As forças de segurança reforçam que qualquer pista pode ser decisiva para o desfecho do caso.
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