
Em uma decisão que muitos torcedores já vinham prevendo há semanas, o Atlético‑Mineiro anunciou nesta quinta‑feira (12/02/2026) a demissão do técnico Jorge Sampaoli, encerrando sua última passagem pelo clube em meio a irregularidade crônica, erros táticos e desempenho aquém das expectativas. 
A saída do treinador argentino não chega como surpresa: o Galo viveu nos últimos meses uma montanha‑russa de resultados e falhas graves, sem conseguir dar sequência a um padrão minimamente competitivo na temporada. A equipe acumulou empates e derrotas, mostrou uma defensiva vulnerável e um ataque sem contundência, e acabou por selar o destino de Sampaoli antes mesmo de qualquer possibilidade de construção de um projeto longo. 
Tática confusa e erros recorrentes
O futebol do Atlético sob Sampaoli ficou marcado por decisões táticas que não se sustentaram. O time oscilou entre esquemas sem solidez defensiva, sofreu com escolhas de escalação questionáveis e passou boa parte da temporada com um ataque sem precisão ou criatividade suficientes para converter domínio de bola em gols. 
Em entrevistas recentes, o próprio Sampaoli admitiu a fragilidade do sistema defensivo e a falta de contundência ofensiva, chegando a dizer que a equipe estava “em dívida” com resultados por dominar o jogo sem transformar isso em vitórias. 
Um contrato longo, resultados curtos
Contratado com um contrato robusto até dezembro de 2027, Sampaoli retornou ao Galo com a promessa de um projeto de longo prazo após um histórico de altos e baixos no futebol brasileiro e europeu. Mas a teoria não se traduziu em prática: a temporada ficou marcada por empates frequentes, desempenho instável e incapacidade de impor um estilo de jogo consistente que justificasse a manutenção de um trabalho tão prolongado. 
O ápice da frustração foi refletido em resultados que ameaçaram o Atlético em competições importantes, com o time demonstrando incapacidade de vencer jogos que precisava ganhar e mostrar ambição real.
Debate interno e opinião da torcida
A demissão divide opiniões, mas muitos torcedores criticam o que consideram uma gestão errática da comissão técnica e da diretoria: contratar um treinador com histórico instável, dar carta branca tática e depois não oferecer suporte claro em termos de elenco ou convicção estratégica. 
Nas redes, torcedores expressaram desde alívio até revolta pela saída, com críticas tanto ao desempenho de Sampaoli quanto à forma como o clube gerenciou o futebol nos últimos meses. 
Próximos passos e retoques urgentes
Com Sampaoli fora, o auxiliar técnico Lucas Gonçalves assume interinamente a equipe já nas próximas partidas, em um cenário de incerteza sobre quem será o substituto definitivo e qual será a estratégia daqui para frente. 
A demissão deixa claro que, no futebol brasileiro, projetos de longo prazo duram tanto quanto resultados imediatos, e que paciência de torcida e diretoria tem limite quando um time robusto como o Atlético‑MG convive com fragilidades sistemáticas dentro de campo.


Por: Ronner Miranda
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