Geraldo Passos – LeferOnline https://leferonline.com.br O portal de notícias e guia comercial da cidade de Leandro Ferreira - MG Thu, 12 Mar 2026 22:37:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://leferonline.com.br/wp-content/uploads/2023/02/LeferOnlinefavico-100x100.png Geraldo Passos – LeferOnline https://leferonline.com.br 32 32 Pretexto perfeito: Classificar PCC e CV como organizações terroristas para invadir Brasil com apoio da direita; Sheherazade aponta risco geopolítico ao país https://leferonline.com.br/pretexto-perfeito-classificar-pcc-e-cv-como-organizacoes-terroristas-para-invadir-brasil-com-apoio-da-direita-sheherazade-aponta-risco-geopolitico-ao-pais/ https://leferonline.com.br/pretexto-perfeito-classificar-pcc-e-cv-como-organizacoes-terroristas-para-invadir-brasil-com-apoio-da-direita-sheherazade-aponta-risco-geopolitico-ao-pais/#respond Thu, 12 Mar 2026 22:37:16 +0000 https://leferonline.com.br/pretexto-perfeito-classificar-pcc-e-cv-como-organizacoes-terroristas-para-invadir-brasil-com-apoio-da-direita-sheherazade-aponta-risco-geopolitico-ao-pais/ Em política internacional, o que parece exagero num dia pode virar pauta oficial no outro. Um ensaio assinado pela jornalista Raquel Sherazade colocou o Brasil no centro de um alerta incômodo: a disputa entre Estados Unidos e China pode empurrar pressão externa para cima de países estratégicos, e o Brasil entra nessa lista pelo tamanho do mercado, pelas exportações e, sobretudo, pelas chamadas terras raras – O ensaio da jornalista Raquel Sheherazade, se encaixa perfeitamente ao sonho da direita brasileira, que apoia Trump em seu devaneio em tornar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital – PCC e Comando Vermelho – CV, em organizações terroristas. Somente para legitimar aos olhos do mundo uma invação armada ao Brasil, e com isso inteferir diretamente na política interna do país. 

O texto desenha uma guerra de bastidores. Os Estados Unidos, segundo a análise, evitam confronto direto com a China por razões óbvias, poder militar e dissuasão nuclear. Em vez disso, tentam estrangular o rival por caminhos indiretos, apertando países que abastecem o gigante asiático com petróleo, minérios e commodities.

Dentro dessa lógica, o Brasil vira alvo cobiçado. A análise lista exportações como soja, minério e carne, e destaca que o país concentra uma das maiores reservas de terras raras, insumos vitais para tecnologia, energia e indústria militar. O argumento vai além da economia. Ele aponta vulnerabilidade estratégica, um país rico em recursos, mas sem capacidade de dissuasão equivalente, o que o torna suscetível a embargos, chantagens comerciais e interferência política.

A parte mais sensível do ensaio aparece no “como”. A tese não aposta em justificativas clássicas, ditadura, teocracia, armas de destruição em massa. Ela aposta em pretexto. E o pretexto sugerido é o combate ao narcotráfico, com a possibilidade de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas, criando terreno político para medidas de força sob o discurso antiterrorismo.

Esse raciocínio divide opiniões, mas cumpre um papel. Ele provoca o debate sobre soberania em um momento em que a geopolítica deixou de ser assunto de gabinete e virou disputa de vida real, tarifa, tecnologia, indústria e alinhamento comercial.

Grifo nosso

Nos últimos dias, um fato concreto adicionou combustível político ao debate, mesmo sem aparecer no ensaio original. Um assessor do governo Trump, Darren Beattie, ligado à formulação de políticas dos Estados Unidos para o Brasil, pediu para visitar Jair Bolsonaro, que cumpre pena em Brasília. A autorização judicial para a visita saiu dentro das regras do sistema prisional, com data e horário definidos.

O gesto tem peso simbólico e diplomático. Um emissário estrangeiro busca contato com um ex-presidente preso, no meio de uma disputa global e de um ambiente interno já tensionado. Isso não prova tese de intervenção, nem cria automaticamente uma crise de soberania. Mas acende radar. Em diplomacia, visita também fala. Às vezes fala mais do que nota oficial.

O ponto que preocupa analistas não é a conversa em si. É o recado que ela pode produzir, tanto para o público interno, quanto para a arena internacional. Em um cenário de polarização, qualquer gesto externo vira munição, para denunciar perseguição, para alimentar teoria de cerco, ou para tentar pressionar instituições brasileiras.

O Brasil, nesse contexto, precisa agir com dois cuidados ao mesmo tempo. Não pode rir do assunto como se fosse folclore. Também não pode entrar em pânico e virar refém de narrativas. O caminho mais inteligente é o de Estado, transparência institucional, firmeza diplomática, leitura estratégica do tabuleiro e proteção da soberania com serenidade.

A discussão levantada pelo ensaio, somada ao gesto do assessor americano, joga luz sobre um risco real. O país não escolhe quando vira peça de xadrez. Mas escolhe como se posiciona quando percebe o tabuleiro. E, em 2026, tudo indica que o tabuleiro está bem mais perto do Brasil do que muita gente gostaria de admitir.

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Prefeitura de Divinópolis admite “medição 10x” em contratos de máquinas e confirma exoneração após operação do GAECO (vídeo) https://leferonline.com.br/prefeitura-de-divinopolis-admite-medicao-10x-em-contratos-de-maquinas-e-confirma-exoneracao-apos-operacao-do-gaeco-video/ https://leferonline.com.br/prefeitura-de-divinopolis-admite-medicao-10x-em-contratos-de-maquinas-e-confirma-exoneracao-apos-operacao-do-gaeco-video/#respond Thu, 12 Mar 2026 22:37:15 +0000 https://leferonline.com.br/prefeitura-de-divinopolis-admite-medicao-10x-em-contratos-de-maquinas-e-confirma-exoneracao-apos-operacao-do-gaeco-video/ A Operação Ghost Machine, deflagrada nesta quinta-feira (12) pelo GAECO Regional Divinópolis e pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, ganhou novo capítulo político dentro do próprio Centro Administrativo – Em entrevista coletiva na Prefeitura, o assessor especial do prefeito, Fernando Henrique, e o secretário de Governo, Matheus Tavares, traçaram a versão oficial do Executivo sobre como a apuração começou e por que a gestão afirma ter colaborado com o Ministério Público desde o início.

Segundo os representantes, o prefeito passou a receber denúncias no começo de 2025. Parte chegou de forma anônima. Parte teria vindo de servidores da própria Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos. A Prefeitura relatou que houve uma apuração preliminar e que uma sindicância anterior, feita meses antes, não conseguiu constatar ilícitos. Mesmo assim, as novas denúncias levaram a gestão a agir – O Divinews apurou que existe uma divergência de data, na coletiva foi dito que o secretário foi exonerado em abril, e não em fevereiro, como foi relatado na coletiva de imprensa.

A decisão, de acordo com Fernando Henrique, foi dupla. Trocar o comando da secretaria e, no mesmo ato, levar as informações ao Ministério Público para investigação completa. A fala foi direta ao explicar a limitação do Executivo. A Prefeitura afirma não ter aparato técnico e investigativo para confirmar crimes, como o MP e as polícias conseguem fazer. Por isso, optou por formalizar a notícia.

No roteiro apresentado, a troca do secretário marcou uma virada administrativa. A gestão afirma que, com Matheus à frente da pasta, foi possível manter e ampliar serviços e, ao mesmo tempo, reduzir gastos. O número citado na coletiva virou o principal argumento político da Prefeitura. A gestão afirma ter alcançado economia de quase R$ 20 milhões em menos de um ano, com revisão de contratos, redução de itens considerados desnecessários e novas licitações.

Esse ponto foi usado como sinal de que havia algo fora do normal na rotina anterior. A leitura da Prefeitura é que, se o serviço continuou e melhorou com menos gasto, a conta anterior merece suspeita. Questionados sobre como haveria favorecimento se as contratações são por licitação, os representantes apontaram a explicação que entenderam da coletiva do Ministério Público e da nota oficial.

A hipótese principal não seria vício formal na licitação. Seria fraude na execução, especialmente nas medições do serviço prestado, com pagamento maior do que o realizado. Fernando Henrique resumiu a lógica que, segundo ele, foi descrita na investigação. Uma empresa faria o serviço X, mas a medição registraria 10X, elevando pagamento e abrindo margem para retorno ilícito.

A Prefeitura também confirmou que algumas empresas investigadas ainda prestam serviço. Segundo Matheus Tavares, novas licitações ocorreram e essas mesmas empresas venceram por menor preço, dentro da regra do processo licitatório. O secretário afirmou que a gestão passou a conferir empenho por empenho, serviço por serviço, como forma de travar distorções. O discurso reforça que o problema estaria no controle da execução, não no rito do edital.

Outro ponto sensível foi tratado com objetividade. A Prefeitura afirmou que recebeu recomendação para exoneração de uma servidora que ainda estava no cargo e que o decreto já foi assinado, com desligamento imediato. A coletiva confirmou o que o GAECO divulgou, 4 prisões preventivas, sendo 2 servidores e 2 empresários. A Prefeitura disse não ter sido informada oficialmente dos nomes e reforçou que a investigação segue sob sigilo.

Sobre os servidores presos, a Prefeitura indicou que abrirá procedimento administrativo disciplinar. A gestão afirmou que o Ministério Público apura o crime e que o município precisa apurar a conduta administrativa. A fala apontou para possível desfecho duro, caso as provas se confirmem. A Prefeitura sinalizou que o caminho administrativo pode culminar em demissão, seguindo o rito interno e o direito de defesa.

Houve questionamento sobre contaminação de outros setores. Fernando Henrique disse que o município tem Controladoria Geral e que ela deve ampliar auditorias, com foco nos contratos ainda vigentes e na forma de fiscalização da execução. A Prefeitura também afirmou que não houve qualquer pressão política para travar a investigação. O Executivo sustenta que levou os fatos e manteve portas abertas para documentos, oitivas e informações.

Na prática, a coletiva teve uma intenção clara. A Prefeitura buscou se posicionar como autora da provocação institucional que deu origem ao caso e como gestora que revisou contratos e reduziu gastos. Ao mesmo tempo, a entrevista expôs um risco. Se a tese da “medição inflada” se confirmar, o dano não é apenas penal. Ele é administrativo, financeiro e político, porque envolve contratos, fiscalização e controle interno.

A Operação Ghost Machine agora entra na fase de análise de material apreendido e aprofundamento de provas. O que a Prefeitura tenta sustentar é que a gestão atual não apenas reagiu, mas acionou o sistema para investigar.

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Operação Ghost Machine: GAECO prende 4, mira esquema na Secretaria de Operações e Serviços Urbanos de Divinópolis; e acha R$ 185 mil em caixa de sapato https://leferonline.com.br/operacao-ghost-machine-gaeco-prende-4-mira-esquema-na-secretaria-de-operacoes-e-servicos-urbanos-de-divinopolis-e-acha-r-185-mil-em-caixa-de-sapato/ https://leferonline.com.br/operacao-ghost-machine-gaeco-prende-4-mira-esquema-na-secretaria-de-operacoes-e-servicos-urbanos-de-divinopolis-e-acha-r-185-mil-em-caixa-de-sapato/#respond Thu, 12 Mar 2026 19:48:19 +0000 https://leferonline.com.br/operacao-ghost-machine-gaeco-prende-4-mira-esquema-na-secretaria-de-operacoes-e-servicos-urbanos-de-divinopolis-e-acha-r-185-mil-em-caixa-de-sapato/ A manhã desta quinta-feira (12) começou com sirenes e mandados em Divinópolis. O GAECO Regional, em atuação integrada com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, deflagrou a Operação Ghost Machine e cumpriu 4 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, todos em endereços residenciais.

A coletiva concedida na sede do Ministério Público deixou claro que a investigação permanece sob sigilo e que o órgão decidiu falar à imprensa apenas para prestar contas do que foi executado nesta fase. Um dos responsáveis pela apuração, promotor do GAECO, Leandro Willis  resumiu o momento como etapa de “deflagração de indícios muito fortes”, mas reforçou que o trabalho ainda exige análise de grande volume de aparelhos e documentos apreendidos. A expectativa anunciada é encerrar a investigação no prazo de cerca de 60 dias, quando o sigilo deverá ser levantado e o Ministério Público poderá detalhar fatos com mais amplitude.

Como começou
Segundo os promotores, a investigação nasceu dentro da Promotoria do Patrimônio Público a partir de uma representação levada pelo prefeito ao Ministério Público em março de 2025. Na ocasião, foram relatadas suspeitas de irregularidades no âmbito da secretaria responsável por operações e serviços urbanos, com o próprio Executivo informando que já havia promovido mudança de comando e, em seguida, encaminhado elementos para apuração.

A investigação avançou com medidas típicas de apuração robusta, como afastamento de sigilo bancário e, depois, sigilo telemático, que envolve dados de comunicações. A partir desse conjunto, o Ministério Público diz ter chegado a um ponto de maturidade que justificou as prisões e as buscas desta quinta-feira.

Quem foi preso
O Ministério Público não divulgou nomes durante a coletiva, mantendo o sigilo. Oficialmente, o que foi confirmado é que há 4 presos, sendo 2 servidores públicos e 2 empresários. Um dos servidores é efetivo e lotado na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos, e segue em atividade. O outro, segundo os promotores, estava licenciado no momento da deflagração.

Nos bastidores, circula a suspeita de que um dos presos seja Gustavo Mendes, ex-secretário municipal de Operações e Serviços Urbanos, exonerado há alguns meses pelo prefeito Gleidson Azevedo. Até o momento, porém, essa identificação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades na coletiva, e o Divinews mantém o registro como informação ainda não oficial.

Um segundo nome, revelado ao Divinews, por fonte de dentro do Pátio da Prefeitura, seria Thiago Henrique, coordenador de transporte da SEMSUR; um dos empresários pode ser, também segundo a mesma fonte, Caio, da CCR; e o quarto nome, ainda segundo tal fonte, pode ser Marcos, dos caminhões pipas.

Empresas e o “coração” do esquema
A operação mira suspeitas envolvendo contratos de locação de máquinas com operador, um tipo de contratação que, segundo o Ministério Público, tem fiscalização mais difícil, porque a medição costuma ser por hora trabalhada e depende de controle rigoroso da execução.

Foi nesse ponto que o Ministério Público descreveu o mecanismo suspeito. A linha de apuração aponta direcionamento de procedimentos e combinação para favorecer determinados fornecedores. Em troca, haveria benefício financeiro a agentes públicos. A suspeita mais grave é a de medições fraudadas, com pagamento por volume de serviço superior ao efetivamente prestado, e retorno em forma de propina.

Na coletiva, foi dito que os contratos envolvidos são milionários, cerca de R$ 37 milhões, e que a propina, pela estimativa preliminar, teria superado R$ 2 milhões. Os promotores também mencionaram que o recorte inicial considera contratos ativos com as empresas investigadas, sem descartar que outros contratos e outros agentes possam entrar no radar após a análise do material apreendido.

O que foi apreendido
A deflagração teve foco em dinheiro em espécie sem origem demonstrada, aparelhos celulares e dispositivos eletrônicos, para “fechamento das provas”. Um dos integrantes das forças de segurança detalhou que, em um dos alvos, foram encontrados R$ 185 mil em dinheiro vivo escondidos em caixas de sapato. Também houve apreensão de uma arma calibre 12, com munições calibre 12 e munições calibre 32, além de celulares.

Importante, as autoridades afirmaram que não foram cumpridos mandados em repartições públicas, apenas em residências dos alvos, e que as diligências ocorreram sem incidentes.

Quantos podem estar envolvidos
Embora apenas 4 prisões preventivas tenham sido cumpridas, a operação teve 14 alvos no total, entre buscados e presos, segundo o Ministério Público. O próprio GAECO afirmou que a fase pós-deflagração, com análise de celulares, documentos e depoimentos, deve clarear se há novos agentes públicos, novos empresários e outros contratos sob suspeita.

Ainda nesta quinta-feira, promotores informaram que se reuniriam com o atual secretário da pasta e com o controlador interno do município para compartilhar informações e recomendar auditoria, além de atenção especial aos contratos considerados suspeitos. Também foi mencionada a possibilidade de retirada administrativa de um servidor que não foi preso, mas teria sido alvo de busca, como medida de cautela dentro da própria estrutura municipal.

O que acontece agora
A partir desta fase, o caso entra no trecho mais delicado, separar o que foi efetivamente executado do que teria sido maquiado, definir o que virou pagamento indevido, como o dinheiro teria circulado e quais agentes teriam facilitado o esquema. O Ministério Público reforçou que só poderá dar nomes, empresas e detalhes completos quando o sigilo for levantado e a denúncia for apresentada.

Até lá, o que já está posto é pesado. Quatro prisões preventivas, dinheiro vivo escondido, arma apreendida, contratos milionários e suspeita de propina superior a R$ 2 milhões. E, politicamente, um detalhe que não passa despercebido, a apuração foi iniciada após representação levada pelo próprio Executivo municipal, o que tende a aumentar o impacto institucional do caso.

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“Senado exige composição maior”: Eduardo Azevedo reforça que Gleidson Azevedo deve disputar vaga federal https://leferonline.com.br/senado-exige-composicao-maior-eduardo-azevedo-reforca-que-gleidson-azevedo-deve-disputar-vaga-federal/ https://leferonline.com.br/senado-exige-composicao-maior-eduardo-azevedo-reforca-que-gleidson-azevedo-deve-disputar-vaga-federal/#respond Wed, 11 Mar 2026 00:46:24 +0000 https://leferonline.com.br/senado-exige-composicao-maior-eduardo-azevedo-reforca-que-gleidson-azevedo-deve-disputar-vaga-federal/ O deputado estadual Eduardo Azevedo confirmou ao Divinews, nesta terça-feira (10), o teor integral da entrevista publicada pelo EM, e encaminhou ao portal o vídeo e o link com o conteúdo. Na prática, Eduardo reafirmou a linha que vem defendendo nos bastidores e agora expôs de forma pública: ele considera mais prudente que o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, seu irmão, e também do senador Cleitinho,  dispute uma vaga na Câmara dos Deputados, e não uma cadeira no Senado, na próxima eleição.

Eduardo construiu o argumento em cima de um ponto que, para ele, muda completamente o jogo. A eleição para senador é majoritária, exige articulação ampla e depende de arranjos que ultrapassam a força local. Na entrevista, ele reconheceu competência e dedicação do irmão, mas insistiu que o momento pede “passo seguro”. Ele resumiu assim: “Eu acho mais prudente, neste momento, que o Gleidson dispute a Câmara dos Deputados.”.

O deputado ainda reforçou que não duvida da capacidade do prefeito para um voo maior. Porém, ele aponta o Senado como uma disputa mais dura, com composição mais complexa e com peso estratégico na montagem de chapas. A lógica dele é simples: em eleição majoritária, não basta vontade. O candidato precisa de alianças largas, amarrações regionais e alinhamento de projeto, porque a vaga vira peça central na formação do tabuleiro estadual.

Na conversa, Eduardo também descreveu o perfil do irmão como mais adequado ao embate direto e à atuação “combativa” na Câmara, um terreno em que, segundo ele, Gleidson teria mais aderência política agora. Essa avaliação tenta colocar a candidatura federal como etapa natural, sem queimar pontes com a ambição futura. Ele reforça a ideia de escada política: primeiro Câmara, depois, em outro momento, Senado.

O entrevistador também puxou uma questão que aparece como subtexto do debate mineiro. Se o senador Cleitinho vencer para governador, a cadeira no Senado abre. E, numa hipótese dessas, muita gente passa a olhar para a vaga como prêmio e como poder. Eduardo tratou isso como possibilidade, mas insistiu em cautela. Ele defendeu “um passo de cada vez” e voltou a dizer que a opção mais segura, no cenário atual, passa pela Câmara.

Por trás dessa fala, existe uma mensagem política mais ampla. A direita mineira vive disputa de comando e disputa de palanque. A vaga ao Senado, por ser majoritária e simbólica, costuma funcionar como peça de negociação com aliados, e não como simples extensão de uma base municipal. Eduardo deixa isso claro quando afirma que a cadeira “faz diferença” na formação do jogo do Executivo, porque ela amarra alianças e cria convergência de grupos.

Ao confirmar o conteúdo ao Divinews, Eduardo também tenta controlar ruídos. Ele sinaliza que não falou “de impulso” nem deixou margem para interpretação: ele sustenta a tese com convicção. E, ao fazer isso em um momento em que o nome Azevedo aparece com força em discussões de 2026, ele também envia recado para o próprio campo político: existe cálculo e existe estratégia, não apenas desejo.

A entrevista, portanto, virou mais do que opinião sobre um parente. Virou indicação explícita de rota. Eduardo põe a Câmara como caminho “prudente” e o Senado como degrau que exige muito mais do que popularidade local. Ele reconhece o potencial do irmão, mas aponta o mapa real do poder: eleição majoritária cobra coalizão, e coalizão não nasce de improviso.



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Senado em Minas vira “guerra de duas vagas” e pesquisa põe Viana na frente, com Aécio e Marília no cangote https://leferonline.com.br/senado-em-minas-vira-guerra-de-duas-vagas-e-pesquisa-poe-viana-na-frente-com-aecio-e-marilia-no-cangote/ https://leferonline.com.br/senado-em-minas-vira-guerra-de-duas-vagas-e-pesquisa-poe-viana-na-frente-com-aecio-e-marilia-no-cangote/#respond Tue, 10 Mar 2026 20:42:46 +0000 https://leferonline.com.br/senado-em-minas-vira-guerra-de-duas-vagas-e-pesquisa-poe-viana-na-frente-com-aecio-e-marilia-no-cangote/ A corrida pelo Senado em Minas Gerais entrou na fase em que não existe “cadeira garantida” sem campanha pesada, e o motivo é simples: são duas vagas em disputa e muita gente grande no tabuleiro. A pesquisa mais recente sobre o tema desenha um cenário de pelotão, com três nomes acima de 24% e um bloco de branco, nulo e indecisos que ainda tem força suficiente para embaralhar o resultado até a reta final.

O que chama atenção no cenário estimulado é a fotografia do topo. No Cenário 1, Carlos Viana aparece com 32,2%, seguido por Aécio Neves com 26,1% e Marília Campos com 25,7%. Alexandre Silveira surge com 16,6%, Marcelo Aro com 13,8%, Domingos Sávio com 9,6% e Áurea Carolina com 6,9%. Entre os que não se posicionaram, 12,0% disseram nenhum, branco ou nulo, e 7,8% ficaram em não sabe ou não opinou.

Esse desenho explica por que o Senado virou o principal objeto de desejo e tensão no estado. A briga não é apenas por “ser competitivo”. A briga é por entrar no grupo dos dois primeiros, porque a regra do jogo é matemática pura. E quando três nomes aparecem muito próximos, qualquer oscilação de campanha, rejeição, aliança e “puxador” regional pode trocar o segundo colocado sem fazer barulho.

No Cenário 2, o recorte muda, e o recado do eleitor muda junto. Viana segue na frente com 31,0%, Aécio marca 25,5%, e Marília Campos cai para 24,1%, ainda no bolo principal. O dado que altera o tabuleiro é a entrada de Alexandre Kalil, que aparece com 23,3%, praticamente colado na disputa pela segunda vaga. Marcelo Aro mantém 13,8%, Domingos Sávio 9,6% e Áurea Carolina 6,7%. Branco, nulo e nenhum fica em 11,0% e os indecisos em 7,3%.

A leitura política é direta. O Senado, hoje, não tem um “segundo nome” consolidado. O primeiro lugar aparece com uma vantagem razoável, mas a segunda vaga vira campo de batalha dependendo de quem entra no cenário. E quando Kalil aparece competitivo, ele cria uma nova tensão para quem já se via como “natural” na segunda posição.

Outro ponto que merece atenção é que a pesquisa trata o Senado com a lógica correta, o eleitor poderá citar até dois nomes, já que serão duas escolhas em 2026. Isso costuma elevar percentuais e também espalhar votos, porque o eleitor pode dividir preferências, fazendo alianças informais no imaginário popular, como “voto em um de cada campo” ou “voto em dois do mesmo bloco”. Em eleição de duas vagas, a campanha tende a ser menos sobre destruir o adversário e mais sobre garantir lugar entre os dois primeiros.

Quando se olha para a pergunta espontânea, o retrato muda e mostra por que o Senado ainda tem caminho de campanha pela frente. A espontânea registra 80,2% em não sabe ou não opinou, 6,0% em ninguém, branco ou nulo, e uma pulverização muito baixa entre nomes. Isso indica que, fora da lista estimulada, o eleitor ainda não “trava” o Senado na cabeça, o que abre espaço para crescimento, mas também para viradas rápidas com pouca antecedência.

Em termos de bastidor, esse é o tipo de pesquisa que faz partido e grupo político acelerarem conversas de aliança. Porque o Senado é caro, é estadual, exige palanque em muitas regiões e, principalmente, exige coordenação. Quem entra isolado corre o risco de ficar “terceiro colocado” com votação alta, e isso, em duas vagas, é derrota do mesmo jeito.

A pesquisa também deixa um aviso silencioso. Branco, nulo e indecisos, somados, continuam representando um pedaço relevante do eleitorado mesmo no estimulado. Isso significa que há voto em disputa e há eleitor que pode migrar por impulso de campanha, por endosso, por rejeição a um nome, ou simplesmente por percepção de “quem está viável”. É esse tipo de massa que transforma uma corrida embolada em corrida imprevisível.

Em resumo, o Senado em Minas está no ponto exato de ebulição. Há liderança, mas não há tranquilidade. Há favoritos, mas não há garantia. E há uma segunda vaga que, hoje, parece aberta o suficiente para virar o principal ringue político de 2026 no estado.

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Confusão em Cláudio-MG: dono de jornal persegue Darley Lopes e joga tijolo contra o vereador (vídeo) https://leferonline.com.br/confusao-em-claudio-mg-dono-de-jornal-persegue-darley-lopes-e-joga-tijolo-contra-o-vereador-video/ https://leferonline.com.br/confusao-em-claudio-mg-dono-de-jornal-persegue-darley-lopes-e-joga-tijolo-contra-o-vereador-video/#respond Mon, 09 Mar 2026 23:37:32 +0000 https://leferonline.com.br/confusao-em-claudio-mg-dono-de-jornal-persegue-darley-lopes-e-joga-tijolo-contra-o-vereador-video/ Uma confusão grave, com clima de intimidação e risco real de agressão, marcou a rotina política de Cláudio-MG e terminou dentro das dependências da Prefeitura. O episódio, segundo relatos preliminares, começou durante uma reunião conjunta ordinária das comissões da Câmara Municipal e seguiu pela rua, no trajeto em que o vereador Darley caminhava em direção ao Executivo. No fim, a tensão explodiu com a informação de que um tijolo teria sido arremessado contra o parlamentar, que correu para dentro do prédio, fechou a porta, gritou por socorro e pediu que acionassem a polícia.

O pivô da confusão, conforme a narrativa apresentada pelo vereador, foi o proprietário do jornal local “Cidade Carinho”, conhecido na cidade pelo apelido de “Buiu”. Ainda no plenário, Darley afirma que o homem passou a ofender e provocar, em um ambiente que deveria garantir respeito mínimo à fala de quem ocupa a tribuna e de quem acompanha a reunião. O vereador relata que o comportamento extrapolou a crítica política e entrou no terreno do constrangimento, com gestos, interrupções e ações que, na visão dele, desmoralizam o trabalho legislativo.

Durante a reunião, Darley pediu aparte e verbalizou a indignação diante do que classificou como um descontrole tolerado dentro da própria Casa. Ele questionou até quando a Câmara aceitaria a presença de alguém que, segundo ele, recebe ou já recebeu dinheiro público e, ao mesmo tempo, desrespeita oradores e servidores. No trecho mais duro, o parlamentar criticou a manutenção de qualquer relação institucional com alguém que, na avaliação dele, transforma o plenário em palco de hostilidade. “Uma pessoa que ganha dinheiro da Câmara desrespeitando a oradora, fazendo sinais para ela, e até jogando água no assessor do Frederico. Até quando isso vai acontecer nesta Casa?” disse o vereador, ao denunciar o que afirma ter ocorrido.

O ambiente se deteriorou a tal ponto que o presidente precisou encerrar a transmissão da reunião, numa tentativa de conter o desgaste público e evitar que o tumulto ganhasse proporções ainda maiores. A interrupção da transmissão, por si, já indica a gravidade do momento, porque reunião de comissão, em regra, segue um rito formal e previsível. Quando o comando interrompe a exibição, ele sinaliza que a ordem saiu do controle.

Após o encerramento, a situação não esfriou. Pelo contrário. Darley relata que as ofensas e ameaças continuaram e que o mesmo homem teria ampliado o ataque verbal contra pessoas presentes, além de atingir uma oradora ligada à Prefeitura, que abordava um tema considerado importante para o município. O vereador também afirma que o agressor arremessou água, acertou pessoas e elevou a tensão no momento em que a reunião se dissolvia e os participantes deixavam o local.

É nesse ponto que o caso sai do plano político e entra no plano da segurança pública. Segundo a versão apresentada, o confronto se estendeu para fora do Legislativo e acompanhou o trajeto do vereador. Já nas proximidades do Executivo, a tentativa de agressão teria ocorrido com o arremesso de um tijolo. O parlamentar, então, buscou abrigo dentro da Prefeitura, fechou a porta e pediu ajuda, enquanto solicitava o acionamento da polícia.

Ainda de acordo com o relato, a Guarda Municipal chegou ao local para colher informações e registrar os primeiros relatos, enquanto o vereador cobrava providências e dizia que não aceitaria normalização de ameaças. Ele sustenta que as ofensas não começaram naquele dia e que já enfrentava ataques anteriores, inclusive em publicações e abordagens fora do plenário. A diferença agora, segundo ele, foi a presença de testemunhas e a ocorrência em ambiente público e institucional, o que ele entende como elemento que reforça a gravidade e exige resposta firme.

O episódio também reacende um debate incômodo para qualquer cidade pequena ou média. A crítica é legítima e faz parte do jogo democrático. A imprensa é livre e deve fiscalizar. O cidadão pode protestar. Mas o espaço público não pode virar arena de intimidação, ameaça e violência. Quando um conflito migra do microfone para o tijolo, o município perde o controle do debate e entra em uma escalada perigosa, que constrange a atuação parlamentar, intimida servidores e cria um ambiente de medo no coração do poder público.

O caso agora depende de formalização e apuração. A ocorrência precisa registrar versão, testemunhas e, se houver, imagens de câmeras internas ou externas. A Prefeitura e a Câmara também precisam esclarecer quais medidas adotarão para garantir segurança em reuniões, preservar o funcionamento institucional e impedir repetição de episódios semelhantes. Em situações assim, a resposta rápida tem função dupla: proteger pessoas e preservar a autoridade do próprio Estado no espaço público.

Outros vereadores sob o manto do anônimato para não gerar desgaste com o Executivo e com o próprio vereador da casa, que é da base alinhadíssima do prefeito, disseram que o imbroglio era político. Minimizando o fato. O Divinews tentou falar com o vereador Darley, porém não obteve retorno.

A TRETA POLÍTICA EM CLÁUDIO; QUE ACABOU EM TENTATIVA DE AGRESSÃO COM TIJOLADA

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Guerra na direita: Nikolas Ferreira mistura indecisos da espontânea para relativizar liderança da estimulada em Minas https://leferonline.com.br/guerra-na-direita-nikolas-ferreira-mistura-indecisos-da-espontanea-para-relativizar-lideranca-da-estimulada-em-minas/ https://leferonline.com.br/guerra-na-direita-nikolas-ferreira-mistura-indecisos-da-espontanea-para-relativizar-lideranca-da-estimulada-em-minas/#respond Sat, 07 Mar 2026 23:37:31 +0000 https://leferonline.com.br/guerra-na-direita-nikolas-ferreira-mistura-indecisos-da-espontanea-para-relativizar-lideranca-da-estimulada-em-minas/ O jogo eleitoral em Minas Gerais já entrou na fase em que a pesquisa vale menos pelo número e mais pelo uso político do número. Um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira virou peça dessa disputa porque ele escolheu um caminho específico: não atacou diretamente o líder das intenções de voto, senador Cleitinho, mas tentou reduzir o peso dessa liderança ao inflar o “oceano de indecisos” e vender a ideia de que tudo ainda está em aberto. Só esqueceu de falar que os tais 70,72% é na espontânea, na estimulada o número cai consideravelmente. O deputado comparou banana com laranja. Se confundiu e fez uma salada de frutas, e não projeções corretas dos institutos de pesquisas. 

No conteúdo transcrito, Nikolas abre o raciocínio como quem anuncia uma escolha e, ao mesmo tempo, pede freio na reação do próprio público. Ele diz que “esse ano o apoio vai para o vice-governador” e, em seguida, faz uma pausa para reconhecer que há outros nomes no tabuleiro, incluindo o senador que lidera pesquisas e outros potenciais concorrentes.

A estratégia aparece no trecho seguinte, quando ele desloca o foco para um dado que muda a percepção do eleitor. Ele afirma que “70%, 72% não sabem em quem votar”, tanto para Senado quanto para Governo, e chama isso de “um oceano” para decidir até abril.

Em termos de narrativa, esse movimento serve para um objetivo claro: se a maioria ainda não escolheu, então um candidato que aparece com 1 dígito pode se vender como viável, desde que consiga capturar esse “oceano”, quase que sozinho.

O detalhe é que esse “oceano” existe mesmo, mas ele precisa ser interpretado com régua técnica. Pesquisas com pergunta espontânea costumam mostrar indecisão alta porque o eleitor não cita nomes sem estímulo. Um levantamento amplamente divulgado no ano passado registrou 75,9% de “não sabe ou não opinou” na pergunta espontânea para governador em Minas, um patamar até maior do que o citado no vídeo. Ou seja, o número alto pode ser real, mas isso não significa que o líder “não lidera”. Significa que a liderança se mede melhor em cenário estimulado, quando os nomes aparecem na tela.

É aqui que entra a leitura política. Ao falar de 70% a 72% indecisos, Nikolas troca a fotografia principal. Ele sai do terreno em que um nome dispara e entra no terreno em que tudo parece “aberto”, mesmo quando não está. Esse tipo de enquadramento funciona como salvaguarda para um projeto que ainda não decolou, porque ele cria a sensação de “ainda dá tempo”, mesmo com o contraste entre quem lidera e quem patina.

O vídeo também usa outro recurso conhecido. Ele mistura eleição estadual com plebiscito nacional. Em vez de discutir Minas por Minas, ele coloca Minas como trincheira contra o PT e tenta transformar a escolha do governador em extensão do julgamento do governo Lula. Ele afirma que “Minas não quer PT”, fala em promessas não cumpridas e em gastos, e usa esse pacote como cola eleitoral. Esse enquadramento não mira apenas o eleitor indeciso. Ele mira o eleitor conservador que decide mais por identidade do que por gestão.

No trecho final, Nikolas sinaliza que a decisão não será só dele. Ele menciona conversas com Flávio e com Rogério Marinho, descreve “construção” e diz que sairá um “nome forte” para continuar resolvendo problemas do estado. Aqui ele planta a ideia de coordenação nacional, como se Minas fosse peça de um projeto maior. Esse recado conversa diretamente com a pressão por palanque presidencial e com o desejo de controlar a direita mineira a partir de Brasília.

O efeito prático do vídeo, porém, aparece no subtexto. Quando ele reforça indecisos e fala em “oceano”, ele reduz o impacto do favoritismo do líder e dá oxigênio para quem está atrás. Ele não precisa dizer “o líder não é tudo”. Ele faz o público concluir isso sozinho. A operação é de narrativa, não de ataque frontal.

A discussão sobre chances, portanto, depende do que se mede. Na espontânea, indecisos podem superar 70% e isso é comum. No estimulado, a disputa costuma se organizar e a liderança aparece com mais nitidez. Por isso, quando alguém escolhe falar apenas do “oceano”, ele tenta manter a eleição em estado líquido, porque estado líquido favorece quem ainda não tem densidade eleitoral.

O que o vídeo revela é simples. Minas já virou palco de disputa dentro da própria direita. Parte do campo quer se render ao líder e buscar composição. Outra parte quer insistir em um nome institucional, mesmo com baixa tração, apostando em tempo, estrutura e narrativa nacional. Nikolas, ao escolher o argumento dos indecisos, sinaliza que ele prefere alongar o jogo e impedir que a liderança do outro vire consenso automático.

Fato é que nas pesquisas para governador de Minas em 2026, o Divinews pesquisou e encontrou o seguinte desenho dos institutos de pesquisas.

Minas Gerais – Governador 2026 – Indecisos por instituto (ordem cronológica)

1) Genial/Quaest

  • Campo: 04–09/12/2024

  • Publicação: 12/12/2024

  • Indecisos (cenário estimulado): 13%

2) Paraná Pesquisas

  • Campo: 01–05/10/2025

  • Publicação: 08/10/2025

  • Indecisos (cenário estimulado principal): 5,9%

3) Real Time Big Data

  • Campo: 08–09/12/2025

  • Publicação: 10/12/2025

  • Indecisos (cenário estimulado): 20%

4) F5 Atualiza Dados

  • Campo: 08–10/12/2025

  • Publicação: 15/12/2025 (divulgação por veículo que repercutiu o levantamento)

  • Indecisos (cenário estimulado): 20%

Em pesquisa eleitoral, laranja é uma coisa e banana é outra

  • Espontânea tende a ter indecisão muito maior. Ex.: na Real Time Big Data, o próprio texto mostra que 86% disseram não ter definido voto na pergunta espontânea.

  • Já na estimulada, o indeciso cai e vira um número “usável” politicamente (tipo 5,9%, 13%, 20%).

Se essa aposta, essa estratégia de Nikolas e seu grupo dará certo, só o tempo e novas pesquisas mostrarão. Mas o movimento está feito. Em Minas, a guerra agora não é só por votos. É por interpretação dos números.

Matéria produzida com auxílio de um estatístico e de IA

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Xadrez político de Nova Serrana trava; Fábio Avelar segura o tabuleiro https://leferonline.com.br/xadrez-politico-de-nova-serrana-trava-fabio-avelar-segura-o-tabuleiro/ https://leferonline.com.br/xadrez-politico-de-nova-serrana-trava-fabio-avelar-segura-o-tabuleiro/#respond Sat, 07 Mar 2026 21:37:43 +0000 https://leferonline.com.br/xadrez-politico-de-nova-serrana-trava-fabio-avelar-segura-o-tabuleiro/ Nova Serrana vive um daqueles momentos em que a política parece estar em movimento, mas as peças no tabuleiro, na prática, não andam. Elas até se levantam, ensaiam passos, anunciam pré-candidaturas e fazem barulho. Só que a jogada principal, a que define o jogo, ainda não aconteceu. E enquanto ela não acontece, o município assiste a uma disputa com cara de improviso, como aquele jogador amador que antes da jogada põe a mão na peça mas fica com medo de confirmar o lance.

No centro desse cenário está o prefeito Fábio Avelar. Ex-deputado estadual por vários mandatos, ele assumiu o Executivo com peso político e expectativa alta. Só que, agora, o bastidor cobra definição. A pergunta que ronda a cidade é simples e explosiva: ele ficará mesmo apenas 2025 e 2026 na Prefeitura, cumprindo um ciclo curto antes de outra missão, ou tentará um voo maior e entrará na corrida federal em 2026, como correm boatos no meio político?

Enquanto Avelar não fecha a porta nem abre a janela, todos os demais projetos ficam em suspensão. Porque, em Nova Serrana, Avelar não é apenas mais um ator. Ele é o ponto de equilíbrio de grupos, alianças, estrutura e votos. Se ele decide ficar até o fim e não disputar 2026, ele muda a fila. Se ele decide sair para tentar Brasília, ele embaralha o campo inteiro, abre espaço para sucessões, redesenha quem fica com a base e quem vira “plano B”.

Esse vácuo é o que faz o xadrez local parecer confuso. Há anúncios, mas ainda falta lastro. Há discurso, mas ainda falta eixo. E isso aparece no tom de insegurança que o eleitor percebe quando começa a pipocar pré-candidatura para todo lado, sem que o núcleo central do poder municipal tenha dado a direção.

O primeiro movimento mais objetivo veio do ex-prefeito Euzébio Lago, antecessor de Avelar no Executivo. Ele já se posicionou como pré-candidato a deputado estadual, no campo da direita, e entra no jogo com o peso de quem administrou o município e construiu base própria. Esse anúncio, por si, já pressiona o tabuleiro, porque cria um projeto claro e força os demais a se definirem, inclusive quem está no governo e quem está na oposição.

Ao mesmo tempo, o quadro local mostra outras peças se colocando no radar. Na Câmara Municipal, o ambiente já tem vereador mirando Assembleia e também nome mirando Câmara Federal. Natan Oliveira e Breno Fonseca aparecem como pré-candidatos a deputado estadual, enquanto Naide Santos articula pré-candidatura a deputada federal. A lista de nomes ventilados inclui ainda a jornalista Lilian Camargos, também citada como possível pré-candidata à Assembleia, e João Paulo Gusmão, vice-presidente local do PT, lembrado como alternativa para a disputa estadual no campo progressista.

Há também o fator empresarial. Clayton Rodrigues, conhecido como Cleitinho da Minas Espuma, é apontado como nome com possibilidade concreta de candidatura, ainda sem partido definido e com conversas em andamento. Esse tipo de candidatura, quando se confirma, costuma mexer com dois elementos ao mesmo tempo: dinheiro e rede. E em eleição proporcional, isso muda a dinâmica da cidade.

O ponto é que, embora essa movimentação pareça intensa, ela ainda está girando em torno de uma pergunta que ninguém responde de forma definitiva: o que Fábio Avelar quer para 2026? Porque o prefeito, goste-se ou não, virou o “rei” desse tabuleiro municipal. Quando o rei não se posiciona, as peças menores ficam tateando no escuro, tentando ocupar espaço sem saber se haverá proteção, conflito, acordo ou ruptura.

É por isso que, hoje, a política de Nova Serrana se parece mais com ensaio do que com jogo valendo. As pré-candidaturas aparecem, mas ainda buscam sustentação. Alguns discursos parecem mais “balão de ensaio” do que decisão. E o eleitor percebe quando o movimento é convicto e quando é só tentativa de marcar território antes que a peça central se mexa.

O Divinews, inclusive, já entrevistou pré-candidato e solicitou agenda com o prefeito para tratar do tema com clareza e transparência. Até agora, não houve retorno. E essa ausência de resposta aumenta o ruído, porque, no vácuo, o bastidor vira notícia e o boato vira sensação de verdade.

O cenário que se desenha para Nova Serrana é o típico de ano pré-eleitoral em cidade estratégica: muita gente quer espaço, mas poucos sabem exatamente qual espaço ficará livre. Avelar, portanto, precisa decidir não apenas por ele. Precisa decidir pelo impacto que essa escolha causa em toda a engrenagem política local, nas alianças, nas bases, na Câmara e até na disputa de 2028.

Enquanto isso não acontece, Nova Serrana segue com um tabuleiro nervoso. Peças se mexendo, anúncios saindo, grupos testando terreno. Mas o lance que define o jogo ainda não foi feito. E, em política, quando o lance principal demora demais, alguém sempre tenta fazer jogada por conta própria, nem sempre com firmeza, nem sempre com segurança, e quase sempre com risco de errar antes mesmo da partida começar.

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

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Nova Serrana: Vereador Natan Oliveira entra no jogo de 2026 como pré-candidato, critica polarização e “projeto Zema” após reunião da Câmara https://leferonline.com.br/nova-serrana-vereador-natan-oliveira-entra-no-jogo-de-2026-como-pre-candidato-critica-polarizacao-e-projeto-zema-apos-reuniao-da-camara/ https://leferonline.com.br/nova-serrana-vereador-natan-oliveira-entra-no-jogo-de-2026-como-pre-candidato-critica-polarizacao-e-projeto-zema-apos-reuniao-da-camara/#respond Sat, 07 Mar 2026 06:38:46 +0000 https://leferonline.com.br/nova-serrana-vereador-natan-oliveira-entra-no-jogo-de-2026-como-pre-candidato-critica-polarizacao-e-projeto-zema-apos-reuniao-da-camara/ A política de Minas já começou a esquentar antes mesmo do calendário oficial de campanha, e Nova Serrana entrou nessa conversa com um recado claro. Na última segunda-feira (02), logo após a reunião ordinária da Câmara Municipal, o Divinews conversou com o vereador Natan Oliveira, que confirmou que se coloca como pré-candidato a deputado estadual em 2026 e usou a entrevista para costurar duas frentes ao mesmo tempo: a identidade do mandato local e a leitura do tabuleiro estadual.

Natan se apresentou como pré-candidato pelo PDT, partido que ele descreve como alinhado ao trabalhismo, à defesa dos trabalhadores e à valorização da educação como eixo estruturante de políticas públicas. Ele tentou marcar posição sem “falar difícil” e trouxe um discurso de renovação, afirmando que Nova Serrana vive um momento de surgimento de novas lideranças, especialmente depois que o ex-deputado Fábio Avelar deixou a Assembleia para assumir a Prefeitura, abrindo espaço para outras figuras ganharem protagonismo regional.

Ao justificar por que entra no jogo estadual, Natan buscou amarrar o mandato a entregas e pautas. Ele afirmou que a educação é o centro do projeto, citando visitas a escolas e centros municipais de educação infantil, com levantamento de demandas de infraestrutura e diálogo com servidores. O argumento é o de sempre, mas o diferencial que ele tenta impor é de método: conhecer a ponta antes de prometer solução, e transformar diagnóstico em pauta estadual.

Na mesma linha, ele destacou que o mandato atua com força na cultura, com apoio a artistas e fazedores culturais, e também no social, com foco em igualdade e combate à desigualdade. Natan associou esse conjunto a um projeto que ele chama de Vozes, uma proposta para dar visibilidade a grupos e temas que, segundo ele, ficam fora do debate político tradicional. Na entrevista, ele citou direitos humanos, movimentos sociais, população LGBTQIA+, mulheres, cultura periférica, hip hop e movimento negro como agendas que o mandato local colocou na rua.

A conversa ganhou peso quando o Divinews puxou o tema que hoje divide mesa de bar, família e rede social: a polarização extrema. Natan tratou o extremismo como um tipo de “doença” que contaminou o debate público e, na visão dele, impede o país de resolver problemas básicos. Ele tentou virar a chave para uma pergunta que costuma desarmar discussões: quem é contra moradia digna, educação de qualidade e dignidade no transporte? A ideia é sustentar que, em muitos temas, gente de campos diferentes poderia se unir para resolver a vida real, mas o ambiente radicalizado faz o básico virar briga.

Ao mesmo tempo, ele não ficou neutro. Natan se colocou como progressista, na esquerda ou centro-esquerda, e disse enxergar na extrema-direita um conteúdo que considera violento e antidemocrático. Ele também criticou o uso da religião como instrumento de manipulação política, defendendo que fé não pode virar ferramenta de dominação nem de controle eleitoral. Nesse ponto, ele fez um movimento típico de quem busca ampliar público sem perder identidade: critica o radicalismo, mas marca lado.

Na reta final, a entrevista entrou no cenário estadual de 2026, com disputa para governo e para Senado. Natan foi duro com o vice-governador Mateus Simões, associando-o ao projeto de Romeu Zema e classificando a gestão como fracassada, principalmente no trato com servidores, na educação e na condução econômica. Ele citou renúncia fiscal bilionária e afirmou que o Estado foi mal conduzido em áreas essenciais. Foi uma crítica política direta, de oposição, com o objetivo de delimitar campo.

Sobre o senador Cleitinho, ele fez uma leitura mais complexa: disse ter divergências políticas, mas reconheceu nele um traço popular, humano, de contato com o povo. É um reconhecimento calculado, porque Cleitinho virou referência no debate mineiro e ignorá-lo costuma soar desconectado da realidade. Natan preferiu reconhecer o fenômeno, mas reafirmar diferença de projeto.

No campo progressista, ele citou Kalil como nome do PDT e apontou a gestão da pandemia como exemplo de compromisso técnico e responsabilidade. Também mencionou Rodrigo Pacheco como figura que, segundo ele, teve papel relevante na repactuação da dívida dos estados, argumentando que esse tipo de agenda é pouco percebida pelo público, apesar de mexer com a sobrevivência financeira dos governos.

A leitura final de Natan é que as definições ainda dependem de articulação maior, com influência do cenário nacional e do próprio presidente da República no rearranjo de forças. Ainda assim, ele tentou ancorar a própria pré-candidatura no que chamou de “projeto coletivo”, com construção participativa, ouvindo pessoas, e dialogando com lideranças do campo progressista com quem ele diz ter proximidade política.

A entrevista pós-reunião ordinária não foi apenas anúncio de pré-candidatura. Ela foi um ensaio de posicionamento. Natan quis se apresentar como candidato de pauta e de território, com discurso de educação, cultura e social, e com crítica aberta ao que chama de projeto Zema-Simões. E, ao mesmo tempo, tentou se mostrar como alguém capaz de conversar com o eleitor que está cansado de extremos, sem abrir mão de um lado claro no debate.

Em Minas, onde a disputa tende a ser pesada e muito nacionalizada, esse tipo de movimento costuma definir quem cresce e quem some. Nova Serrana, por sua vez, já colocou um nome no jogo. Agora começa a fase em que o eleitor vai perguntar menos sobre rótulo e mais sobre entrega.

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Deputado Eduardo Azevedo nega “prefeitura de Divinópolis em 2028” e diz que lei impede por 4 anos após renúncia do irmão https://leferonline.com.br/deputado-eduardo-azevedo-nega-prefeitura-de-divinopolis-em-2028-e-diz-que-lei-impede-por-4-anos-apos-renuncia-do-irmao/ https://leferonline.com.br/deputado-eduardo-azevedo-nega-prefeitura-de-divinopolis-em-2028-e-diz-que-lei-impede-por-4-anos-apos-renuncia-do-irmao/#respond Sat, 07 Mar 2026 03:43:07 +0000 https://leferonline.com.br/deputado-eduardo-azevedo-nega-prefeitura-de-divinopolis-em-2028-e-diz-que-lei-impede-por-4-anos-apos-renuncia-do-irmao/ A política de Divinópolis vive de manchetes e vive, também, de correções de rota. Nesta sexta-feira (06), durante um evento na Câmara Municipal, o deputado estadual Eduardo Azevedo deu ao Divinews uma resposta direta a uma ilação que circulou em outro veículo de comunicação, em formato de manchete, sugerindo que ele estaria se colocando como pré-candidato a prefeito em 2028. A pergunta feita pelo editor do portal surgiu justamente desse ruído, porque, quando um título vira “verdade” nas redes, a cobrança pública passa a exigir posicionamento claro, sem margem para interpretação.

Na entrevista, Eduardo foi assertivo ao colocar o tema no campo jurídico, não no campo do desejo. Ele afirmou que, após a renúncia do prefeito de Divinópolia, Gleidson Azevedo, a legislação cria um interregno que impede que alguém do mesmo núcleo familiar volte a disputar o comando do Executivo municipal dentro do prazo de 4 anos. Ou seja, segundo ele, não se trata de “2 anos” nem de “meio caminho”, mas de 4 anos completos de impedimento para qualquer integrante da família entrar na disputa.

O parlamentar explicou que essa trava legal existe para evitar continuidade automática e para impedir atalhos políticos após uma saída antecipada do cargo. Na prática, a mensagem que ele quis deixar foi que não há “atalho” para 2028 no campo da prefeitura, porque qualquer projeto desse tipo ficaria inviável do ponto de vista jurídico. No mesmo raciocínio, ele reforçou que, se um dia houver interesse de alguém do grupo familiar em disputar, isso só poderia ocorrer depois do prazo previsto em lei, quando houver “legalidade jurídica” para se oferecer ao eleitorado.

Ao tratar a questão com frieza normativa, Eduardo tenta encerrar a espuma gerada pelo título interpretativo. Em termos políticos, a resposta também serve como um recado para o próprio bastidor. Ele sinaliza que não está usando o cargo de deputado como trampolim imediato para um movimento municipal, e tenta evitar que a pauta “prefeitura” engula o foco principal do momento, o jogo de 2026, onde ele diz estar posicionado.

Isso aparece quando o deputado confirma que é pré-candidato à reeleição para deputado estadual e argumenta que pretende continuar o trabalho de articulação com o governo estadual para garantir recursos e convênios para Divinópolis e região. Ele sustenta que a cidade precisa dele “mais forte” no papel atual e afirma que não considera ser o momento de migrar para outro projeto eleitoral.

A entrevista, no entanto, não se restringiu ao tema municipal. O Divinews aproveitou para puxar o debate nacional que domina rodas políticas em Minas nesta semana, o caso Banco Master e a crise que envolve investigações, prisões e suspeitas de corrupção. Eduardo evitou generalizações e afirmou que a apuração deve alcançar qualquer envolvido, independentemente de ser de direita ou de esquerda, defendendo investigação rigorosa e punição a quem tiver participação comprovada.

Esse trecho também ajuda a entender o comportamento do deputado diante do ruído sobre 2028. Em uma conjuntura de alta turbulência, qualquer frase mal interpretada vira combustível. E qualquer manchete interpretativa vira pressão. Ao colocar o debate municipal na gaveta do “não pode”, Eduardo tenta controlar o dano e manter o foco em duas frentes que interessam ao mandato: obras, recursos e presença regional, com discurso de que “a cidade precisa” de articulação.

No fim, a entrevista expõe um retrato maior do momento político. Manchetes empurram, bastidores ampliam, e políticos precisam escolher se respondem com espuma ou com régua jurídica. Eduardo escolheu a segunda opção. Ele disse, com todas as letras, que a pergunta existiu por causa de um título que circulou como se fosse fato. E respondeu com a linha dura do direito: após a renúncia, a lei fecha a porta por 4 anos, sem jeitinho, sem encurtamento e sem narrativa.

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