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Beatriz denuncia manobra governista e ausência de estudos na privatização da Copasa

Parlamentar afirma que governo ocultou estudos da Ernst & Young e usa manobras para acelerar privatização – A deputada federal Beatriz Cerqueira fez denúncias contundentes durante entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG ao afirmar que o Governo do Estado conduziu a votação do primeiro turno da privatização da Copasa, que aconteceu nesta terça-feira (02) sem apresentar qualquer estudo técnico à Casa. Ela alertou que a estratégia adotada pelos deputados governistas permite avançar em um processo bilionário sem transparência, sem dados concretos e sem uma avaliação real dos impactos sobre tarifas, investimentos e municípios mineiros.

A parlamentar afirmou que o governo contratou a empresa Ernst & Young para elaborar estudos de viabilidade econômica, tarifária, operacional e de impacto regional da privatização, mas que esses documentos nunca chegaram ao plenário nem às comissões. Segundo ela, o Executivo prometeu entregar os relatórios aos deputados antes da votação, mas a pauta avançou mesmo com a ausência completa desse material.

Beatriz classificou esse movimento como uma “estratégia deliberada” da base governista para atropelar a tramitação e impedir que parlamentares e a sociedade tenham acesso às informações essenciais sobre a venda da estatal. A deputada afirmou que o governo tenta criar artificialmente um senso de urgência ao condicionar a privatização ao Propag, o programa federal de renegociação da dívida, sem provar que essa escolha é necessária ou vantajosa.

Ela criticou a atuação dos deputados da base, que reforçaram a narrativa de que a privatização resolveria a dívida estadual, mas sem apresentar números consistentes, projeções, cenários de risco ou simulações tarifárias. Para a parlamentar, a postura governista criou uma blindagem política que impediu o debate qualificado.

Beatriz ressaltou que o governo evita entregar informações justamente porque os estudos poderiam revelar fragilidades da modelagem, riscos de aumento tarifário, impacto negativo para municípios pequenos e inconsistências no plano de investimentos. Ela lembrou que mais de cinquenta por cento da população mineira não possui esgoto tratado e que decisões apressadas criam risco social amplo.

Segundo a deputada, a votação sem estudos configura um desrespeito ao princípio da transparência e coloca o parlamento diante de possível ilegalidade. Ela afirmou que apresentará questão de ordem exigindo formalmente os documentos produzidos pela Ernst & Young e cobrará a suspensão da tramitação até que os dados sejam disponibilizados integralmente.

Beatriz acusou o governo de criar um ambiente artificialmente favorável à desestatização, ignorando alertas de técnicos, prefeitos e especialistas. A deputada afirmou que sem estudos não existe garantia de proteção tarifária, nem segurança para blocos regionais, nem parâmetros de investimentos para regiões mais vulneráveis.

Ela reforçou que a privatização não pode seguir enquanto o Executivo se nega a entregar as informações estruturantes, que deveriam ter sido apresentadas antes mesmo do início das discussões. A deputada declarou que continuará pressionando a Assembleia para garantir que nenhum segundo turno ocorra sem que os estudos completos cheguem à Casa.

A coletiva terminou com a promessa de intensificar o enfrentamento político dentro da ALMG, de articular deputados contrários à privatização e de acionar todos os instrumentos regimentais necessários para impedir o avanço de um processo que, segundo ela, caminha no escuro.

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