A investigação sobre o desaparecimento e morte de Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas (GO), teve um avanço significativo com a localização do celular da vítima, submerso numa caixa de esgoto nas proximidades do Condomínio Amethist Tower. O achado pode ser determinante para elucidar o que ocorreu desde a última vez em que ela foi registrada viva por câmeras e pelo próprio aparelho.
Segundo a Polícia Civil, o telefone foi descartado no sistema de esgoto, possivelmente por suspeitos que queriam impedir a extração de dados ou localizações que pudessem comprometer sua linha de investigação. O aparelho foi encaminhado para perícia. A análise técnica deve tentar recuperar rotas, chamadas e mensagens, além de checar se havia imagens ou registros de áudio no momento em que a corretora entrou no subsolo do prédio.
Últimos registros e desaparecimento
Daiane foi vista pela última vez em 17 de dezembro de 2025, quando, segundo relatos e imagens de câmeras de segurança, desceu ao subsolo do Condomínio Amethist Tower para verificar uma suposta falta de energia em seu apartamento. Ela chegou a gravar vídeos com o celular mostrando a situação, mas nunca os enviou à família — e não voltou nem foi mais vista após descer pelo elevador. �
A mãe da corretora afirmou que não há imagens de Daiane retornando do subsolo ou deixando o prédio, o que aumentou o mistério e a preocupação dos parentes. �
Corpo localizado e suspeitos presos
O corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata na região de Caldas Novas dias depois do desaparecimento, conforme confirmou a polícia. A morte foi tratada como homicídio, e a investigação apontou ferimento por disparo de arma de fogo.
Na última semana, as autoridades prenderam o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, acusados de envolvimento no homicídio da corretora. A Polícia Civil indicou que Cléber levou os agentes até o local onde o corpo estava, colaborando com a localização.
O Ministério Público de Goiás também denunciou o síndico pelo crime de perseguição, com relatos de condutas reiteradas que teriam ameaçado a integridade física e psicológica de Daiane ao longo de 2025, antes de seu desaparecimento.
Com o celular agora nas mãos da perícia, investigadores esperam recuperar informações que possam esclarecer o que aconteceu entre o último registro da vítima e o momento em que seu corpo foi encontrado. A polícia segue ouvindo testemunhas e analisando vídeos de câmeras internas do prédio.
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