A morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves, ocorrida no bairro do Brás, em São Paulo, ganhou contornos de mistério e novas frentes de investigação após revelações exclusivas do programa “Fantástico” neste domingo (8). Isso porque o que inicialmente foi tratado como um possível suicídio agora é alvo de intensos questionamentos por parte de peritos e testemunhas que estiveram no local. De acordo com novas evidências, a posição da arma e o cenário encontrado no apartamento onde ela vivia com o marido trazem dúvidas cruciais sobre o desfecho daquela noite.
O início: O que aconteceu no apartamento do Brás
Para quem não acompanhou o início, Gisele Alves foi encontrada com um tiro na cabeça dentro de sua residência. No momento do ocorrido, o marido da soldado — que também é policial militar — estava no local e afirmou às autoridades que a esposa teria tirado a própria vida após uma discussão. Entretanto, desde os primeiros levantamentos, familiares e amigos da vítima contestaram essa versão, alegando que Gisele não apresentava sinais de comportamento depressivo e fazia planos para o futuro.
A prova que mudou o rumo: A foto do bombeiro
Recentemente, um elemento novo e impactante surgiu no processo. Um bombeiro que participou do resgate prestou depoimento e afirmou ter estranhado a cena assim que entrou no quarto. Nesse sentido, ele decidiu fotografar a posição do corpo e da arma antes que qualquer procedimento médico fosse realizado. De maneira surpreendente, a imagem mostra a arma encaixada na mão de Gisele de uma forma que especialistas consideram “pouco natural” para um disparo autoinfligido. Além disso, o socorrista relatou que o armamento parecia ter sido colocado ali deliberadamente.
Divergências na perícia e o papel do marido
Vale ressaltar que o marido de Gisele é o principal foco das investigações da Polícia Civil. Embora ele mantenha a versão de suicídio, a trajetória da bala e a ausência de resíduos de pólvora em locais esperados geram contradições. Dessa maneira, a fotografia tirada pelo bombeiro torna-se uma peça-chave, visto que ela preserva o estado original da cena antes da chegada dos peritos criminais. Portanto, o Conselho de Polícia e o Ministério Público agora analisam se houve fraude processual ou se o cenário foi “montado” para simular uma tragédia pessoal.
Próximos passos da investigação
Atualmente, a defesa do marido nega qualquer envolvimento no crime e reforça a tese de que Gisele sofria de pressão psicológica. Contudo, a família da soldado busca por justiça e pede que novos exames de balística sejam realizados com base nas fotos do resgate. Afinal, o caso Gisele Alves deixou de ser uma ocorrência de rotina para se tornar um símbolo da luta por transparência em investigações envolvendo agentes de segurança pública. Enquanto isso, a Polícia Civil de São Paulo aguarda a conclusão de laudos complementares para decidir se pedirá a prisão preventiva do companheiro da vítima.
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