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Cemig alerta: aparelhos baratos podem criar gasto mensal “escondido” na conta de energia

A Black Friday deve movimentar mais uma vez o comércio nacional, que se prepara para bater recorde de vendas em 2025. A projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que o período promocional, com auge nesta sexta-feira (28), deve alcançar R$ 5,4 bilhões em negócios, consolidando o evento como o maior impulsionador do varejo no país.

Dois setores devem liderar as vendas, segundo a CNC: eletroeletrônicos e utilidades domésticas, com expectativa de R$ 1,24 bilhão, e móveis e eletrodomésticos, que somam previsão de R$ 1,15 bilhão. No entanto, o aumento repentino do consumo preocupa técnicos do setor elétrico, já que muitos consumidores se concentram no preço e deixam de lado um ponto determinante para o orçamento do lar: a eficiência energética do produto.

A Cemig reforça que o consumidor pode economizar no caixa da loja e, ao mesmo tempo, assumir um gasto permanente na conta de luz se não observar a classificação de eficiência. O engenheiro de Eficiência Energética da companhia, Welhiton Adriano, explica que o cálculo da compra não termina no pagamento da nota fiscal.

“Quando o consumidor escolhe um eletrodoméstico menos eficiente, ele assume um compromisso mensal. É como contratar um aluguel extra que será cobrado na conta de luz ao longo de toda a vida útil do equipamento”, argumenta o especialista.

Desconto pode virar prejuízo no longo prazo

Welhiton Adriano detalha que o raciocínio da compra consciente começa com a análise da potência e do tempo médio de funcionamento do equipamento. Em muitos casos, o modelo mais barato consome muito mais, o que significa uma despesa contínua que se soma mês a mês, ano após ano, até superar o valor inicial pago pelo produto.

Itens que funcionam diariamente, como geladeiras, máquinas de lavar, aparelhos de TV e condicionadores de ar, tendem a ampliar ainda mais o impacto do consumo. Um produto ineficiente pode custar barato na loja, mas depois “cobra” a diferença durante os dez ou quinze anos em que permanece em funcionamento.

Etiqueta do Inmetro pode evitar dor de cabeça

A Cemig recomenda que o consumidor confira sempre a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) do Inmetro, que classifica os equipamentos de A (mais eficientes) a G (menos eficientes). A orientação é priorizar modelos da categoria superior, especialmente se o produto permanecerá em uso constante.

Nas compras online, o alerta é ainda maior, já que muitas páginas de e-commerce não exibem a classificação energética. Nesse caso, o consumidor deve consultar o site do fabricante antes de confirmar o pedido.

Black Friday continua vantajosa se a escolha for inteligente

A Cemig reconhece que a data representa boas oportunidades de compra, mas reforça que, para transformar o desconto em verdadeira economia, o consumidor precisa olhar além da placa de preço. Caso contrário, a promoção pode perder vantagem logo nos primeiros meses de uso.

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