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Corretora foi executada com tiro na cabeça em Caldas Novas, confirma atestado de óbito

O atestado de óbito da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, de 43 anos, confirmou que a vítima morreu em decorrência de um disparo de arma de fogo na cabeça, em Caldas Novas, no sul de Goiás. O documento oficial aponta que o tiro causou traumatismo cranioencefálico, resultando na morte da corretora. O corpo foi liberado pela Polícia Técnico-Científica de Goiás na terça-feira, 3 de fevereiro.

Daiane estava desaparecida havia cerca de 40 dias quando seus restos mortais foram localizados, no dia 28 de janeiro, em avançado estado de decomposição. Devido às condições do corpo, a identificação só foi possível por meio de exame de DNA, sendo os dentes a única matriz viável para a análise genética. Após a confirmação da identidade, a família foi comunicada e o velório foi marcado para a cidade de Uberlândia, em Minas Gerais.

As investigações levaram à prisão temporária do síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito do homicídio. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de ter dificultado ou atrapalhado o andamento das investigações.

Segundo a Polícia Civil, Cléber é, até o momento, a única pessoa que reúne motivação e meios para a prática do crime. A defesa do síndico confirmou que ele confessou à polícia ter utilizado uma arma de fogo para matar a corretora. Ainda de acordo com o advogado, a perícia técnica ainda não foi juntada aos autos do processo, mas o investigado estaria colaborando com as autoridades. A defesa de Maicon Douglas não se manifestou.

Conflitos anteriores e possível motivação

De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por desavenças entre Daiane e o síndico do edifício. Os conflitos teriam começado quando a corretora se mudou para o prédio e passou a administrar seis apartamentos pertencentes à família do suspeito, função que antes era exercida por ele.

Relatos apontam que a relação entre ambos se deteriorou ao longo do tempo, culminando em discussões recorrentes. A polícia trabalha com a hipótese de que o acirramento desses conflitos tenha sido determinante para o homicídio.

Últimos registros da vítima

Imagens de câmeras de segurança do edifício mostram que a última aparição de Daiane ocorreu às 19h do dia 17 de dezembro. Nas gravações, ela aparece entrando no elevador e seguindo para o subsolo do prédio. O deslocamento teria ocorrido após a corretora perceber que apenas o apartamento dela estava sem energia elétrica.

Segundo as apurações, o corte de energia em apartamentos específicos era uma prática recorrente adotada pelo síndico. Daiane teria descido ao subsolo para acessar o quadro de energia do edifício, levando o celular nas mãos e registrando a situação em vídeo. A polícia considera que essa atitude pode ter provocado um novo atrito entre a vítima e o suspeito.

Às 19h08, outra moradora utilizou o elevador para ir ao mesmo andar, mas relatou não ter percebido nenhuma movimentação fora do normal. Para os investigadores, o homicídio teria ocorrido justamente nesse intervalo de tempo.

Cronologia do caso

Data / Horário Fato registrado
17/12 – 19h00 Daiane é vista pela última vez entrando no elevador do prédio
17/12 – 19h08 Outra moradora vai ao subsolo e não percebe nada anormal
17/12 (noite) Polícia acredita que o homicídio ocorreu nesse intervalo
Após 17/12 Daiane é considerada desaparecida
28/01 Restos mortais da vítima são localizados
03/02 Corpo é liberado após identificação por DNA
03/02 Confirmação oficial da causa da morte no atestado de óbito
Atual Síndico e filho permanecem presos temporariamente

Situação atual da investigação

A Polícia Civil segue com as apurações para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a dinâmica exata do homicídio e a possível participação de outras pessoas. Perícias complementares ainda devem ser anexadas ao inquérito, que permanece em andamento.

Enquanto isso, os suspeitos seguem presos temporariamente, à disposição da Justiça. O caso gerou grande repercussão em Caldas Novas e em cidades de Minas Gerais, onde a corretora tinha familiares e atuação profissional.

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